Nos planetas de massa mais modesta como a Terra e Vénus a força que contraria a gravidade é uma pressão interna devida às elevadas temperaturas existentes no seu interior e a repulsão electrostática entre átomos. As temperaturas resultam de energia acumulada do processo de formação do planeta e do decaimento de materiais radioactivos. A pressão deve-se à energia cinética dos átomos e moléculas no meio que chocam incessantemente entre si de forma mais violenta à medida que a temperatura e a densidade aumentam.
No entanto, quando consideramos planetas mais maciços como Saturno, Júpiter e outros de massa superior, a gravidade é tão forte que a densidade no núcleo atinge nÃveis extremos, tão extremos que os átomos e moléculas deixam de poder mover-se livremente e os electrões são obrigados a coexistir em volumes muito pequenos. Nestas condições a pressão devida ao movimento das partÃculas e a repulsão electrostática diminuem de importância e passa a ser dominante outro tipo de força – a pressão degenerada.
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