Sugestões de Leitura
Astronomica:

Este livro é fabuloso! Enorme, cheio de excelentes fotografias, em português, e carregado de informação essencial para a astronomia.
Com prefácio de Patrick Moore, durante mais de 500 páginas, este livro aborda temas como: Sistema Solar, Estrelas, Galáxias, Cosmologia Moderna, História da Astronomia, Exploração Espacial, Observação Astronómica (incluindo equipamento e constelações), etc.
O livro tem um preço de cerca de 50 euros, mas durante a Feira do Livro está à venda, na editora Dinalivro, por cerca de 30 euros – uma verdadeira pechincha para a qualidade e quantidade de informação que apresenta!
Conversas com Carl Sagan:

Mais um livro sobre Sagan. Editado pela Quasi.
Desta vez são 16 entrevistas que Sagan deu entre 1973 e 1996.
É um livro curioso, cheio de pequenas histórias que dão a conhecer o pensamento de Sagan sobre vários temas. Interessante de ler, mesmo tantos anos depois. Pedro Russo escreveu a introdução na versão portuguesa.
É um livro bom para quem está a começar a conhecer Sagan, mas repetitivo para quem já conhece Sagan.
O Detective do Cosmos:

Este foi considerado um livro oficial do Ano Internacional de Astronomia 2009. Informação da Gradiva:
“Como e quando começou o universo? De que são feitas as estrelas? A que distância estão as galáxias mais longínquas? O que é um quasar?
Desvende estes e outros enigmas fundamentais do cosmos numa viagem fascinante de descoberta e encantamento.
Repleto de fotografias deslumbrantes, este manual é ideal para exploradores do cosmos de todas as idades.
A sua leitura irá surpreendê-lo e abrir-lhe os olhos para um mundo inteiramente novo!”
É um livro simples e básico e o autor escreve bem numa linguagem que todos percebem.
É um livro acessível e quem está a começar na astronomia gosta bastante do livro!
Descobrir o Universo:

Quando este livro saiu, vi online parte do livro, e li vários sites com opiniões e artigos sobre ele, e sendo sincero, não fiquei grandemente impressionado. A ideia que me deu foi de “mais um” e que teve o ponto positivo de colocar alguns alunos do CAUP a colaborar em partes do livro. Agora, após visualizar “ao vivo” o livro e ter dado uma razoável vista de olhos pelo seu interior, parece-me um livro muito bem coordenado (foi coordenado pela Teresa Lago), com um amplo leque de temas relacionados com a astronomia e com uma sequência eficaz. Do pouco que cheguei a ler do livro, penso que o seu público-alvo será precisamente 99% das muitas dezenas de leitores que visitam o nosso blog diariamente, daí que o recomendo a quem me esteja a ler.
Breve História do Tempo, de Stephen Hawking: (texto de José Matos)

Como é que um livro de cosmologia vende 10 milhões de cópias e é traduzido em 60 línguas? É um mistério que rodeia o livro de Stephen Hawking que saiu para as livrarias faz agora 20 anos. Ninguém sabe como é que um livro destes teve o sucesso que teve! Mas é realmente espantoso que um livro destes tenha tornado Hawking num fenómeno de popularidade ao nível de Carl Sagan.
O sucesso foi tão grande que o livro já conheceu 5 versões até ao presente momento, sendo a última a do vigésimo aniversário. Mas é realmente estranho que um livro de cosmologia venda tanto. Porque a cosmologia não é um tema fácil. Não é uma coisa que conquiste muitos leitores. Que seja fácil de explanar em livro. Que seja fácil de perceber. Mas há qualquer coisa neste livro e no próprio Hawking que atrai a curiosidade. Talvez a figura do próprio Hawking, mais do que livro. O livro não é nada de especial. É um livro de divulgação como tantos outros que foram escritos nos últimos 20 anos. Até se comenta que muitos leitores nunca passaram do 1º capítulo. Que outros leram o livro e não perceberam nada, o que não é novidade em livros de cosmologia.
Por outro lado, temos que admitir que as primeiras versões não foram muito acessíveis aos leitores, pois em 2005, Hawking em colaboração com Leonard Mlodinow escreveu a Brevíssima História do Tempo, de forma a tornar mais compreensível o livro original. Portanto, estamos perante um livro que até não era nenhuma obra-prima nas primeiras versões.

Mas a verdade é que se tornou um sucesso de vendas e catapultou Hawking para a fama. Por isso, o segredo é capaz de não estar só no livro, mas mais no próprio autor ou na sua condição física. Também não podemos ignorar que há uma série de factores de moda associados ao livro. Ou seja, o sucesso fez com que muitos leitores o comprassem pelo facto de estar nos tops e ser comentado por toda a gente. Portanto, há vários factores para o sucesso do livro.
Galáxia Marada:
Há livros juvenis que pelo à-vontade com que debitam sobre os temas, a forma divertida de escrever, a concentração nos detalhes mais estranhos que não se encontram nos livros ou escola, e a jovialidade inerente ao seu discurso, cativam os mais novos e os mais velhos de igual forma.
É o caso da Colecção Horrível.
Gosto bastante de alguns livros dessa colecção. Doutros nem tanto.
De qualquer modo, sugiro dois livros:
- Uma Galáxia Marada
- Futuro Bué Fantástico
O Jackpot Cósmico:

O novo livro de Paul Davies traduzido pela Gradiva tenta responder a uma pergunta básica: porque é o nosso universo é mesmo bom para a vida? De facto, parece um Universo feito à medida certa da vida. Porque razão é assim?
Terá sido uma grande sorte cósmica?
Tivemos sorte ou foi obra de algum arquitecto? Perguntas com respostas difíceis e não definitivas. Falta, no entanto, uma pergunta que coloco aqui: porque razão tenho dores nas costas? Esta é fácil é por causa do computador e de textos destes…
História do Universo em BD:
Livro enorme de Banda Desenhada. Mas não pintada…só os desenhos.
Sendo BD, é uma boa forma dos miúdos aprenderem sobre a evolução do universo e da nossa civilização.
A Terrível Verdade sobre o Tempo
As Publicações Europa-América têm produzido uma série de sucesso e já premiada, de nome “Os Horríveis”.
Uma das partes da série é dedicada à “Ciência Horrível“.
De uma forma bem divertida e juvenil, são explicados conceitos por vezes bem complicados.
Dentro de um tema de alguma maneira ligado à astronomia, gostei especialmente do livro sobre o Tempo: “A Terrível Verdade sobre o Tempo”. Podem ler mais sobre ele, aqui.
Desde a história humana relacionada com a contagem do tempo, passando por filosofias sobre a natureza do tempo, e até cosmologias, e acabando na possibilidade de viajar no tempo (futuro e passado), este livro discute um pouco de tudo relacionado com o Tempo.
Tudo o que sempre quiseste saber sobre o tempo, de uma forma divertida e sem stress.

Saiu em português o livro do Étienne Klein sobre o tempo. São reflexões muito interessantes sobre uma coisa que toda a gente fala, mas que nunca ninguém viu. O livro foi traduzido pela Caleidoscopio.

Quarta Dimensão, do Rudy Rucker:

Este livro é genial. Bastante especulativo, mas detentor de uma lógica e imaginação que dá que pensar.
O livro Quarta Dimensão do Rudy Rucker é um livro que recomendo vivamente, e que apesar de eu não o ter encontrado em português, parece que a Gradiva o publicou na sua colecção “Ciência Aberta”.
A Fórmula de Deus, de José Rodrigues dos Santos:

Em Abril de 2007, o Mário Ramos falou deste livro, considerando que levanta questões interessantes sobre a origem e destino da vida e do Universo.
Na mesma thread, eu dei a opinião que o livro não traz nada de novo em termos de astronomia ou de ciência. É somente um romance que se “aproveita” de alguns conceitos científicos. Na altura disse que o tinha visto por alto, e que me pareceu uma história do género das do Dan Brown, mas um pouco mais enfadonha. Também considerei um erro dar o Princípio Antrópico como uma ideia consensual ou sequer científica, mas que foi apelativo considerar o Big Crunch em relação ao Big Freeze.
No mesmo mês, o Carlos Fiolhais escreveu no seu blog uma crítica a este livro. Leiam aqui.
Resumindo, diz, e muito bem, que o livro fala de Deus, do início do universo, do fim do mundo, de Einstein, da CIA, da relatividade, da quântica, das teorias do tudo, e de astrofísica em geral.
Diz também que “os factos científicos do livro estão essencialmente correctos, conforme o autor avisa logo numa nota introdutória”. Não concordo. O autor do livro diz realmente que os dados científicos são verdadeiros e que as teorias científicas são defendidas por cientistas, mas não concordo com esse facto. Eu também posso escrever um livro com teorias científicas disparatadas e arranjar um ou outro cientista que defenda isso, mas isso não quer dizer os factos científicos sejam correctos, como direi mais abaixo.
O Carlos Fiolhais foi o revisor científico deste romance, o que se por um lado é excelente – o José Rodrigues dos Santos fez o correcto em aproveitar os conhecimentos do Carlos Fiolhais de modo a melhorar a qualidade científica da sua história -, por outro lado faz com que em termos de crítica há a limitação natural de, mesmo inconscientemente, se tender para dizer bem de algo que também teve o nosso contributo.
Em Dezembro de 2007, já o Elísio Sousa se tinha pronunciado sobre este livro, considerando-o uma desgraça.
Já o site da Crítica Literária tem várias críticas de diferentes leitores sobre este mesmo livro. Leiam aqui.
Descrição da editora Gradiva:
“Um inesperado encontro lança Tomás na rota da crise nuclear com o Irão e da mais importante descoberta de Albert Einstein, um achado que penetra no maior mistério da História: a prova científica da existência de Deus. Uma história de amor, uma intriga de traição, perseguição implacável, busca espiritual. Uma empolgante viagem às origens do tempo, à essência do universo e ao sentido da vida.”
Quando diz que a obra é baseada nas “últimas e mais avançadas descobertas científicas” é que mete bastante água!
No máximo, é baseada em algumas interpretações de certas especulações científicas.
Leiam também a descrição que a Wikipedia faz do livro.
Agora que já li o livro, cá fica a minha opinião:
Não é um livro de divulgação científica, mas sim um romance, em género de policial, estilo Dan Brown, em que o autor toma, naturalmente, algumas liberdades e que não correspondem ao que de facto é verdade.
Terá coincidências felizes com o livro “The Last Question” do Isaac Asimov.
Gosto bastante do livro, lê-se bastante bem.
Na história, é bastante interessante o paralelismo entre a ciência e a religião, entre os recentes avanços científicos e as crenças das civilizações orientais.
Gosto também da forma simples como ele explica alguns conceitos científicos complexos.
Adoro a forma como ele discute Deus. Quando ele escreve sobre a temática Deus, sobretudo do Deus da Bíblia, penso que tem as ideias certas; pelo menos, tem as mais parecidas com a minha opinião.
Gostei que ele tivesse optado pelo Big Crunch, por fomentar as ideias cíclicas do Universo, e por ter ligado essas ideias às noções orientais sobre a vida e o universo.
Gostei da forma holística como ele abarcou vários conceitos científicos, por exemplo quando ele relaciona religião, misticismos, relatividade, quântica, e teorias do tudo.
Considero bastante apelativa a ideia (não original) que Deus é uma civilização extraterrestre que orienta o Universo, incluindo o seu Big Bang, de modo à química desse novo universo tender para criar mais facilmente vida (inteligente).
Não gostei que ele tivesse repetido várias vezes a mesma coisa. Por vezes a explicação de um conceito era dado por pessoas diferentes, sem qualquer necessidade, já que a explicação era a mesma.
Não gostei de algumas interpretações de conceitos científicos, que denotam concepções erradas sobre os mesmos, ou então alguma confusão. Por exemplo, quando ele fala da sincronização entre a rotação da Lua e a sua órbita (vemos sempre a mesma face da Lua), dá a entender que é uma coincidência incrível ela estar sempre assim. Mas não é verdade. Essa “coincidência” não existia no passado. Além de que outras luas grandes têm exatamente a mesma característica, o que retira especialidade à nossa Lua. O que se passa é um processo gravitacional (de marés) bastante comum e sem nada de místico ou especial.
Parece-me haver alguns erros científicos, mas sobretudo existem várias interpretações erradas de dados científicos.
Ele considera a inteligência como algo crucial no Universo, o que é bom para a história, mas todos os dados da Evolução da Vida apontam precisamente para o contrário. Daí que não posso endorsar o romance neste ponto. Penso que o conto deveria ter optado pela hipótese contrária (pela Hipótese da Mediocridade), para se tornar melhor em termos científicos.
Não gosto do ênfase posto nas constantes cosmológicas, o que leva a pensar que somos especiais, o que não faz qualquer sentido. Da mesma forma, aparece o Princípio Antrópico. Só tendo um ego bastante grande e/ou não percebendo a nosso lugar no Universo, se pode pensar que o Universo está feito para nós. As moscas poderiam pensar o mesmo!! E se a gravidade tivesse um valor diferente, que até levasse a vida totalmente diferente (muito diferente mesmo!), então essa vida iria pensar o mesmo (que só com aquele valor de gravidade se poderia ter vida). O grande problema é os defensores destas ideias (tal como o autor do livro) não compreenderem que uma coisa é falar de vida e outra é falar de vida tal como a conhecemos. Eles falam de vida tal como a conhecemos como se fosse tudo o que pudesse existir. É como se Newton dissesse que a Teoria da Gravidade dele nunca poderia ser modificada – e como este não faltam milhentos exemplos ao longo da história da ciência. Ou seja, o Princípio Antrópico (e derivados) é um disparate sem sentido – e, no entanto, neste conto, este princípio é interpretado como se se tratasse de uma certeza científica.
De qualquer modo, no fim de tudo isto, após ler o livro, até gostei de ler o livro, e daí que o recomendo, não só pela história mas também pela parte científica, sobretudo em termos de ideias cosmológicas.
O Estranho Caso do Cão Morto:

“O Estranho Caso do Cão Morto” (The Curious Incident of the Dog in the Night Time) é um livro escrito por Mark Haddon.
Foi considerado livro do ano em 2003.
A personagem principal é Christopher Jonh Francis Boone, que tem 15 anos e sofre do síndrome de Asperger, que é uma forma de autismo.
Devido a esta doença, ele tem uma “atitude matemática” perante a vida (e as suas desgraças).
É um génio em matemática. Quando está nervoso, faz contas de cabeça.
Christopher Boone sabe de cor todos os países do mundo e suas capitais, assim como os números primos até 7.507.
Adora listas, padrões, e verdades absolutas.
Possui uma memória fotográfica.
A cor vermelha dá-lhe sorte e detesta o amarelo.
Tem dificuldades em entender emoções. É incapaz de interpretar a mais simples expressão facial de qualquer pessoa.
Ele não consegue mentir nem entende metáforas ou piadas.
E detesta ser tocado por alguém ou ficar em lugares com muita gente – detesta contato físico com outras pessoas.
Basicamente, tem graves dificuldades em se relacionar com os outros.
Christopher nunca foi muito além de seu próprio mundo.
Um dia, Christopher encontra o cão da vizinha morto no jardim. É acusado do assassinato do cão, e por isso é preso.
Depois de uma noite na cadeia, decide descobrir quem matou Wellington, o cão, inspirando-se em Sherlock Holmes.
Para Christopher, tudo tem uma explicação: se ele não gosta de amarelo (e não gosta mesmo), faz questão de explicar o porquê. O mesmo acontece com o castanho. Deseja ser astronauta e explica extensivamente o porquê deste desejo. Nada fica sem explicação, nada fica no ar, sem lógica…
O que nos deixa a pensar: quantas vezes tomamos decisões ou fazemos escolhas sem o mínimo de ponderação sobre as mesmas?
O livro levanta várias perguntas sobre a nossa existência.
Ensina-nos a ser mais tolerantes com os outros, e a ver o mundo pela sua perspectiva.
Também nos faz rir sobre certos comportamentos humanos, que hoje consideramos totalmente normais.
É um livro com algum humor irónico, que nos permite compreender melhor a espécie humana no seu todo, e o comportamento humano em particular.
Este livro vai ser adaptado para cinema, e os direitos para filme foram já adquiridos pelos produtores de Harry Potter. O actor principal será Brad Pitt.

Porquê a referência a este livro aqui no Blog?
Porque o Christopher é um grande entusiasta dos assuntos da astronomia.
Tem até o grande sonho de ser astronauta!
A lógica desse sonho é que, não só ele gostaria de viajar pelo espaço, mas também gostaria de estar isolado, na imensidão espacial.
Para não ter que lidar com humanos, o isolamento do cosmos é um excelente “esconderijo”.
Bang – The Complete History of the Universe:

Em 1971, Brian May começou a sua tese de doutoramento em Astrofísica no Imperial College of London.
3 anos mais tarde recebeu o convite de Freddie Mercury para ser o guitarrista principal da banda rock Queen.
Brian May escolheu os Queen e não se deu nada mal.
Agora, com 60 anos, 36 após o início do doutoramento, May decidiu concluir o seu doutoramento.
A tese contém 48.000 palavras e tem por título Radial Velocities in the Zodiacal Dust Cloud – As velocidades radiais na nuvem de poeira zodiacal.
Para concluir a tese, May teve que viajar para as Canárias, para a ilha de La Palma, já que é lá que se encontra o Observatório del Roque de los Muchachos.
Há 36 anos atrás, May viajava para o Observatório del Teide na ilha de Tenerife.
Brian May recebeu o seu doutoramento em 2008.
Brian May publicou um livro de astronomia em co-autoria com Sir Patrick Moore, BANG! – The Complete History of the Universe, e contribui regularmente para o programa da BBC, The Sky at Night, apresentado por Sir Patrick Moore.
Não faltam artigos, fotos e até vídeos com entrevistas do Brian May sobre a conclusão do seu doutoramento, aqui no seu blog.
O Universo Eléctrico:

Este excelente livro de David Bodanis mostra como a força eléctrica permeia o nosso mundo, o nosso Universo, e até o nosso corpo; explica que é uma força conhecida desde tempos remotos (ex: relâmpagos), mas que só conseguimos compreendê-la recentemente; exemplifica como actualmente não podemos viver sem ela (a electricidade está em todo o lado); e sobretudo de forma extremamente compreensível e estimulante conta a história e mostra a parte social do desenvolvimento científico.
É um livro semelhante aos do Tom Standage, por exemplo quando ele discute a invenção e desenvolvimento do telégrafo: as causas, consequências sociais, e história da descoberta e seu desenvolvimento – no livro “The Victorian Internet“, onde se percebe que a marca do telégrafo mudou a sociedade de uma forma mais profunda que a Internet.

Enciclopédia da Ciência e Tecnologia:
Uma excelente enciclopédia.

É uma obra acessível e muito completa.
Só que o preço é de fugir. Custa 661 euros em Portugal.
Os mais curiosos podem ver os tópicos e respectivos resumos aqui.
Enciclopédia Astronautica:
No site Astronautix pode-se encontrar de tudo um pouco. Desde história da exploração espacial até uma série de recursos audiovisuais, a Encyclopedia Astronautica possibilita consultar informação sobre diversas áreas do Espaço num único site.
Atlas do Céu Gratuito:
O atlas foi realizado pelo astrónomo amador Japonês Toshimi Taki e segue o formato do Uranometria 2000.
Cobre todo o céu em 146 mapas, mais 3 mapas detalhados da Cabeleira de Berenice e Virgem, da região central de Orion e da nebulosa da Eta Carinae. O formato electrónico utilizado é o PDF.
O atlas pode ser descarregado aqui.
Atlas antigo:
Para quem gosta de atlas a Linda Hall Library oferece a possibilidade de folhear exemplares digitalizados de alguns dos mais famosos como a Uranometria de Bayer (1603). Vejam esta bela imagem do Cisne e notem o brilho da P Cygni, junto a Sadr (gamma Cygni), que teve uma erupção até magnitude 3 em 1600.

03 Jul 2009 Carlos Oliveira




Estou a ler o livro Detective do Cosmos e é mesmo muito interessante!
As fotografias são fascinantes e de muito boa qualidade.
Aconselho toda a gente a lê-lo.
André Roque
Bom dia. Eu gostei bastante do livro Detective do Cosmos. Acho que explica muitos assuntos complicados com bastante simplicidade. A tradução é excelente e as imagens são fantásticas. Recomendo aos beginners e aos experts
Abraço
Eu que sou o público-alvo devo dizer, que estou a adorar o livro Detective do Cosmos.
A realidade é que apesar de este ser um tema interessante, sou uma ignorante nesta área.
Este não é o 1º livro que compro sobre o assunto mas é o primeiro que entendo, que sinto que o autor escreve para mim.
Este é um livro muito acessível, para leigos. Sim, eu acho o livro interessante e leitora desatenta é tudo o que eu não sou!!
Na minha opinião, sim existe uma abordagem inovadora, é a abordagem da simplicidade. Todos temos que começar por algum lado e normalmente começa-se por coisas simples. São necessárias linguagens simples quando se quer cativar novos públicos. Que eu saiba, não se comemora o ano internacional da astronomia para meia dúzia de iluminados, mas para divulgar a astronomia e chegar a novos públicos.
Assim a não ser que me digam que este livro contém dados errados, continuo a achar o livro fantástico e a aconselha-lo.
Ana Torres
Sobre o livro do Hawking…
“Mas é realmente estranho que um livro de cosmologia venda tanto. Porque a cosmologia não é um tema fácil. Não é uma coisa que conquiste muitos leitores. Que seja fácil de explanar em livro. Que seja fácil de perceber. Mas há qualquer coisa neste livro e no próprio Hawking que atrai a curiosidade. Talvez a figura do próprio Hawking, mais do que livro. O livro não é nada de especial. É um livro de divulgação como tantos outros que foram escritos nos últimos 20 anos. Até se comenta que muitos leitores nunca passaram do 1º capítulo. Que outros leram o livro e não perceberam nada, o que não é novidade em livros de cosmologia.
Por isso, o segredo é capaz de não estar só no livro, mas mais no próprio autor ou na sua condição física. Também não podemos ignorar que há uma série de factores de moda associados ao livro. Ou seja, o sucesso fez com que muitos leitores o comprassem pelo facto de estar nos tops e ser comentado por toda a gente”
Não poderia estar mais de acordo!
O livro é mais um ensaio em astrofísica do que propriamente um livro de divulgação, só que se tornou num mito fomentado pela exposição mediática decorrente da condição de Hawkings (independentemente do seu valor interínseco que não sei avaliar na plenitude).
Eu próprio, apesar de ter alguma formação científica e experiência de leituras na área, considerei algumas passagens dificilmente intelegíveis, apesar de outras serem bem conseguidas…
Contudo, nem por sombras o livro se poderá comparar (em termos de divulgação para o grande público) à obra colossal e incomparável de Carl Sagan, onde “Cosmos” surge, ainda hoje, como uma síntese perfeita acerca do conhecimento do universo.
Cumprimentos e parabéns pelo Blog
António Castanheira
Sobre o livro do Paul Davies…
É uma perspectiva. Outra é olhar para o Universo e ver o quanto ele é hóstil à vida (pelo menos como a entendemos).
As vastas distâncias mortas, a radiação omnipresente, as temperaturas e pressões quase sempre impossíveis…