Astrobiologia, Ficção Científica
Morte
A ideia que a maioria dos humanos tem da morte é que “algo acontece”, e o nosso espírito (consciência, alma) é levada para um outro sítio onde passaremos a eternidade de forma incorpórea (apesar de que “vemos” o corpo das pessoas).
Isto acontece porque Deus, todo-poderoso, criou o Universo para nós.
Pessoalmente, vejo esta ideia de Deus criar um universo para nós e a ideia que depois da morte continuaremos a “viver” de outra forma (e onde no Universo?), como ideias um pouco infantis (tipo o Pai Natal entregar presentes a todos os miúdos numa noite), com a única finalidade de dar um pouco de conforto psicológico/espiritual, e fruto de um geocentrismo psicológico existente ainda na raça humana (continuamos a pensar que somos especiais no Universo).
Não me assusta desaparecer para todo o sempre – afinal, eu não existia há 100 anos atrás, nem sequer nos séculos anteriores, e o Universo passou bem sem mim; acho que me assustaria mais viver na fantasia de algo que não é real.
Os Humanos tratam a morte como tratam tudo o que desconhecem: com medo. E o medo, como sempre, leva-os a inventarem estórias para se sentirem mais seguros e confortáveis. Pelo menos, esta é a minha ideia.
Vem isto a propósito do episódio que vi ontem (pela 478ª vez) de Star Trek.
E comecei a pensar noutros episódios que vi sobre o mesmo tema.
23 Oct 2008 Carlos Oliveira











