Arquivo de October 12th, 2007

Sistema Solar

Chuviscos em Titã

Além de lagos de hidrocarbonetos, Titã também parece ter chuviscos de metano. Imagens no infravermelho do VLT e do Keck detectaram uma cobertura de nuvens nas zonas mais elevadas do satélite. Ao que parece provocam um chuvisco matinal de metano sobre os contrafortes ocidentais de Xanadu, o principal continente de Titã.

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Astrofísica

Origem dos raios cósmicos desvendada

Os raios cósmicos são partículas altamente energéticas que bombardeiam, a cada segundo a atmosfera da Terra, as quais viajam quase à velocidade da luz (grosso modo, c = 300 000 km/s). A sua proveniência era desconhecida há décadas, desde a sua descoberta. Contudo, evidências recentes parecem trazer uma luz do fundo do túnel para tal mistério. Uma causa possível parece estar relacionada com as supernovas - explosões de estrelas no final de sua vida (nem todas as estrelas terminam como supernovas) - que geram poderosos campos magnéticos numa escala bem maior do que se pensava, revelados por observações recentes a “hotspots” de raios-X nas supernovas.
Cientistas afirmam que a descoberta constitui a primeira prova directa de que as supernovas podem gerar raios cósmicos. Os remanescentes de supernovas expandem-se no espaço, e viajam através do gás inter-estelar, e, como tal, produzem ondas de choque que podem gerar poderosíssimos campos magnéticos. Os protões, electrões e outras partículas carregadas à deriva embatem nos campos magnéticos e são então acelerados a velocidades estonteantes criando desta forma os raios cósmicos. Para saber mais veja em
http://www.space.com/scienceastronomy/071010-cosmic-ray-origin.html

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Astrofísica

Quasar stuff

Carl Sagan disse em tempos: “we are all star stuff”.
Pelos vistos, também somos todos “quasar stuff”.

quasar-dust.jpg
Astrónomos descobriram que pequenos pedaços de pó foram difundidos pelo Universo, quando este era jovem, devido à acção do vento produzido por quasares.
Quasares são buracos negros supermassivos no centro das galáxias, activos e em crescimento, quando o Universo era relativamente jovem.

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Sistema Solar

Jápeto

Saturno só se vê de madrugada no céu. Mas podemos vê-lo todos os dias pelos olhos da Cassini. De uma forma nunca vista. E é fantástico pensar que temos ali uma nave em volta daquele gigante. Uma espécie de satélite artificial. Um pedaço de metal cheio de instrumentos capaz de perscrutar o mais obscuro dos mundos. Mundos que estiveram uma eternidade à nossa espera. Imperscrutáveis. E agora estamos ali a vê-los. A espiá-los para satisfazer a nossa curiosidade. Sim, porque nós somos curiosos, pois toda a criatura inteligente é curiosa. Por isso, gosto de olhar para este pedaço de pedra e gelo. E vê-lo no seu mistério. Na sua intrigante superfície.

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