Filme de Al Gore com 9 erros:
Segundo um Juíz do Supremo Tribunal, deliberou que o filme “Verdade Inconveniente” do ex-Vice-Presidente americano Al Gore pode ser mostrado nas escolas, apesar de ter encontrado 9 erros cientificos no dito filme.
Basicamente é da opinião do Juíz que os 9 erros, são situações que não estão comprovadas por estudos cientificos, tendo mesmo justificado a sua opinião.

Protocolo de Montreal:
Em 2007, comemorou-se o vigésimo aniversário do protocolo de Montreal, que acordou a redução em 95% das emissões de CFCs para a atmosfera.
Hoje, 20 anos passados, podemos verificar que o protocolo deu os seus frutos, pois o buraco o ozono parou de crescer e deve fechar completamente dentro de uns 30 anos, segundo a equipa que acompanha a sua evolução desde que o descobriu.
Fica como um dos maiores, senão o grande exemplo de cooperação internacional pelo bem geral, que alguma vez foi encetado por diversos países.
Antropomorfico ou não, o efeito de estufa deveria ser alvo de algo do género. Temos o conhecimento e a capacidade de zelar pelo planeta e de o ajudar a manter-se vivo. Aliás, temos a responsabilidade.

Palestra no OAL:
Hoje, dia 25 de Julho de 2007, o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) promove mais uma palestra, subordinada ao tema “Factores astronómicos que condicionam o clima e a vida na Terra”. A palestra será ministrada pelo Prof. Alexandre Correia do Dep. Física da Univ. de Aveiro.
“As variações de insolação (energia por unidade de área recebida do Sol) à superfície de um planeta resultam do efeito combinado entre a sua posição na órbita e da orientação do seu eixo de rotação. Para a Terra estas variações são ligeiras, mas estão contudo na origem de grandes variações climatéricas no passado, conhecida na literatura pela teoria de Milankovitch sobre os paleoclimas. Vestígios destas variações climáticas podem ser encontrados por exemplo nas calotes polares (até 400 000 anos) ou nos sedimentos marinhos para períodos de tempo mais longos (até 200 milhões de anos). No âmbito de um esforço pluridisciplinar para compreender as variações possíveis da orientação e do clima da Terra ao longo dos últimos mil milhões de anos, pretende-se determinar os constrangimentos dinâmicos e observacionais para a evolução do eixo do nosso planeta até 600 milhões de anos. Nesta palestra serão apresentados algumas das descobertas mais recentes, bem como a importância da existência da Lua na estabilização do clima no nosso planeta.”

Live Earth:
A 7 de Julho de 2007, terá lugar o Live Earth.
É um concerto que durou 24 horas, e que se realizou um pouco por todo o mundo.
Em Portugal este concerto foi transmitido pela RTP, pela Antena 1, pela Antena 2, e online na RTP.
O número (e nome) dos grupos musicais presentes é incrível.
O S.O.S. neste caso quer dizer Save Our Selves.
Este é um concerto que visa promover a defesa da Terra, a defesa do ambiente, e uma maior conscialização para o problema do Aquecimento Global.
live-earth.JPG
O “pai” deste concerto global é o antigo vice-presidente dos EUA, Al Gore. Este Al Gore, comparando com o Al Gore que concorreu a presidente no ano 2000, está mais racional, mais globalizante, mais popular, mais diplomático, e muito mais atento ao que os cientistas dizem. Aliás, as sondagens dizem que se ele fosse candidato agora, provavelmente ganharia; mas para já a campanha dele é de sensabilização planetária para o problema do clima terrestre.
Pessoalmente, não consigo perceber muito bem em que é que um concerto beneficiará o clima.
Não será contraproducente, mesmo para o Al Gore, andar a gastar montanhas de combustível no seu avião privado para andar de um lado para o outro? Já para não falar dos grupos musicais…
Não seria mais benéfico apresentar-se medidas concretas para defesa do ambiente?
Na minha opinião, o Al Gore faria muito mais pelo ambiente se se candidatasse a Presidente, ganhasse, e posteriormente implementasse medidas específicas para salvaguardar aquilo em que acredita. E já que tem tantos países ao seu lado, certamente que essa onda “verde” poderia ser alargada depois ao resto do mundo.
Quanto ao resto dos aderentes, parece-me que é mais um descargo de consciência. do tipo: “vamos lá tocar viola pelo ambiente” ou “pagamos €50 para ver o concerto e pronto, já fizemos a nossa parte na defesa do ambiente”.
Pergunto-me se, sem medidas concretas e modificações específicas no nosso dia-a-dia, estes concertos não serão somente uma “distracção”?
Para ler mais sobre o Live Earth:
aqui, aqui, aqui.

Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Setembro de 2009:
UN
O Jon Stewart fez uns segmentos engraçados sobre isto:

The Daily Show With Jon Stewart Mon – Thurs 11p / 10c
Cloudy With a Chance of Heat Balls
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political Humor Healthcare Protests
The Daily Show With Jon Stewart Mon – Thurs 11p / 10c
Our Dead Planet
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political Humor Healthcare Protests

Texas:
“Aquecimento Global” é uma expressão que está a cair em desuso, dando lugar a “Alterações Climáticas“, isto devido aos extremos no tempo.
Falei no mau tempo na Flórida, e escrevia sobre os furacões cada vez mais constantes.
Em Dezembro de 2008, um nevão apanhou desprevenido toda a gente, incluindo os meteorologistas. Com os EUA com temperaturas de bater o dente, a neve que caiu no Sul do Texas, na Luisiana e no Mississipi surpreendeu tudo e todos, e tem batido alguns recordes.
Há quem culpe o Homem, há quem culpe o dióxido de carbono, e há quem culpe o Sol, devido aos seus mínimos recentes em termos de actividade, como dissemos aqui.
Vejam esta imagem em Houston, vejam esta reportagem, e leiam estes artigos (aqui e aqui):

Vejam fotos.
houston snow
houston snow
houston snow girl
houston snow man


Em Dezembro de 2009, outro nevão no Texas.
Houston Snow
(Palmeiras com neve, em pleno mês de Natal)

Este ano bateu-se um recorde: é o ano em que a neve caiu mais cedo!
bicycle houston
E outro recorde foi batido: nunca na história americana tinha nevado em Houston em dois anos consecutivos!
houston snow
As escolas fecharam, e os miúdos ficaram todos contentes!
houston snow
Várias fotos já apareceram na Associated Press:
Houston Snow
Vejam outras fotos.
Como podem ver, a neve cobre também a praia:

04 Christmas TX snow



Vejam também aqui e aqui.

neve
Em Dezembro de 2009, os EUA estavam debaixo de neve!
Esta imagem foi feita pelo MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer), do satélite da NASA chamado Terra, que monitoriza, obviamente, o nosso planeta.
É uma foto tirada no dia em que entrou o Inverno, 21 de Dezembro de 2009.
Esta área, conhecida como Chesapeake Bay, é enorme, e inclui a capital Washington DC e estados como Nova Iorque, Delaware, Pensilvania, Maryland, Virginia, e Virginia Oeste.
Numas contas por alto, a imagem cobre cerca de 40 milhões de pessoas.
cheasapeake
Tudo isto, e muito mais, completamente debaixo de neve!

História:
Poderão agora ter uma noção de como as temperaturas médias têm vindo a mudar gradualmente desde 1885, neste site.
Basta seleccionar a parte “Average global temperatures” e deslizar o cursor com data inserida… e ver o que sucede. Os tons azulados obviamente que indicam temperaturas mais frias, ao passo que as zonas mais alaranjadas/avermelhadas se referem a temperaturas mais elevadas. A amplitude térmica varia de -2 ºC a +2 ºC.
O facto de parecer no final de 2007 quase tudo a laranja/vermelho, não significa que esteja um tempo tórrido! Apenas informa que a temperatura global anual é ligeiramente superior à média habitual, na verdade, não mais de 2 ºC de diferença.
O tempo é uma questão bastante complexa, e não se esgosta na intervenção humana. Há, na verdade, uma série de factores que contribuem para mudanças climáticas. Ao longo da história da Terra, já houve períodos de mudança climática muito mais drásticos! E, também em curtos períodos de tempo.

Previsões:
global warming predictions
A APOD traz-nos as previsões para os próximos anos.
Comparando com os últimos 100 milhões de anos, em média a Terra está 4ºC mais fria!
No entanto, nos últimos 100 anos, muito provavelmente devido à industrialização dos humanos, a temperatura subiu, em média, 1ºC.
O gráfico acima mostra que nos próximos 100 anos, enquanto em alguns sítios não irá haver qualquer aumento de temperatura, noutros sítios esse aumento poderá chegar aos 6ºC, levando à subida das águas, ao “afogamento” de algumas cidades marítimas, à variação de padrões de precipitação, e ao degelo polar.
Futuros impactos na agricultura e na economia global, avizinham-se.

Anúncios:


A nova campanha publicitária, com imagens bastante fortes, produzida pelo grupo Planet Stupid.
A violência de “espatifar” ursos polares pretende alertar para o forte impacto negativo no ambiente que têm as curtas viagens de avião dentro da Europa (a empresa é europeia, britânica).

Livros (textos de José Matos):

O Marlo Lewis escreveu um livro sobre o livro-filme do Al Gore. É um livro demolidor sobre as teorias de Gore a respeito do aquecimento global. Na verdade, Marlo analisou o livro de Gore a fundo e descobriu o seguinte: 26 afirmações enviesadas, 17 afirmações enganosas, 10 afirmações exageradas, 28 afirmações especulativas e 19 afirmações erradas. Ou seja, Al Gore não se preparou bem para escrever o que escreveu sobre o aquecimento global. Nem foi bem aconselhado, pois teve concerteza gente a trabalhar para ele. Na verdade, parece evidente que Gore não tem conhecimentos suficientes para escrever sobre alterações climáticas. É pena, pois desta forma perde credibilidade no que diz. É claro que Gore acredita no que escreve, mas não teve o cuidado devido em confrontar fontes, nem cautela alguma com certo tipo de teorias. Gore quer passar uma teoria. Uma teoria alarmista sobre o aquecimento global. E faz isso com grande convicção.
Mas não deve ser o único. Desconfio que há por aí mais gente a escrever sobre o assunto sem o ter estudado devidamente. Mas é impressionante a quantidade de livros publicados sobre esta questão. Alguns bem fundamentados, mas outros apenas alarmistas e não é fácil sabermos no que podemos acreditar. Por isso, o livro do Marlo Lewis tem uma vantagem. Aponta directamente para os estudos científicos sobre o problema. Podemos assim tentar encontrar referências mais credíveis. É claro que a lista é enorme e não é fácil pesquisarmos tudo. Mas é uma boa ajuda. E é também um livro que nos ajuda a pensar de forma céptica. Isto não quer dizer que o Lewis tenha razão em tudo o que diz, pois o tema é demasiado complexo e há várias perspectivas sobre o assunto. Mas pelo menos obriga a olhar para o problema com outros olhos. O mais curioso é que este livro tem passado despercebido. Pouco destaque tem tido. Como se fosse um livro incómodo. Inconveniente.

Na edição original inglesa, o livro tem dois ursos polares na capa, na edição portuguesa, o atelier do Henrique Cayatte fez-lhe uma capa mais à maneira com um mundo quente. É curioso terem tirado os ursos da capa. Se calhar descobriram que os ursos não estão a morrer por causa do aquecimento global.

Mas o livro é uma decepção do princípio ao fim. Esperava-se mais de duas pessoas que dizem no prefácio que são cientistas e que vão explicar a questão do aquecimento global da forma mais directa possível com as explicações científicas mais recentes. Na verdade, o que fazem é promover um roteiro alarmista sobre o aquecimento global de forma disfarçada. Aliás, um dos autores (Sir David King) foi o mesmo que disse em 2004, que as alterações climáticas são “o problema mais grave que enfrentamos hoje, mais grave que a ameaça do terrorismo.” Ora quem diz uma coisa destas só pode escrever um livro com o mesmo sentido.
Embora, os autores digam que não são activistas ambientais, a verdade é que o parecem na forma como abordam o problema. Com ar de ciência lá vão falando do problema dizendo que tem havido muita confusão ambiental sobre as alterações climáticas e muita desinformação. É um facto, mas os autores não ajudam muito a clarificar a confusão, pois tomam partido pela corrente alarmista dando vários exemplos sobre as causas e os sinais do aquecimento global que são discutíveis e não consensuais como os autores querem fazer crer. Fazem mesmo afirmações que são polémicas do ponto de vista científico, embora no livro passem como verdadeiras. Portanto, há um recurso à ciência de forma selectiva com vista a fazer passar uma determinada mensagem. Portanto, o livro tem na 1ª parte (sobre o problema do aquecimento global) alguma manipulação na abordagem que faz e que é pouco científica.
Depois na parte das soluções é mais política do que ciência, o que até não admira atendendo ao perfil de David King. Afinal estamos a falar de um ex-conselheiro de Tony Blair, que convenceu o antigo primeiro-ministro britânico dos benefícios da política de redução do carbono. Digamos que é uma espécie de um Al Gore inglês, mas mais cauteloso e com um discurso mais científico. Mas disfarça mal, pois quem souber um pouco da história percebe que tipo de agenda promove.

Há tempos saiu um livro do João Lin Yun sobre o aquecimento global. Fiz uma ligeira referência à publicação aqui, mas depois de o ver com mais atenção gostava de dizer mais alguma coisa.
É um livro de ciência popular sobre o problema das alterações climáticas e o que devemos fazer para evitar o aquecimento global. É um livro na senda de outros, que aponta soluções para tentar resolver os grandes problemas do aquecimento global, dentro de uma corrente alarmista, tão típica deste tipo de literatura. Portanto, não vem acrescentar nada ao que já existe em português.
O que seria interessante num livro destes era uma abordagem rigorosa e criteriosa do problema do aquecimento global e do tipo de soluções racionais que podemos adoptar. Mas o que vemos é mais um ecologista alarmado a fazer um apelo geral às armas contra o aquecimento global. Embora seja mais contido que Al Gore, o estilo alarmista não anda muito longe do antigo Vice-presidente norte-americano.
Mesmo assim, devo confessar que gostei da capa e que resulta bem em termos gráficos, embora em termos de teoria dê uma mensagem errada. É que o aquecimento global é inevitável e não é possível invertê-lo por muito política de redução do carbono que se faça (aliás, o próprio autor reconhece isso), pois nem sequer sabemos ao certo qual é o peso específico da actividade humana no aquecimento global e do C02 em particular no actual ciclo climático. O que podemos fazer é minorar o aquecimento global de forma a não termos impactos negativos repentinos no planeta. Mas mais do que isso é pura ilusão. Portanto, arrefecer a Terra não é uma ideia muito viável ao contrário do que diz o título do livro.
Em suma, mais um autor a dizer que a humanidade está condenada se ninguém fizer nada rapidamente. É óbvio que temos que fazer alguma coisa, mas é com calma e sentido de realidade, não é com alarmismo.
livro