Explosão sobre o Canadá !
Há 10 dias atrás, demos aqui conta do evento de Tunguska, relativo a uma possível explosão de cometa/asteróide na atmosfera há 100 anos atrás, tendo como consequência a devastação máxima de toda uma zona da Terra.
Há cerca de 12.900 anos atrás, uma explosão semelhante de cometa/asteróide na atmosfera sobre o continente norte-americano, levou à extinção dos mamutes e ao desaparecimento de toda uma civilização humana existente nessa época e nessa zona - a civilização Clovis.
Podem ler mais sobre isto, aqui e aqui.
Pelos vistos, havia razão no único medo dos heróis Gauleses (Astérix, Obélix & companhia), de que o céu caísse sobre as suas cabeças!
Mantenham-se atentos a “explosões no céu”! ![]()
09 Jul 2008 Carlos Oliveira
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Segundo pude estudar, nem a extinção de grandes mamíferos por alturas do Pleistocénico se deu abruptamente, nem tão pouco se pode considerar que o povo de Clóvis se extinguiu propriamente. As extinções levaram tempo suficiente para que daí se possa deduzir a actuação de factores graduais. E esta é apenas uma hipótese e nem sequer a melhor. Das doenças virais, às alterações da paisagem e da estrutura trófica, várias teorias continuam activas e se nos últimos anos alguma ganhou força foi a da acção conjunta de vários factores. Quanto ao povo de Clóvis, pode mesmo ter dado origem às civilizações indígenas que mais tarde existiram e construíram civilização na América. E isto não inviabiliza a possibilidade de novos “inputs” populacionais via estreito de Bering e via Polinésia.
Afinal quando se critica a forma como uns profissionais de uma área abordam temas de outra que não é a deles, deve-se manter alguma coerência.
Bem, há uma diferença substancial: é que nós, aceitamos as críticas!
E há outra ainda mais fundamental: as nossas fontes são cientificas.
De resto, o link existe para as pessoas o irem ler.
O que lá diz é que a teoria do asteróide a explodir na atmosfera, está a ganhar evidência.
Da mesma forma, Tunguska, daí eu ter feito essa ligação no post.
O artigo em link diz isto:
“But geologic and archeological evidence shows they both suddenly disappeared, and scientists have long debated the mystery of the mass extinction of both animals and humans about 12,900 years ago.”
Registo o desaparecimento rápido, e evidencias GEOLOGICAS e ARQUEOLOGICAS. Não é porque um sociólogo se lembrou de dizer que andou a escavar na área e viu coisas que não compreende…
E seguidamente diz isto:
“Ken Tankersley, Anthropology professor at the University of Cincinnati studied sites in Ohio and Indiana that offers the strongest support yet for the exploding comet/asteroid theory.”
Também pode ler que ele trabalha com geólogos.
Note que neste caso não é um sociológo, um historiador, ou um trabalhador da PT, a fazer estes estudos…
Nem eu fui perguntar a nenhum deles se esta teoria era correcta…
Se fôr ler posts pra trás, perceberá essa coerência de fontes…
Note também que ninguém diz que esta foi a única causa. Da mesma forma que “toda a gente” aceita a teoria tradicional de extinção dos dinossauros…e no entanto isso não ker dizer que não houve outras causas…
aliás, essa conjunção de vários factores (de que falou também), juntamente com o “desejado cometa”, parece-me ser a nova moda…
abraço!
Mas então as críticas feitas aos senhores de outras áreas profissionais foram mal aceites por eles? Eu não registei tal reacção, mas se calhar também não vi nos sítios certos.
Quanto às fontes científicas, ninguém as valoriza mais que eu. Mas nas opiniões que os profissionais da área das ciências sociais tecem com base nos métodos que utilizam, eu não posso procurar falsificabilidade ou refutabilidade. Já o Popper dizia que as hipóteses que eles geram não são científicas. Mas também não creio que eles queiram fazê-las passar por científicas. Devem ser criticadas à luz do conhecimento que as gera e de acordo com os métodos que eles utilizem. Eu por exemplo, como não sou da área das ciências sociais nem me considero sequer um amador dessa área, não reconheço legitimidade para os criticar. Eles serão sim criticáveis pelos “peer” deles.
Bom, em todo o caso, voltando à questão da teoria do cometa/asteróide, tem razão, infelizmente “toda a gente” aceita a teoria tradicional que envolve um bólide celeste como estando substancialmente envolvido na extinção dos dinossauros. Mas isso é cultura popular… Porque no meio académico que efectivamente trabalha estas hipóteses, quando se fala em extinções abruptas sabe-se que apenas o são quando analisadas à escala das eras. Aplicando um filtro mais apertado nunca ninguém as designaria como abruptas… Estendem-se durante períodos longuíssimos nos quais explosões de bólides serão achas numa fogueira maior.
Mas sim, aceito que a inclusão desta nova acha na fogueira das extinções do Pleistocénico seja uma nova moda… sobretudo nos “states”.
Reacções: eu registei-as em privado.
Fontes: como penso que disse no post, e se pode ver nesse episódio, o Joaquim Fernandes começa por afirmar que foi feita uma análise científica. Se isso é o que se proclama, então é à luz da ciência que o programa e a investigação deve ser criticada.
Claro que em privado, ele já diz que é um registo histórico e social. E aí já estou de acordo.
A minha crítica foi ao que foi dito no programa
Se eles dizem ter capacidade para uma análise científica, então têm que o demonstrar. E não é com entrevistas a trabalhadores da PT ou sociólogos que a vão demonstrar.
As fontes deviam ser científicas.
Concordo consigo, que se eles tivessem dito que a investigação é meramente histórica e sociológica, então deviam entrevistar pessoas das áreas sociais; e aí eu já não criticava
. Tamos de acordo.
Abruptas: depende das definições
. Eu terei um tempo médio de vida de 75 anos (à volta disso). Geologicamente falando, vou viver/morrer abruptamente. Em termos geológicos, a minha vida é um “estalar de dedos”.
Parece-me, e posso estar enganado, que essa diferença de definições (muitos anos / poucos anos) por vezes passa escondida da ciência para a comunicação científica
astrobio.netJá agora, dê uma olhada neste artigo, mais completo
http://www.astrobio.net/news/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2797&mode=thread&order=0&thold=0
“An Exploding Asteroid”