Uma nova visão da heliosfera numa representação artística que inclui as bolhas magnéticas observadas pelas sondas Voyager nas fronteiras do Sistema Solar.
Crédito: NASA/Goddard Space Flight Center/CI Lab.
Chegaram notícias inesperadas das regiões mais exteriores do Sistema Solar. As duas sondas Voyager detectaram uma região turbulenta preenchida por bolhas magnéticas com cerca de 160 milhões de quilómetros de comprimento, pouco mais que a distância que separa a Terra do Sol.
Comparação da dimensão das bolhas magnéticas com a distância Terra-Sol.
Crédito: NASA.
A descoberta surpreendeu os investigadores da missão. Aparentemente, a região de interacção entre a heliosfera e o meio interestelar é muito mais complexa que o previsto nos modelos teóricos. Devido ao movimento de rotação do Sol, o campo magnético solar tende a deformar-se como a saia de uma bailarina. Nas distantes regiões onde se encontram as duas sondas Voyager, as dobras do campo magnético são comprimidas e reorganizadas. Ao contrário do que os cientistas pensavam, esta reorganização não é simples nem graciosa. Acumuladas contra o espaço interestelar, as linhas de força magnética entrecruzam-se e reconectam-se, por vezes de forma violenta, gerando a estrutura espumosa observada pelos instrumentos das Voyager.
A nova visão das fronteiras do Sistema Solar (à direita) comparada com o modelo antigo (à esquerda).
Crédito: NASA/Goddard Space Flight Center/CI Lab.
Esta descoberta levanta novas questões quanto à eficácia desta região na defesa do Sistema Solar dos raios cósmicos galácticos. Aparentemente, a heliopausa é mais uma membrana porosa do que uma verdadeira barreira. Os investigadores vão continuar a reunir mais dados, de forma a perceberem qual a verdadeira interacção entre estas estruturas e o meio interestelar.
Assistam a este vídeo da NASA que explica de forma gráfica esta nova descoberta:





3 comentários
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Antínio Ramos
10/06/2011 em 18:51 (UTC 1) Link para este comentário
“Espuma magnética” ?… Lembrei-me logo… será biodegradável?…
Carlos Oliveira
11/06/2011 em 04:47 (UTC 1) Link para este comentário
Que fantástica descoberta!
As surpresas continuam a aparecer… e continuarão
e mais de 30 anos depois… as Voyager continuam a dar-nos fantásticos conhecimentos
P.S.: já agora, vi posteriormente a notícia em mais 5 sítios
http://www.nasa.gov/mission_pages/voyager/heliosphere-surprise.html
http://www.universetoday.com/86446/voyagers-find-giant-jacuzzi-like-bubbles-at-edge-of-solar-system/
http://www.spacedaily.com/reports/A_Big_Surprise_from_the_Edge_of_the_Solar_System_999.html
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=voyager-bolhas-magneticas-fronteira-sistema-solar&id=010130110610
http://adsabs.harvard.edu/abs/2011ApJ…728…41E
Carlos Oliveira
22/03/2012 em 03:46 (UTC 1) Link para este comentário
Há mentirosos a utilizar este post para divulgar ideias pseudo sobre “nuvem de energia” ou “cinturão de fótons”.
Qualquer pessoa minimamente inteligente percebe que este post é de ciência, e NADA deste post serve sequer como evidência para o que esses vigaristas andam a dizer.
Esses hipócritas usam o conhecimento da ciência (que está explicado neste post) e utilizam o material dado pela ciência (computadores e internet), para vigarizarem as pessoas com hipocrisias anti-ciência.
Sob o manto da espiritualidade, esses publicitários de seitas fundamentalistas New Age, enganam as pessoas com as suas próprias fantasias, contrárias à realidade dos factos.
Sobre a “nuvem de energia” ou “cinturão de fotons”, leiam aqui:
http://astropt.org/blog/2011/06/28/nasa-esconde-um-segredo-sistema-solar-vai-entrar-numa-nuvem-de-energia-que-ira-acabar-com-a-vida-na-terra/
NASA esconde um segredo: sistema solar vai entrar numa nuvem de energia que irá acabar com a vida na Terra » Blog de Astronomia do astroPT
28/06/2011 em 13:24 (UTC 1) Link para este comentário
[...] aqui. Leiam também no astroPT, este post com a descoberta, este excelente post a explicar tudo, e este recente post sobre a espuma magnética recentemente encontrada. Ou seja, deixem-me repetir de novo: não há [...]