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Jun
27

As Chamas de Betelgeuse

Novas imagens revelam nebulosa enorme em torno da famosa estrela supergigante.

Utilizando o instrumento VISIR montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), os astrónomos obtiveram imagens, com o maior detalhe até agora conseguido, de uma nebulosa complexa e brilhante em torno da estrela supergigante Betelgeuse.
Esta estrutura que se assemelha as chamas emitidas pela estrela forma-se à medida que o objeto liberta material para o espaço.

Betelgeuse, uma supergigante vermelha da constelação de Orion, é uma das estrelas mais brilhantes do céu nocturno.
É também uma das maiores, sendo quase do tamanho da órbita de Júpiter – cerca de quatro vezes e meia o diâmetro da órbita da Terra.
A imagem do VLT mostra a nebulosa em torno da estrela, a qual é muito maior que a própria estrela, estendendo-se para lá de 60 mil milhões de quilómetros desde a superfície estelar – cerca de 400 vezes a distância da Terra ao Sol.

Estrelas supergigantes vermelhas como a Betelgeuse representam uma das últimas fases da vida de uma estrela de grande massa.
Durante esta fase, de curta duração, a estrela aumenta de tamanho e expele as suas camadas exteriores para o espaço a uma taxa prodigiosa – expele enormes quantidades de material (correspondentes aproximadamente à massa do Sol) em apenas 10 000 anos.
(…)
O material visível na nova imagem é muito provavelmente composto de poeira de silicato e alumina. É o mesmo material que forma a maior parte da crosta da Terra e doutros planetas rochosos. Em determinada altura do passado distante, os silicatos da Terra foram formados por uma estrela de grande massa (agora extinta) semelhante à Betelgeuse.

Nesta imagem composta, as observações anteriores das plumas obtidas com o instrumento NACO aparecem no disco central. O pequeno círculo vermelho no centro tem um diâmetro de cerca de quatro vezes e meia a órbita da Terra e representa a posição da superfície visível da Betelgeuse. O disco negro corresponde à parte extremamente brilhante da imagem que teve que ser tapada para que a nebulosa mais ténue pudesse ser observada. (…)

Leiam todo o artigo, na página do ESO.


Acerca do autor(a)

Carlos Oliveira

Carlos F. Oliveira é astrónomo e educador científico. Licenciatura em Gestão de Empresas. Licenciatura em Astronomia, Ficção Científica e Comunicação Científica. Estudante de doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas em Austin nos EUA. Trabalhou no Maryland Science Center nos EUA e no Astronomy Outreach Project no Reino Unido, recebeu dois prémios da ESA, e realizou várias palestras e entrevistas nos media. Criou e lecciona um inovador Curso de Astrobiologia na Univ. do Texas

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