existência humana … vida de uma estrela
Estava aqui a ver o livro do Hubble lançado pela ESA e deparei com uma frase que me sensibilizou sobremaneira: “A existência humana é um mero piscar de olhos comparada com a vida de uma estrela.”
É uma frase verdadeiramente assustadora. Um tempo tão vasto, e tão pouco tempo para apreciar todas as belezas que nos transpiram.
Virando mais os olhos para um outro prisma: no céu, nós podemos, de facto, mesmo a olho nu poder presenciar diferentes fases de uma vida de uma estrela. Obviamente de estrelas diferentes, senão seria bom sinal.
Por exemplo, já pude observar um momento final de uma estrela, embora de modo estático, mas pude ver a fase de supernova - a fase de explosão de uma estrela de massa de cerca de 20-30 vezes a do Sol. Bem, mas para ver esta fase a olho nu precisaríamos de retomar aos tempos de Kepler, já que até hoje, desde esses tempos, nenhuma supernova se tornou visível a olho nu. Só vi uma supernova com auxílio de um Obsession 18″ e a supernova encontrava-se na M51 com magnitude 15,2, salvo erro.
Há outras fases que podemos ver: fase de gigante vermelha - a Betelegeuse é um exemplo clássico, ou mesmo a Antares.
Não é simples: há complicações. Ver anãs pretas é impossível pois não existe nenhuma, e, mesmo que existisse, seria impossível ver uma… bem como é impossível ver anãs castanhas simplesmente porque a radiação é tão fraca que a luminosidade é demasiado pálida para ser detectada a olho nu. (parte I)
30 Sep 2007 Jorge Almeida
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