OVNIs no Canal 2
O Luis Ribeiro já falou aqui do programa Encontros Imediatos.
O Zé Matos já dissertou aqui sobre o programa.
Eu próprio já coloquei aqui o 1º episódio, e comentei aqui o episódio.
O 2º episódio passou este domingo, e podem-no ver aqui:
O que me apraz dizer?
- tal como já tinha dito em relação ao 1º episódio, por mais que se critique, o facto é que pelo menos se faz alguma coisa em Portugal e se dá alguma informação precisa sobre os casos investigados.
- tal como também já tinha dito, só isto, e o facto da informação ter sido investigada por investigadores competentes que vêem assim o seu trabalho divulgado da maneira que eles esperam, já torna a série interessante, quanto mais não seja da perspectiva sociológica.
- fiquei mais contente com este 2º episódio do que com o 1º episódio.
- este episódio esteve muito melhor estruturado que o 1º, o que o tornou mais interessante.
- desta vez houve menos tempo com os investigadores a falarem, o que notoriamente subiu a qualidade e interesse do episódio.
- em termos de investigadores, penso que o Raul Berenguel esteve bem, o Joaquim Fernandes continua com uma comunicação, na minha opinião, elitista, e não percebo porque retiraram o Mário Neves (que no 1º programa penso que foi o que se explicou melhor).
- houve entrevistas a pessoas exteriores à CTEC, que obviamente aumentam a dinâmica do programa (dinâmica essa que faltou no 1º episódio).
- a certa altura dizem que o CEAFI deu lugar ao CTEC. E a PUFOI? Foi esquecimento ou algo mais?
- não percebo porque continuam a mostrar cartas que não se conseguem ler…
- o objecto lenticular não era um dirigível - zeppelin?
- só há 1 testemunha do OVNI? Se é só o Professor Amaral, então não existe caso… ou então não se pode falar de processo científico.
- a certa altura fala-se do microorganismo do espaço, como vindo “do” disco voador; o que é um “non-sequitur”. Não tem nada a ver. Felizmente o Raul Berenguel pôs os “pontos nos iis” uns minutos mais tarde.
- este caso já tem 50 anos, o que lhe retira actualidade e importância temporal.
- por outro lado, fiquei surpreso quando a certo momento dizem que a investigação deste caso foi feita somente 20 anos após ter acontecido. E só com base em relatos… Como disse em cima, isto faz com que não se possa dizer que o caso foi analisado cientificamente.
- no geral, fico ainda com a percepção que é um programa dos anos 70…
- por fim, compreendo que a minha análise possa ser demasiado subjectiva, já que tenho um conhecimento razoável do caso de Alfena, e bastante limitado do caso de Évora, o que pode fazer com que tenha uma “bias” de mais interessante para o 2º episódio já que trata do que para mim é mais desconhecido.
Concluindo: o 2º episódio pareceu-me bem melhor que o 1º. Mas ainda há bastante espaço para melhorar muito mais.
15 Apr 2008 Carlos Oliveira
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