2º Dia

 

O 2º dia começou com um Oficina de Relógios do Sol, onde o Eng. Pedro Almeida, esteve a explicar o conceito de relógio de sol, a sua história e os diversos tipos de relógios.

Depois destas explicações veio a parte mais interessante que foi a construção de um relógio de sol pelos participantes. Para isso usaram os materiais do dia a dia para verem que não é nada complicado e caro a sua construção.

 

1º Palestra do dia de Mercedes Filho “A vida inteligente noutro espaço, noutro tempo, noutro sofá”

 

Nesta palestra a oradora deu-nos a conhecer de uma forma muito simples diversos conceitos. A força da gravidade, a relatividade, a anomalia de Mercúrio, a contracção de Lorentz, “Redshift” e a dilatação do tempo conceitos estes que nos fizeram chegar a relatividade Geral de Einstein.

 

A Seguir falou destes fenómenos relativamente as forças gravitacionais, onde focou a dilatação gravitacional e o atraso do tempo e as ondas gravitacionais. Focou ainda a curvatura da luz, e as lentes gravitacionais.

 

Na segunda parta da palestra, falou das diversas teorias para viajar no tempo, das Pontes Einstein- Rosen, Buracos de Verme Lorentziano, Maquina do Tempo Thorne, Maquina do Tempo Gott e do Warp Drive,

Neste tema focou a impossibilidade técnica que ainda existe para viajar desta forma, devido ao nosso grande desconhecimento do universo.

Falou ainda do Paradoxo do Avô e das soluções teóricas para evitar a alteração do passado nas possíveis viagens no tempo.

 

Na terceira parte da palestra falou sobre a nossas tentativas de comunicar com possíveis outros mundos habitados.

 

Depois do almoço tivemos um planetário insuflável, uma novidade este ano.

A seguir tivemos a oficina de Rádio Astronomia, onde foi dada uma palestra sobre o que é esta ciência tendo depois a actividade prática que consistiu na construção de rádios pelas pessoas presentes (Rádio Cristal V1.0), uma réplica do rádio que os soldados construíam nas trincheiras durante a 1º Grande Guerra. (Mais outra novidade deste ano)

 

A 2º Palestra pelo João Barbosa com o tema “Porque é que o Universo é como é?”

 

Nesta palestra o orador focou o tema do universo.

Vou transcrever aqui a apresentação integral que o orador preparou para esta palestra.

 

Por que é que o Universo é como é?

Algumas ideias estranhas e outros tantos disparates…

João Barbosa

CFCUL — Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa

V. N. de Paiva, 13 de Setembro de 2008

A teoria cosmológica mais aceite acerca da origem do Universo é a teoria do Big Bang, uma explicação científica que foi sendo construída ao longo de várias décadas do séc. XX.

Depois de vencer a rival teoria do estado estacionário, a cosmologia do Big Bang impôs-se como o melhor modelo explicativo acerca da origem e da história evolutiva do Universo mas deixa em aberto muitas questões, algumas bem profundas e incontornáveis como por que é que o Universo existe e por que é que o Universo é como é?

Sendo questões que facilmente tocam na metafísica, alguns físicos tentaram mantê-las dentro do domínio científico, enquadrando-as naquele paradigma dominante da Cosmologia contemporânea.

Centraremos a nossa atenção especialmente na segunda questão, em particular no que se refere às propriedades físicas mais fundamentais do Universo.

Por que razão as constantes fundamentais do Universo (como, por exemplo, a velocidade da luz e as massas e cargas eléctricas das partículas subatómicas) têm os valores que têm? Por que razão as forças fundamentais (como a gravidade e a força electromagnética, por exemplo) apresentam as ordens de grandeza que observamos?

Vários estudos revelaram que bastaria uma ligeiríssima diferença, naqueles valores para que a formação de átomos e moléculas tivesse sido impossível, assim como a formação de estrelas, planetas, galáxias…

Dito de outro modo, se os valores das grandezas e das forças fundamentais do Universo fossem um tudo-nada diferentes, o Universo tal como o conhecemos não existiria e a vida, a inteligência e a consciência nunca teriam despontado e evoluído. Em particular, nós não estaríamos aqui para pensarmos nisto…

As propriedades mais fundamentais do Universo apresentam uma afinação muito precisa e coincidem exactamente com o que era necessário para que o mesmo pudesse evoluir até nós. É como se o Universo tivesse sido criado exactamente com as propriedades necessárias à nossa existência. Um Universo “feito à nossa medida “ ou “pronto-a-vestir”…

Do esforço para tentar explicar esta coincidência nasceram teorias especulativas em que o ser humano e a consciência acabaram por entrar no vasto e antiquíssimo contexto cosmológico, através de teorias “marginais” como o princípio antrópico ou a crença de que o universo é um gigantesco sistema vivo…

O princípio antrópico cosmológico foi inicialmente apresentado pelo físico norte-americano Robert Dicke em finais dos anos 50 do século passado. Tratava-se simplesmente do reconhecimento de que a história evolutiva do Universo está associada a uma afinação muito precisa das suas propriedades fundamentais (princípio antrópico fraco).

Posteriormente, outros físicos e astrofísicos (Brandon Carter, John Wheeler, John Barrow e FrancK Tippler) alargaram sucessivamente o princípio antrópico com novas versões — princípio antrópico forte, princípio antrópico participativo e princípio antrópico final —, tendo-se tornado numa teoria cada vez mais especulativa e com características que facilmente conduziram à sua marginalização e mesmo ridicularízação no seio da comunidade científica, sobretudo devido à relevância que estas novas versões atribuem à consciência (e, em particular, à consciência humana) na origem e evolução do Universo, num aparente recuo conceptual até à era pré coperniciana (em que ocupávamos um lugar privilegiado e detínhamos um estatuto especial no cosmos).

Como reacção a este regresso conceptual do ser humano à cena cosmológica, surgiu na última década do séc. XX uma teoria que relega a vida (e, em particular, a vida consciente) para um marginal estatuto de subproduto evolutivo do Universo.

Esta teoria, de John Gribbin, é tão ou mais especulativa do que as ousadas versões do princípio antrópico, ao alargar a ideia de Gaia a todo o Universo e ao considerar que este é um organismo vivo acima de tudo empenhado na sua reprodução, numa eco-lógica cósmica que explicaria a afinação precisa dos valores das propriedades fundamentais do Universo.

Tudo isto, recorde-se, para explicar por que é o Universo como é, relativamente às suas propriedades mais fundamentais…

 

A seguir ao jantar tivemos uma apresentação de um vídeo intitulado “Um novo Imaginário”.

Neste vídeo tivemos a apresentação de uma série de imagens tiradas pelo telescópio Hubble.

 

A 3º Palestra foi dada pelo João Fernandes com o título “Missão espacial Gaia: em busca do mapa a 3 dimensões do Universo”

Esta sonda que vai ser lançada em 2011 na Guiana Francesa vai fazer um estudo muito completo do Universo e vai fazer uma mapa a 3 dimensões do Universo. Vai ter uma missão de 5 anos e vai ter várias aparelhos científicos para:

Encontrar as posições correctas, as paralaxes – distancias muito precisas, os movimentos próprios, as velocidades radiais e os brilhos – temperatura, gravidade, luminosidade, MI de vários objectos celestes. Além destes objectos distantes também vai estudar e seguir vários asteróides.

No tratamento de dados que esta sonda vai enviar, vão participar várias instituições e firmas portuguesas:

12 Investigadores (7 centros e 2 companhias) + estudantes

- Centro de Astrofísica da Universidade do Porto

- Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa

- Centro de investigação em Ciências Geo-Espaciais (Porto)

- Grupo de Astrofísica da Universidade de Coimbra

- Instituto D. Luis – SIM (FCUL – Lisboa)

- Instituto de desenvolvimento de Novas Tecnologias (Lisboa)

- Instituto Nacional de Engenharia, tecnologia e Inovação (INETI – Lisboa)

 

- Critical Software, SA (Coimbra)

- Holos, Lda

Observação

E por fim tivemos uma observação no parque Arbutos do Demo, pelo divulgador José Matos. Como sempre foi muito agradável ouvir a viagem pelo céu tendo como guia o Zé Matos. Antes da observação propriamente dita ouve uma projecção de um vídeo.

A observação correu muito bem porque estava uma noite espectacular (apesar de estar lua cheia).

  

3º Dia

Começou com uma oficina de relógios de sol, como tinha acontecido no 2º dia.

 

A palestra do dia foi dada pelo Pedro Russo com comparticipação do João Fernandes e teve como tema “O ano Internacional de Astronomia 2009”

 

FIM

e para o ano à mais.  

 

 Obs: Ttivemos uma média de 50 pessoas por sessão e mais ou menos umas 30 pessoas na observação