Não vou colocar aqui links para divulgar esse blog completamente aparvalhado, mas como temos recebido várias questões relativas a ele é porque tem sido bastante divulgado nas redes sociais (os leitores caem nas mentiras dela).
O grande objectivo deste post é assim esclarecer sobre esse blog sobre o qual temos recebido várias perguntas em comentários. Por outro lado, este post tem também por objectivo recomendar caução na avaliação daquilo que vão lendo pela internet.
O blog chama-se Evoluindo Sempre e quem escreve no blog é alguém que se apresenta como Ravena, nada mais dizendo sobre si.
Só isto já deveria levantar suspeitas de quem tem sentido crítico: alguém anonimamente, ou utilizando falsas identidades, escrever artigos sobre os quais nada sabe, deveria obviamente levantar as mais elementares dúvidas. Acreditar cegamente em informações dadas por alguém que nem sequer se apresenta devidamente, é uma parvoíce. Pelo que sabemos, pode até ser alguém num hospital psiquiátrico que tem acesso a um computador e que resolveu criar um blog só para dizer disparates.
Mas indo ao perfil da Ravena, várias outras “red flags” são levantadas, ao utilizarmos o famoso detector de disparates de Carl Sagan.
Por exemplo, os blogues que ela segue são: “Transcomunicação Instrumental”, “Ufologia”, “Profecias de Uma Nova Era”, “2012 – fim dos tempos”, “Illuminati”, “Nibiru”, “Astrology”, “Consciência em Expansão”, “Contactos Extraterrestres”, “Exopolitics”, “Universo Holístico”, “Verdade Oculta”, “Zeta Talk”, e muitos outros sites pseudo.
Se dúvidas houvesse que a autora do blog é uma crente em disparates, os blogs que ela segue desfazem qualquer dúvida.
O blog dela é uma carrada de mentiras.
Parece-me que ela denota paranóias entre outros transtornos mentais. Mas há quem acredita cegamente em qualquer disparate que ela diz, e assim entram nas fantasias dela, fomentando ainda mais a sua loucura.
Uma das coisas que mais me chateia é a hipocrisia que demonstram.
Em pleno século XXI, em que diariamente utilizam milhares de aplicações baseadas no conhecimento científico, em que utilizam o pensamento científico milhares de vezes ao dia, há quem venha para a internet (que só existe devido ao conhecimento científico!), dizer mal desse mesmo conhecimento científico!
E a hipocrisia toma proporções de ódio ignorante quando as pessoas atacam a NASA, quando essas mesmas pessoas utilizam milhares de coisas desenvolvidas pela NASA.
Enfim… a hipocrisia não tem limites. Nem notam que estão a cuspir no prato que lhes dá de comer!
A forma como a Ravena fala dos assuntos também é de bradar aos céus sobre como é possível existir este tipo de pessoas.
Ter conhecimento dos assuntos é diferente de ter meras opiniões. Por outro lado, opiniões informadas são diferentes de “bitaites” – opiniões baseadas na ignorância sobre os temas.
Toda a gente percebe que a única credibilidade está no conhecimento dos assuntos, e que os bitaites nada valem.
A Ravena tem escrito várias vezes que não sabe dos assuntos sobre que escreve. Mas tem a arrogância e a presunção de dar opiniões baseadas na ignorância. Ela assume que a ignorância dela está ao mesmo nível e vale tanto como o conhecimento dos assuntos. Para ela, ignorância é tão credível como conhecimento.
Segundo ela, ela diz que segue “uma linha de pensamento e intuição”.
A realidade, os factos, a verdade sobre os temas é completamente irrelevante para ela. O que lhe interessa é seguir a “intuição” por mais disparatada que seja.
Enquanto os cientistas investigam os assuntos; os vigaristas não querem saber da realidade, da verdade, da observação, da experimentação, …, simplesmente sentam-se à frente do computador e resolvem escrever disparates sem qualquer nexo.
Faz-me lembrar esta história, em que uma das personagens, sem estudar o que quer que seja, resolve dizer que os elefantes têm asas quânticas.
A parte mais disparatada dos seus textos é que após ela escrever diversos posts sobre um assunto, e após nada acontecer como ela tinha dito, ela continua a dizer que tinha razão, e os crentes fanáticos continuam a cair nas parvoíces dela.
Tudo o que ela diz nunca se concretiza, porque é sempre mentira, porque é sempre baseado na ignorância dos temas. Ela é que tem que provar que está certa, e no entanto só prova que é ignorante, que se contradiz constantemente, e que está sempre errada.
Basta ler um historial dos seus posts para perceber isso.
Não é só ela não saber sobre os assuntos, e por isso pôr-se a dizer que é um disparate qualquer…
Nem é só ela não saber explicar, e por isso inventa…
No caso dela, é muito pior. A demência chega ao ponto de, para coisas que se sabe e estão perfeitamente explicadas, mesmo assim ela inventa mentiras! Tudo devido a não querer procurar conhecimento sobre o assunto em causa.
O exemplo perfeito é o cometa Elenin: ela, como muitos outros vigaristas, escreveu diversos posts sobre este cometa dizendo que era um buraco negro, o Nibiru, uma anã castanha, que tinha campos electromagnéticos, que causava terramotos, que tinha alinhamentos com a Terra com efeitos nocivos, que levaria a dias de escuridão, que o Obama ia se esconder em Denver, que é uma nave extraterrestre, etc, etc, etc. Tudo que é parvoíce foi referido por ela.
Como sempre dissemos, tudo isso era mentira.
O resultado é simples: nós transmitimos a verdade, o conhecimento… enquanto o blog dela anda somente a divulgar puros disparates baseados na ignorância e paranóias da autora.
Eu posso criar um blog a dizer que as couves crescem em árvores, ou que o meu sangue é verde. Mas isto são óbvias opiniões disparatadas de quem nitidamente terá problemas mentais.
O mesmo se passa para as paranóias ao redor do cometa Elenin.
A estupidez mais recente dela baseia-se nesta notícia da NASA.
Segundo ela, a própria NASA está a mostrar o cometa Elenin e a provar que ele não se desintegrou.
No entanto, a NASA não diz nada disso, e basta olhar para a imagem para se perceber que a NASA tem razão.

Na imagem vê-se perfeitamente o cometa Honda, o asteróide Vesta, e o local onde deveria estar o cometa Elenin… e não está.
Vê-se perfeitamente na imagem que o cometa se desintegrou, e o que a NASA aponta é o “path” do Elenin, ou seja, o caminho que ele teria caso não se tivesse desintegrado.
Mas que se há-de fazer? Ela prefere ter “intuição”, dizer disparates, e divulgar mentiras… em vez de procurar conhecimento, olhar para a imagem, e ler o que é dito pela NASA.
Ao cometa Elenin aconteceu o que sempre foi dito pelos cientistas, e que já aconteceu a dezenas de cometas no passado. O cometa Elenin nem na morte foi especial! Desintegrou-se. Está em bocados de poucas centenas de metros. E esses bocados seguiram a órbita do cometa original… e já estão a caminho dos confins do sistema solar, muito longe da Terra!
A idiotice dela é ainda pior quando ela ataca a NASA por dizer que o cometa se desintegrou, quando, como se pode ler nos nossos artigos baseados em conhecimento, quem descobriu o cometa foi um Russo, quem estimou o tamanho do cometa foi um Russo, e quem mais contribuiu com imagens para se perceber a desintegração do cometa foram astrónomos amadores (ou seja, não pertencentes a qualquer instituição) até a partir da Austrália.
A NASA pouco teve a ver com o cometa Elenin, mas factos não interessam à Ravena.
Outra pergunta que nos têm feito aqui no blog diz respeito às paranóias dela sobre as imagens da NASA relativas ao Sol.
Ela queixava-se que a NASA bloqueava imagens (dos supostos 3 dias de escuridão que íamos ter há 1 mês atrás). No entanto, qualquer pessoa pode ir procurar as imagens ao site da STEREO, e antes disso convinha perceberem como funcionam os observatórios solares. Explicações para os objectos que aparecem nas imagens, incluindo quando as imagens ficam corrompidas são obviamente leituras obrigatórias para quem quer entender as imagens.
Mas o objectivo da Ravena não é compreender as imagens. O objectivo dela é dizer disparates, imaginando conspirações, baseando-se para isso na sua ignorância sobre o tema.
Se dúvidas existissem sobre a falta de lógica nos argumentos dela, pergunto-vos: faz sentido a NASA colocar tudo na internet disponível para todos, para depois bloquear algumas imagens à Ravena? É óbvio que não faz sentido nenhum. Se a NASA quisesse ocultar alguma coisa, simplesmente não metia imagens nenhumas na internet. A Ravena tem a mania que é especial, que é o centro do Universo, e por isso acha parvamente que a NASA iria divulgar todas as imagens (sem precisar de o fazer) mas iria bloquear algumas só para a Ravena não poder ver.
Enfim…
Após um dos nossos colaboradores lhe ter dito que as imagens estavam online e não eram as mesmas que ela tinha dito, então ela mudou de argumento. Passou a dizer que as imagens que ela viu eram diferentes das imagens actuais. Passou a dizer que a NASA falseou as imagens.
A partir do momento em que alguém lhe mostra contradições nas ideias dela, ela imediatamente passa para outro disparate qualquer, e vê nisso uma prova de como a conspiração então é ainda maior do que ela imagina! Enfim… típicos problemas mentais.
Como disse um dos comentadores: qual será mais plausível? Que a NASA falseou imagens após a Ravena ver as supostas imagens originais OU a Ravena andar a mentir sobre aquilo que imagina que vê?
Eu ajudo-vos:
- a NASA não precisa disponibilizar as imagens. Daí que o que a Ravena diz não faz qualquer sentido. Segundo ela, a NASA, que poderia nem disponibilizar imagens, anda a divulgar imagens falseadas que facilmente se dá pela troca. É pura parvoíce.
- existem diversas sondas a “olhar” para o Sol. Algumas delas estão a ser controladas por outras agências espaciais que não a NASA, como a europeia ESA e a japonesa JAXA. Logo, se ela diz que a NASA anda a falsear imagens, ela pode ver imagens de outras agências espaciais. Como se percebe, a NASA não poderia esconder coisas no Sol ou próximas do Sol, porque outras agências veriam!
- existem centenas de milhares, ou quiçá milhões, de astrónomos amadores (ou seja, que não pertencem a qualquer instituição) por todo o mundo. Muitos deles tiram fotografias ao Sol e estão atentos ao que se passa no Sol e ao redor do Sol. Basta entrar nas comunidades de amadores por todo o mundo, e vê-se obviamente imensas imagens do Sol. Se a NASA trocasse imagens porque queriam esconder algo próximo do Sol, os próprios amadores poderiam dar pela trafulhice.
Claro que ela pode vir agora dizer que não é só a NASA que está a mentir, mas que milhões de pessoas (incluindo amadores) mentem todos os dias, e que só ela sabe a verdade por “intuição”.
Mas neste caso só há 2 hipóteses:
- a Ravena é o centro do Universo e a vida das outras pessoas limita-se a arranjarem forma de enganar a Ravena.
- OU é a Ravena que está a mentir descaradamente no seu blog “Evoluindo Sempre”, porque sabe que quanto maior fôr a estupidez que disser, mais os mentecaptos vão acreditar nela!
Acho que a resposta é clara. Só não vê quem não quer!
E se após esta explicação lógica, ainda há quem acredite cegamente nas trafulhices dela, então é simples: façam a experiência! Comprem um telescópio, tirem diariamente fotografias ao Sol, e vejam por vocês o Sol e os seus arredores, em vez de acreditarem cegamente em puras mentiras.
Basicamente, ela inventa conspirações onde não existem, e os mentecaptos vão atrás.
O Modus Operandi dela é sempre o mesmo: inventar o maior disparate possível e divulgá-lo como se fosse uma enorme conspiração das “elites” (palavra utilizada por ela para descrever quem tem conhecimento dos assuntos). Os disparates vão mudando, mas a forma de actuar dela é sempre a mesma.
Quando as mentiras e as “intuições” baseadas na ignorância dos temas se sobrepõem ao conhecimento, então não se pode esperar um futuro positivo para a humanidade.
O blog Evoluindo Sempre está de acordo com a Idade das Trevas, assim chamada porque foi uma altura em que se dava mais valor à ignorância, aos mitos, às conspirações, ao diz que disse, às ideias mais absurdas que se arranjassem, do que ao conhecimento.
A conclusão é clara: a credibilidade desse blog é 0. Não o usem para fonte de conhecimento.
Mas é óbvio que a escolha pertence a quem visita esse blog.
Se quiserem continuar a acreditar em disparates ditos pelos chamados “vendedores de banha-de-cobra” que sempre existiram pelos séculos de modo a vigarizarem as pessoas, então obviamente que esse blog é ideal para isso, porque se dá mais valor à ignorância do que ao conhecimento.
Mas para todos esses que preferem a ignorância e os disparates, sugiro a experiência do Dawkins: atirem-se do topo de um edifício de 20 andares. Se voarem, forem apanhados por energias místicas, ou forem salvos por uma nave extraterrestre, então é porque têm razão nas vossas intuições baseadas em conspirações e na ignorância dos temas. Se se espatifarem no solo 20 pisos mais abaixo, então quem tem razão são os cientistas com os seus conhecimentos científicos sobre a natureza. É muito simples: basta fazerem a experiência e analisarem os resultados.
Enfim… parece-me claramente que, ao inventar diariamente mentiras e conspirações absurdas, a autora do referido blog sofre de problemas psicológicos… e quem visita frequentemente esse blog, acreditando cegamente nos disparates, também sofre psicologicamente.
O nosso leitor Júnior já nos disse isso também. Antes de encontrar o astroPT, andava “perdido” pelas conspirações absurdas da Ravena, e sofria pesadelos terríveis com isso, como podem ler aqui.
Sem confirmação, ele também escreveu num comentário que uma menina de 12 anos, que lia o referido blog, se suicidou porque não aguentou a pressão com medo de tudo o que lia sobre o fim do mundo.
Infelizmente, na internet não há justiça.
Este tipo de pessoas podem vigarizar à vontade, podem disseminar as mentiras que quiserem, podem burlar quem quiserem, que pouco ou nada lhes acontece.
Se bem que eu acho que o caso da Ravena seja um pouco diferente. Não me parece que o destino dela fosse a prisão… mas sim o internamento numa instituição psiquiátrica. Parece-me que ela é doente, vivendo dentro das suas próprias fantasias e paranóias, ignorando a realidade do conhecimento. Mas se só afectasse a ela, pronto, só se perdia uma pessoa. Mas o pior da internet é que é uma plataforma que permite que pessoas com problemas psicológicos, ao abrigo do anonimato, influenciem negativamente e por vezes de forma trágica um sem-número de outras pessoas. Esse é o verdadeiro perigo social destes casos de distúrbios mentais.










267 comentários
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Abel
28/10/2011 em 10:02 (UTC 1) Link para este comentário
Carlos Oliveira
28/10/2011 em 10:20 (UTC 1) Link para este comentário
Não percebi…
Nikola Tesla foi um génio. Mas é muitas vezes mal usado e abusado pelos vigaristas, em coisas que são falsas.
Energia ponto zero:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_de_ponto_zero
Fusão a frio:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fus%C3%A3o_a_frio
Anti-Gravidade o que é? Ficção científica, o que aviões fazem, Maglev, experiencia com sapo?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigravidade
Energia invertida ??? Será isto?
http://es.wikipedia.org/wiki/Energ%C3%ADa_de_deformaci%C3%B3n
Não percebo onde está a “magia”.
Continuo sem perceber onde argumenta isto como “magia”…
Nikola Tesla nunca argumentou que aquilo que fazia era “magia”… nem Planck o fez, ou Einstein, ou Maxwell, ou Newton, nem sequer Aristóteles… daí que não percebo onde está essa “magia”.
abraços
Carlos Oliveira
28/10/2011 em 10:55 (UTC 1) Link para este comentário
Pode argumentar, por exemplo, que nos filmes do Harry Potter existem coisas que são apresentadas como magia, mas que na realidade são ciência.
Algumas delas já temos falado aqui, como fotografias se mexerem nos jornais e manto de invisibilidade.
Mas isto é ciência… só foi considerado “magia” para vender livros.
Já vassouras inteligentes voarem… é como os animais falarem… não é magia: é uma impossibilidade que aparece em histórias para crianças.
Voar para a Lua não era possível no século passado, mas não era considerada uma impossibilidade científica.
Mas se uma pessoa diz que voa para a Lua às costas de unicórnios invisíveis, isso é pura mentira em qualquer século.
É preciso separar aquilo que pode ser uma possibilidade (e isso é ciência), daquilo que não é possível porque é pura mentira no mundo natural.
Os vigaristas de que o post fala, só dizem mentiras… e não possibilidades científicas para o futuro.
abraços
Marco Filipe
28/10/2011 em 11:33 (UTC 1) Link para este comentário
Olá Abel,
Muita gente tem tentado construir esses motores, não os critico por isso, critico só quando fazem má ciência. Até agora, tudo indica que é impossível ter alguma coisa de graça neste universo, parece que não dá para criar energia do nada. Esta ideia de energia livre começou cedo com as máquinas de movimento perpétuo (http://en.wikipedia.org/wiki/Perpetual_motion), centenas, se não milhares tentaram construir uma e falharam, tanto que no registo de patentes dos EUA já nem se aceita o registo de patentes de máquinas de movimento perpétuo sem que exista um modelo que funcione de verdade para eles avaliarem (até agora ninguém conseguiu fazer um).
Agora assiste-se ao desenvolvimento da fusão a frio e da energia do vácuo e outros conceitos mais complexos, mas que acabam por não ser diferentes das máquinas de movimento perpétuo, faltam as provas rigorosas para os suportar, faltam geradores que funcionem de verdade. Todos os anos aparece alguém a dizer que conseguiu atingir a fusão a frio, ou criar energia apenas a partir de água e coisas do género, mas até agora tem sido tudo fraudes, ou então, disparates, ciência mal feita por pessoas que gostavam muito que o seu gerador funcionasse de verdade e isso distorceu o seu julgamento.
O mais recente, que eu tenha conhecimento, foi este aqui: http://www.physorg.com/news/2011-01-italian-scientists-cold-fusion-video.html
Um grupo de investigadores afirma que atingiu a fusão a frio, mas em vez de publicarem um artigo e sujeitarem-se ao escrutínio de outros cientistas, eles resolveram ir directamente aos jornalistas. Ora este é o primeiro sinal de que qualquer coisa aqui não bate certo. Vamos esperar para ver…
Quando as coisas parecem ser boas demais para ser verdade é porque provavelmente são. Quando vão contra a experiência e conhecimento acumulado que temos do mundo, isto é, quando se fazem afirmações extraordinárias, devemos sempre exigir provas extraordinárias antes de as aceitar
Abraço
Abel
28/10/2011 em 11:06 (UTC 1) Link para este comentário
Quando me refiro ao termo “magia” quero dizer que, aquilo que antigamente as pessoas não conseguia explicar chamavam-lhe magia ou paranormal. Por exemplo, antigamente se ficasse de noite em pleno dia era um fenómeno magico ou paranormal. Hoje em dia sabemos que é um eclipse, a ciência explicou isso. Mas pronto, esqueça lá a magia!
Quanto a esses links da wiki, esta bastante incompleto, a anti gravidade nada tem a ver com propulsão. Eu não sou cientista, mas basicamente tem a ver com mudar o campo magnético de um objecto para que possa fintar a força magnética da gravidade. O que daria este efeito:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=VyOtIsnG71U
Atenção, isso aí é uma levitação forçada através de ímans e outros processos que eu não entendo. Mas o conceito é esse, só que bem mais complicado no que diz respeito à verdadeira anti-gravidade.
Posso lhe arranjar alguns documentos se quiser, terei de os procurar e pedir a um amigo meu que é físico, pois ele tem bastantes experimentos desses.
Abraço
Carlos Oliveira
28/10/2011 em 11:15 (UTC 1) Link para este comentário
ok… então essa “magia” era a explicação não-científica. Quando apareceram os cientistas, essas explicações foram provadas como mentiras.
ok… então anti-gravidade para si tem a ver com o Maglev … levitação magnética
eheheeh 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maglev
que é conseguido com ciência, e não com a varinha mágica do Harry Potter
abraços
Marco Filipe
28/10/2011 em 11:36 (UTC 1) Link para este comentário
Eu tinha percebido o que o Abel queria dizer por magia.
“Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia” Arthur C. Clarke
Abel
28/10/2011 em 12:22 (UTC 1) Link para este comentário
Olá Marco,
Sim, também já tinha ouvido falar dessa fusão a frio por parte desses cientistas italianos, é vamos ver no que dá…
Sobre energia magnética, li aqui há tempos sobre um motor japonês construído em série, de um senhor chamado Minato, e ao que parece resulta. Agora o que é estranho é que havia bastantes links sobre o funcionamento desse motor e agora não consigo encontrar grande coisa, só tenho isto:
vídeo:
http://www.dailymotion.com/video/x1bf41_moteur-perpetuel-magnetique_news
artigo em francês:
http://quanthomme.free.fr/nouvelles2004/nouvelle07042004.html
Segundo esse artigo, 40 000 motores já teriam sido vendidos para alimentar sistemas de ventilação industrial. Será ?
Se encontrares algo a respeito, avisa
Abraço
Abel
28/10/2011 em 12:23 (UTC 1) Link para este comentário
«Eu tinha percebido o que o Abel queria dizer por magia.
“Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia” Arthur C. Clarke»
Sim é exactamente isso
Carlos Oliveira
28/10/2011 em 12:43 (UTC 1) Link para este comentário
Pois, eu adoro essa citação do Clarke, mas é para algo diferente do que estávamos a falar
A citação do Clarke é para algo que já se sabe que existe no futuro, mostrar no passado, e obviamente no passado vão pensar que é “magia”. Ex: televisão no tempo de Cristo.
Note-se que é para algo que existirá… e que é feito com ciência.
Se for para algo no presente que é baseado em ciência, como o Maglev, então isso não é magia… e não era isso que o Clarke quiz dizer
Também não é para algo que ainda não existe hoje, mas que é possível no futuro e que os cientistas poderão vir a fazer
Também não é para algo imaginado hoje. Exemplo: ninguém imaginava televisões no tempo de Cristo. Se pudermos imaginar, deixa de estar abrangido nessa citação do Clarke
Por outro lado, também não é para algo imaginado pelos pseudos que nada tem a ver com a realidade… como os exemplos das mentiras referidas no post
Pronto.. é só para clarificar
abraços
Abel
28/10/2011 em 14:27 (UTC 1) Link para este comentário
Sim Carlos, também percebi o teu ponto de vista. Mas essa citação do Clarke traduz o meu pensamento.
Já que falamos em imaginação hipotética, achas que isto será um dia possível, ou já é ?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_de_minhoca
Carlos Oliveira
28/10/2011 em 15:46 (UTC 1) Link para este comentário
Pessoalmente eu acho que não… mas há pessoas muito mais inteligentes e conhecedoras do que eu que acham que sim… por isso, eu sugiro que vás pelo que elas dizem, e não pelo que eu acho
Cavalcanti
28/10/2011 em 15:47 (UTC 1) Link para este comentário
Em nenhum momento da história da ciência, cientistas se referiam aquilo que não se sabia ao certo como sendo “magia”. Isso, provavelmente, era dito por pessoas ou grupos que em nada sabiam o que era ciência, ou que sabiam que algo está sendo feito ou estudado e caminhavam nos vastos campos da imaginação fértil…
Por favor, Abel, poderia explicar de onde você tirou a ideia de que algumas coisas que eram magia que hoje em dia é ciência?
Energia de Ponto-Zero, proposta por Max Planck lá pelos idos de 1910, surgiu quando o mesmo estava à procura de uma NOVA DERIVADA (conceito puramente matemático!) para o espectro de energia emitido por um corpo negro anteriormente proposto pelo mesmo, baseado nos estudos de Wien que, por sua vez, se utilizou de métodos matemáticos afim de adequar os resultados de dados experimentais para comprimentos de onda curtos desviados para comprimentos de onda ainda maiores.
Ou seja, foi uma descoberta baseada tão somente em estudos científicos anteriores! É magia isso???????
Fusão a frio nem se comenta: acho que o termo “fusão a frio” deve soar tão estranho para alguns (não estou me referindo ao Abel) que imaginam ser uma fusão realizada em algum planeta distante (Netuno, talvez), onde os cientistas-extraterrestres a realizam com varinhas-de-condão e, num passe de mágica, os mesmos criam reações à temperatura ambiente para que ocorra nova etapa da fusão nuclear. Fusão a frio é nada mais, nada menos, uma etapa que ocorre (à baixas temperaturas) durante uma fusão nuclear. Ou seja, fusão nuclear! Simplesmente um processo físico realizado pelo bombardeamento de núcleos atômicos (por exemplo, fusão do núcleo de hidrogênio com isótopos mais pesados que o mesmo: deutério ou lítio). Quando ocorre este tipo de fusão, o processo em questão realizar-se-á com uma velocidade bem maior que o bombardeamento com alta demanda de energia somente utilizando-se um isótopo de hidrogênio. Ou seja, a fusão nuclear foi criada a partir de conceitos químicos (reações químicas) e físicos (graças à Teoria da Relatividade de Einstein, que resultou na origem da Física Moderna). Ou seja, nada de magia!!!
O maior exemplo de energia nuclear vem do Sol: todos os dias, o Astro-Rei realiza milhares e milhares de reações nucleares em seu núcleo…
Antigravidade: surgu diretamente de algo já tão conhecido por todos – a própria gravidade. Ou seja, não veio de magia. E ainda é um conceito teórico! Experimentalmente, ainda não foi bem sucedido. O problema é que, apesar deste conceito teórico ser sim científico, não passa de equações, modelos e equipamentos fracassados baseados nesta “força”, já que sabemos ainda muito pouco acerca do Universo e suas leis. Mal sabemos sobre a gravidade, quanto mais da antigravidade… Alguém se lembra do artigo publicado pela NASA intitulado “Responding to Mechanical Antigravity”, com o objetivo de ajudar pesquisadores tanto amadores quanto profissionais que criavam várias ideias/ano envolvendo máquinas que pareciam criar um efeito antigravidade – mas que eram falsos resultados?
http://gltrs.grc.nasa.gov/Citations.aspx?id=153
“Aí estão alguns exemplos de magia que hoje em dia é ciência, muito pouco divulgada (vá se lá saber porquê,… conspiração?), mas é ciência.”
Infelizmente, o Abel errou nesse ponto: ao invés de verem conspiração onde não tem; ao invés de ficarem em sítios (qualquer um deles) que em nada nos fazem engrandecer, que dizem que os cientistas são isso, que os cientistas são aquilo, façam um favor a si mesmos – deixem de se ludibriar em alguns pontos ditos por estes e comecem a ir também (e deem crédito aquilo que é puramente verdadeiro e real) em sítios científicos e lá vocês verão todos os dias: descobertas científicas!!! (sim, descobertas científicas, pois foram descobertos à luz da ciência e nada de magia). Ou, caso sejam da velha geração
, peguem um bom livro de Matemática, Física e Química e comecem a estudar as origens do que é puramente científico, pois nada do que o Abel falou era magia nos tempos passados.
Com relação à “Energia Invertida”, eu já vi um aparelho denominado “Transformador de 12VDC p 110VAC (ou um “boost”) que realiza conversão de tensão (conceito puramente Eletrônico). Outro exemplo é um “NoBreak”. Energia Invertida, sinceramente, nunca ouvi falar. Talvez esta palavra seja oriunda de algum país estrangeiro de língua portuguesa. Possivelmente, alguma diferença na nomenclatura
Daí pode vir a estranheza do nome. O que pode ser chamado em um país de “Energia Invertida” em outro pode ser chamado de “Conversor de Tensão” e nada de mais…
Ou seja, tudo que foi dito acima foi construído ou concebido por coisas pré-existentes e nada vindo por mágica
O que mais poderia se aproximar do termo “magia” associada à ciência seria a alquimia. Entretanto, a mesma era um misto de ciência e religião. Se utilizava de conhecimentos científicos, mas não era ciência pura. Existe uma linha muito tênue entre bizzarice (seja lá de qual natureza) e magia. A palavra “magia” se adequa perfeitamente bem em algumas seitas e/ou religiões (dentre outras coisas). Não na ciência
Abraços.
P.S.: “Aí estão alguns exemplos de magia que hoje em dia é ciência, muito pouco divulgada (vá se lá saber porquê,… conspiração?), mas é ciência.”. Existe sim, Abel, muita coisa divulgada na ciência. E nada tem a ver com conspiração. Neste caso, muitas vezes quem a cria somos nós
Apenas procurem nos lugares certos. O que não existe é interesse tanto por parte da mídia quanto por parte da maioria da população, que só quer viver a vida (festas, curtição, etc.) sem questionar sua existência e/ou as coisas ao seu redor:
http://ecatreport.com/pt/catalisador-de-energia/nova-t%C3%A9cnica-testes-EnergyStar-catalisador
http://pesn.com/2011/01/17/9501746_Focardi
Rossi_10_kW_cold_fusion_prepping_for_market/
http://www.grc.nasa.gov/WWW/bpp/
http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/v22_122.pdf
Abel
28/10/2011 em 17:44 (UTC 1) Link para este comentário
Ola Cavalcanti,
Percebi o teu ponto de vista, e talvez me expressei mal quanto ao termo “magia”. Não estou a dizer que a ciência vem da magia, mas sim que hoje em dia a ciência consegue coisas que há uns tempos atrás seriam consideradas magia, tal como o Carlos explicou mais acima.
E também, quis dizer com isso:
“Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia” Arthur C. Clarke»
Tal como o Marco referiu.
Completamente de acordo! Mas sem falar em conspirações, a mídia é o principal manipulador da opinião social, então, de quem é a culpa? das pessoas ou de quem dirige as mídias??
Voltando à magia
Sobre a pergunta que eu fiz ao Carlos:
Já que falamos em imaginação hipotética, achas que isto será um dia possível, ou já é ?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_de_minhoca
Carlos Oliveira disse:
Pessoalmente eu acho que não… mas há pessoas muito mais inteligentes e conhecedoras do que eu que acham que sim… por isso, eu sugiro que vás pelo que elas dizem, e não pelo que eu acho
Também acho isso um pouco impossível, e se acontecesse uma coisa dessas comigo ou se visse isso à minha frente, qual seria a minha primeira expressão?
- Dasss… é magia !
Entende agora o que eu quero dizer ??
Por exemplo os termos tele-transporte, levitação, regeneração, telepatia, telecinese, etc… todos surgem de contos e historias muito antigas.
Por ex:
Tele-transporte
Diz a Wiki:
Muitos conhecem a ideia do teletransporte através da série Star Trek (1966), baseada em contos escritos por Gene Roddenberryonde o Capitão Kirk, Sr. Spock e Dr. McCoy se movimentavam de sua nave para a superfície de um planeta ou para outras naves com uma facilidade incrível e com baixo custo de filmagem, pois era um truque cinematográfico fácil de fazer, muito mais barato que construir a maquete de uma pequena nave.
O filme A Mosca, no entanto, já tinha explorado essa ideia, em 1958, baseado num conto de George Langelaan.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teletransporte
Para mim tele-transporte seria o mesmo que Buraco de Minhoca.
Buraco de Minhoca
Diz a Wiki:
O termo buraco de verme (wormhole em inglês) foi criado pelo físico teórico estadunidense John Wheeler em 1957. Todavia, a ideia dos buracos de verme já havia sido inventada em 1921 pelo matemático alemão Hermann Weyl em conexão com sua análise da massa em termos da energia do campo eletromagnético.[1]
http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_de_minhoca
Portanto a ideia já é muito antiga, Tele transporte, viagem no tempo, etc…
E se formos mais fundo com o termo tele-transporte, vemos que a ideia surge de um filme de 1958 baseado num conto de George Langelaan.
Segundo a Wiki, George Langelaan foi agente secreto do MI5 durante a segunda guerra mundial, e foi quando regressou que ele veio com essas ideias de tele-transporte e muito mais.
http://fr.wikipedia.org/wiki/George_Langelaan
O que terá ele visto por lá ?
O que eu quero dizer é que esses termos são muito antigos, e ainda hoje são considerados magia ou impossíveis por muita gente, no entanto, a ciência já consegue explicar alguns, em teoria ou na prática, e outros também conseguirá com certeza, espero eu.
Percebem agora o que eu quero dizer com magia ?
Outro aspecto que eu acho importante é: o facto de um palavra existir quer dizer muita coisa, pois as palavras são baseadas em algo, factos, e se essas palavras existem (tele-transporte, levitação, regeneração, telepatia, telecinese,etc…) elas tem um fundamento.
Por exemplo, se eu pedisse a alguém para imaginar uma cor inexistente e descrevê-la., a reação dessa pessoa provavelmente seria: WTF !?!?!?!?!?
Pois isso não existe, é impossível. Até ver…
Bem já chega, espero que entendam o meu ponto de vista, que talvez seja um pouco confuso pois é certo que o meu conhecimento na matéria não é muito e posso estar a dizer grandes barbaridades.
Se assim for, perdoem-me
Abraços
Carlos Oliveira
28/10/2011 em 21:58 (UTC 1) Link para este comentário
“a mídia é o principal manipulador da opinião social, então, de quem é a culpa? das pessoas ou de quem dirige as mídias??”
Eu acho que há culpas de parte a parte… os Media passam desinformação, mas que também é aquilo que vende mais porque é isso que as pessoas querem…
Nós temos mais de 5000 posts… certamente que 70% deles são só de notícias puramente de astronomia… no entanto, se vir os 100 posts mais lidos de sempre, estão todos sobre o Elenin… e se eu fizesse como a Ravena e mentisse sobre “energias místicas” (ou ETs) no cometa, então teríamos muito mais visitantes… porque a culpa não é só dela, mas também de quem se deixa levar.
Na TV é a mesma coisa: se puser um documentário de ciência ao mesmo tempo que noutro canal está a dar o Big Brother… qual programa as pessoas vêem mais?
“qual seria a minha primeira expressão?”
A minha seria de curiosidade… para entrar
Teletransporte é diferente… porque não é transporte



Mesmo no Star Trek, num dos episódios isso é explicado. Tal como num dos episódios de Outer Limits
As pessoas morrem num sítio, e a sua informação é reconstituída, com outros átomos, noutro lado. E o original morre
Isso não é magia… é … hmmmmm …. suicídio assistido
Note-se que os wormholes não têm “nada de especial”.
São somente ligações entre objectos de muita massa no espaço-tempo. Um buraco negro é simplesmente um objecto com muita massa concentrada num espaço muito pequeno. As pessoas é que gostam de lhe dar “propriedades estranhas”, mas não tem assim muito de estranho
ahhh e para existirem wormholes, terão que existir white holes… que é algo que nunca foi visto no Universo e em princípio seria de “fácil” detecção, porque seria uma fonte que estaria a jorrar matéria.
“se eu pedisse a alguém para imaginar uma cor inexistente e descrevê-la”
Mas isso não é magia
abraços
Cavalcanti
28/10/2011 em 22:52 (UTC 1) Link para este comentário
Olá Abel, tudo bem?
Bom, você encerrou o assunto – tudo bem -, mas permita-me concluir. O que quis dizer, em suma, no comentário acima, é que não pode mesclar conceitos totalmente diferentes
Entendi perfeitamente seu ponto-de-vista após alguns comentários seus
Porém, está sendo mostrado qual o erro desse seu ponto-de-vista. Compreende?
Perdoe-me, tive que recorrer ao Wikipédia para definir um conceito mais aprofundado de magia (tal como ela é) e sua etimologia:
“Magia (não confundir com mágica ou truque) antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. A etimologia da palavra Magia, provém da Língua Persa, magus ou magi, que significa sábio. Da palavra “magi” também surgiram outras tais como “magister”, “magista”, “magistério”, “magistral”, “magno”, etc.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Magia
Para contrabalançar, fiz o mesmo para o conceito e a origem etimológica da palavra ciência:
“Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por “conhecimento”) refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. Em sentido mais restrito, ciência refere-se a um sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico, assim como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tal pesquisa.
Este artigo foca o sentido mais restrito da palavra. Embora as duas estejam fortemente interconectadas, a ciência tal como enfatizada neste artigo é muitas vezes referida como ciência experimental a fim de diferencia-la da ciência aplicada, que é a aplicação da pesquisa científica a necessidades humanas específicas.
A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como a realidade funciona. Refere-se tanto a:
- Investigação racional ou estudo da natureza, direccionado à descoberta da verdade. Tal investigação é normalmente metódica, ou de acordo com o método científico – um processo de avaliar o conhecimento empírico;
- O corpo organizado de conhecimentos adquiridos por estudos e pesquisas.
A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico. Nestes termos ciência é algo bem distinto de cientista, podendo ser definida como o conjunto sistematizado de todas as teorias científicas (com destaque para os paradigmas válidos), do método científico e dos recursos necessários à produção das mesmas.
Decorre que um cientista é um elemento essencial à ciência, e como um ser humano dotado de um cérebro imaginativo, que possui sentimentos e emoções, o cientista certamente tem suas crenças – que vão além das verdades gerais, podendo este inclusive vir a ser um teísta ou religioso. É por tal de relevância ressaltar que a ciência exige expressamente que o cientista saiba manter suas crenças longe de seus artigos científicos e das teorias científicas com as quais esteja a trabalhar, constituindo-se estes dois elementos – ciência e cientista – por definições certamente distintas.
Enfatiza-se, para a correta compreensão, que a ciência não exclui os crentes, teístas e/ou religiosos do seu leque de cientistas, contudo a ciência, graças aos pré-requisitos do método científico, exclui, dela e de suas teorias científicas, as crenças daqueles, sendo a ciência – em definição stricto sensu – expressamente cética no que lhe cabe”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia
Percebe a diferença? Partindo-se desse pressuposto, veremos claramente a grande diferença que há entre magia e ciência.
(…)
Com relação aos Buracos-de-Minhoca, se forem comprovados; se a ciência tiver algum controle ou mesmo construam estes, alguns poderiam dizer:
“Dasss… é magia !”
Porém, outros certamente dirão:
“Finalmente, o que era teoria científica (outros chamam de ficção científica) virou realidade: depois de várias observações e reformulações (a partir de conceitos pré-existentes = foramção dos Buracos Negros e/ou Mecânica Quântica), conseguimos entender o processo de formação de um Wormhole…”
Então, o que (sempre ocorreu) ocorre: se o Abel dizer (erroneamente) que isso é magia, mesmo com “ingenuidade” (ou não), virão milhares de pseudos dizendo que isso é num-sei-o-quê, que aquilo é num-sei-o-que-mais… afirmando um monte de disparates
Sem falsa modéstia, não sei muita coisa sobre Buracos-de-Minhoca (minha área de formação nas Ciências Exatas é outra). O que sei é que o conhecimento atual não permite um estudo mais aprofundado sobre o tema; tais buracos, caso existam em algum lugar desse Universo, são de difícil detecção; falta de aparelhagem à altura de assunto tão complexo; e estudos preliminares teorizam que seria necessário uma quantidade absurda de energia (não sei qual tipo) para pode criar as mesmas.
Portanto, elas existem, até esse exato momento, apenas no campo da teoria física (ou ficção científica, se preferir
). Magia….. isso jamais!
Todo nós erramos e estamos aqui justamente para ensinar e aprender também. O aprendizado é mútuo
O problema é que existem diversas pessoas que, diante de absurdos, teimam em continuar nas trevas da ignorância. Aprendemos uns com os outros, ok? 
Abraços cordiais
Carlos Oliveira
28/10/2011 em 23:21 (UTC 1) Link para este comentário
Bem, somente 2 acrescentos, começando pelo fim:
- para os Buracos de Minhoca ficarem estabilizados (e até serem aumentados para proporções macrocósmicas) terão que ter matéria exótica.
O que é matéria exótica? É aquela matéria que não conhecemos nem fazemos ideia do que é
(matéria negra/escura temos uma ideia do que poderá ser… matéria exótica é invenção que não sabemos o que é para estabilizar buracos de minhoca e outras coisas)
- “a ciência exige expressamente que o cientista saiba manter suas crenças longe de seus artigos científicos e das teorias científicas com as quais esteja a trabalhar”
Ou seja, eu tenho as minhas próprias crenças e opiniões, mas o Universo não quer saber delas… por isso, a mim também pouco ou nada me importam quando faço e/ou discuto ciência.
Este é um ponto extremamente importante.
Eu farto-me de “ralhar” com os pseudos que vêm para aqui dizer que “acreditam nisto e naquilo”. Porque as crenças deles são irrelevantes. Como é irrelevante aquilo em que eu acredito. O que interessa é aquilo que é. O Universo não quer saber das minhas crenças para nada. Daí que o artigo de que ainda falei hoje que publiquei é sobre o Big Bang… e eu por acaso nem gosto muito dessa teoria (e estou a ser simpático para a teoria). Mas uma coisa são os meus gostos subjectivos, e outra coisa completamente diferente é a realidade objectiva que nos é dada pela observação e experimentação. O Big Bang pode estar errado? Pode. Mas não é certamente devido aos meus gostos. Se estiver errado, serão certamente os resultados objectivos das experiências que o irão comprovar.
Se é dificil separar? Claro que é. Sobretudo se não soubermos onde acaba a nossa crença e começa a nossa própria interpretação das experiências.
Cavalcanti
28/10/2011 em 23:51 (UTC 1) Link para este comentário
“Aproveitando uma boa cervejinha…
porém, sem tira-gostos
”
De fato.
Com relação ao Big Bang, particularmente, acho-o bastante contundente pois, ao meu ver, dá uma visão bem elaborada do que tenha sido o início do Universo (fiquei bastante feliz que tenha sido elaborada por um cientista e padre
). Bom, o jeito é esperar um pouco mais por mais resultados do LHC… que poderiam dar fim (ou não totalmente) neste tema.
Abraços.
Carlos Oliveira
28/10/2011 em 23:56 (UTC 1) Link para este comentário
“dá uma visão bem elaborada do que tenha sido o início do Universo”
Pois, mas não dá… o Big Bang é só sobre a evolução do Universo a partir do Tempo de Planck.
Antes disso, “your guess is as good as mine”
Cavalcanti
29/10/2011 em 00:29 (UTC 1) Link para este comentário
LOL
Diante das frases: “Pois, mas não dá… o Big Bang é só sobre a evolução do Universo a partir do Tempo de Planck.” e “your guess is as good as mine”, percebo que não há literatura disponível acerca de alguma teoria (pelo menos) sobre o pré-tempo de Plank (sim, sim!!!
)
Ou não? (do jeito que as coisão vão, vai lá saber…)
Daí vou dar meu palpite……..
Deus.
http://astropt.org/blog/2011/09/28/ciencia-e-religiao/#comment-46524
P.S.: Pra mim, a fé começa quando a ciência não mais consegue explicar…
Abraços.
Carlos Oliveira
29/10/2011 em 00:32 (UTC 1) Link para este comentário
Há algumas ideias… mas são ainda especulação científica.
Exemplo: a teoria das Super-Cordas.
Da minha parte, digo que foi uma civilização extraterrestre
Cavalcanti
29/10/2011 em 00:40 (UTC 1) Link para este comentário
Seria a realização de (antes de muitos) Einstein
Que Deus o tenha.
Cavalcanti
29/10/2011 em 00:46 (UTC 1) Link para este comentário
Entrar no assunto “Teoria das Cordas” é de alto nível para mim. Entendo tanto desta quanto de Mecânica de Aviões. Não dá…
Abraço.
Carlos Oliveira
29/10/2011 em 00:55 (UTC 1) Link para este comentário
Já agora, sobre o tema do post, cá fica mais um comentário que acho relevante:
http://astropt.org/blog/2011/10/28/cambridge-university-press/comment-page-1/#comment-47847
Cavalcanti
29/10/2011 em 18:03 (UTC 1) Link para este comentário
Estava a me lembrar…… como ainda não chegaram até este sítio perguntas à luz de Jesse Ventura – mesmo eu vendo que ele “pega” determinadas teorias, pesquisa, conversa com especialistas e vai aonde o público em geral não pode ir
O Jesse parece a versão mais real do “Exterminador do Futuro”. Como sou fã desse filme (nostalgia), gosto bastante de seu programa —> YouTube.
Não todas (as matérias), mas em geral as vejo somente como forma de entretenimento.
Evidentemente, pra vender “seu peixe”, o Jesse as tratam com seriedade…
Carlos Oliveira
29/10/2011 em 23:23 (UTC 1) Link para este comentário
Eu gostei de alguns episódios, de outros não.
Ele exagera na crença em algumas conspirações e torna-se irracional
Curiosamente, no caso dos OVNIs, em que ele acreditava piamente que eram extraterrestres, o resultado foi este:
http://astropt.org/blog/2010/11/03/ovnis-secretos/
abraço
Cavalcanti
30/10/2011 em 01:08 (UTC 1) Link para este comentário
LOL
Vendo alguns daqueles protótipos, chega-se até a pensar que os “et’s” sejam nós mesmos no futuro e que de alguma forma criaram um modo de poderem viajar ao passado. (mas como?)
Ou será que toda essa história de UFO’s influenciaram até mesmo esse pessoal?
Abraços
Carlos Oliveira
30/10/2011 em 01:11 (UTC 1) Link para este comentário
Note-se que os avistamentos modernos de OVNIs começaram em 1947 quando o Arnold viu uma asa voadora.
O jornalista é que percebeu mal e escreveu disco voador… e o mito começou
http://astropt.org/blog/2007/07/08/roswell/
Cavalcanti
30/10/2011 em 01:23 (UTC 1) Link para este comentário
Eu, de modo particular, tenho uma teoria acerca desse avistamento do “Arnoldão”
Enquanto ele estava em plena escalada do Monte Rainier, parou pra tomar umas cervejinhas e se esqueceu de que não estava sob pressão atmosférica ao nível do mar. Foi dar a entrevista, num bafo desgraçado de cerveja, que acabou sendo inalado pelo repórter que, por sua vez, cometeu tal engano
Já o Adamski… o cidadão contou mais “estórias” que a quantidade de galhos que um primata pula em um ano.
Daniela
04/11/2011 em 23:31 (UTC 1) Link para este comentário
Carlos Oliveira, estava -procurando- um blog para acompanhar encontrei o seu, olha vc disse tudo neste artigo o que estava dentro de mim, acompanhei o blog desta senhora e já estava entrando no clima de fim de mundo, incrível, mas as coisas que ela ameaçava acontecer não aconteciam , e eu ainda contava para meus filhos e marido, como se estivesse -salvando- eles, caso vissem algo estranho nos céus que se protegessem, e que haveria 3 dias de escuridão pois o tal elenin ficaria enfrente ao sol e a terra em alinhamento. E NADA ACOTECEU…Aí comecei a perceber que a tal ravena e laura botelho, e muitos outros eram loucos e eu seria contaminada, e minha família acharia que eu era louca por falar tantas coisas que nunca aconteciam. Graças a Deus tem uns 2 meses que evito ir até o blog, outro dia fui me arrependi demais,. Estava lá um monte de pessoas iguais a ela comentando sobre a doença de Lula nosso ex-presidente, debochando, rindo da dor alheia, do ser humano que ele é, , e sei pelo menos ele não é salafrário,é de uma vontade imensa de ajudar o povo brasileiro e ajudou, tem um coração enorme se emociona até ao falar e muitas vezes chorou….No Brasil tudo esta melhor, nem crise alguma nos afeta, ruas cheias de carro, empregos a vontade, minha familia toda empregada, quem não tinha hoje tem casa ou apartamento, até casa na praia conseguimos…Enfim erguem-se por todos os lados prédios de apartamentos, que vão até tampando nossa vista do bairro, lojas ,restaurantes, a gente percebe o comércio em volta se multiplicando…Mas politica a parte, fiquei imprecionada foi com os comentários maldosos dos que frequentam o blog da catastrófica, estúpidos, grosseiros, cruéis e se dizem Espiritualisados, a caminho da Evolução, imaginem se não fossem…Fico lhe muito grata ,pois encontrei apoio e dicernimento em seu blog, agora estou em paz, fui vingada.Pois escrevi para a tal mentirosa e ela não colocou meu comentário, claro….Nunca mais volto lá. Abraços.
Carlos Oliveira
04/11/2011 em 23:42 (UTC 1) Link para este comentário
Oi Daniela,
Nós sempre dissemos que nada ia acontecer… porque o cometa Elenin era igual a dezenas de outros que passam constantemente pelo céu
Pode ler todos os nossos posts sobre esse cometa, aqui:
http://astropt.org/blog/tag/cometa-elenin/
Aqui só tem a verdade baseada no conhecimento dos assuntos
Quanto à Ravena & companhia, vou copiar o que um outro comentador disse de todos esses que passam o tempo a vigarizar os outros: “vao estudar, trabalhar, ler um livro, ou ajudar numa instituição de caridade”.
Se eles quisessem mesmo ajudar as pessoas, era isso que faziam.
Infelizmente, preferem gastar o tempo na net a inventar mentiras.
Obrigado pela preferência
abraços
Marco Filipe
10/11/2011 em 22:36 (UTC 1) Link para este comentário
Ahahahahah
http://evoluindo-sempre.blogspot.com/2011/11/corpo-de-menino-de-8-anos-atrai-objetos.html
“Tinha que ser no Brasil uma explicação idiota dessas! Será que a Juliana consegue pendurar um ferro na dobrinha de qualquer gordinho? Afff…Está cheio de sebo na cabeça desses médicos especialistas…
Ravena”
A forma de pensar desta gente é totalmente ao contrário do que é normal, para eles o que exige “prova” é o senso comum, o extraordinário fica provado por defeito…
Quem quiser saber do “mistério” dos rapazes magnéticos pode ler mais informação aqui:
http://astropt.org/blog/2011/07/12/rapaz-iman-deixa-medicos-sem-explicacao/
Carlos Oliveira
10/11/2011 em 22:45 (UTC 1) Link para este comentário
Lá está… a burrice dela continua.
E a hipocrisia também… porque diz mal dos médicos, mas quando está doente corre para os hospitais.
E há carneiros que continuam a segui-la…
Já dizia Hitler, que quanto maior for a parvoíce/mentira que se disser, mais fácil é ter seguidores.
A Ravena prova isso todos os dias com a quantidade de acéfalos que acreditam nas suas mentiras.
Ana Guerreiro Pereira
10/11/2011 em 22:47 (UTC 1) Link para este comentário
selecção natural, Carlos, selecção natural…
Carlos Oliveira
10/11/2011 em 22:49 (UTC 1) Link para este comentário
Ana,
Infelizmente há mais acéfalos do que pessoas que procuram conhecimento.
Daí que devido a pessoas como a Ravena, vai-se tender para um mundo deste género:
http://astropt.org/blog/2009/11/15/idiotas/
Ana Guerreiro Pereira
10/11/2011 em 22:51 (UTC 1) Link para este comentário
Eu cá acho q o mundo já está super-povoado. Tu não achas??

Carlos Oliveira
10/11/2011 em 22:57 (UTC 1) Link para este comentário
http://astropt.org/blog/2011/10/31/7-mil-milhoes/
Sim, mandava-se os pseudos para Marte
Ana Guerreiro Pereira
10/11/2011 em 23:01 (UTC 1) Link para este comentário
Qual Marte!!!! isso é mto perto, pá!
Marco Filipe
10/11/2011 em 23:08 (UTC 1) Link para este comentário
Ou para Terra Nova para amestrarem dinossauros com energias positivas
http://astropt.org/blog/2011/06/11/terra-nova/
Começou a dar este Domingo em Portugal
Airton
23/11/2011 em 18:55 (UTC 1) Link para este comentário
Não se esqueçam: No século XIX a “ciência” garantia que não seria possível o homem sobreviver a velocidades maiores que 60km/h.
Carlos Oliveira
23/11/2011 em 19:08 (UTC 1) Link para este comentário
Mais um comentário totalmente errado, baseado numa mentira por motivos puramente ideológicos.
Quem é a “ciência” que dizia isso?
Tem provas?
Não, não tem!
Para que conste:
http://en.wikipedia.org/wiki/Cycling_records#History_of_motor-paced_records
“Motor pacing is a type of human-powered record where a pace vehicle is modified by adding a tail fairing to keep the wind off the cyclist who is riding behind it. This type of record was invented by Charles “Mile-a-Minute Murphy” who drafted a train to set a 96 km/h (60 mph) record at end of the 19th century.”
Para quem sabe números (há quem não saiba), percebe que 96 é um número superior a 60.
Mas enfim… existem os factos, e depois existem as mentiras por motivos ideológicos.
E antes que venha com outros exemplos do que a ciência NAO disse, sugiro que leia este artigo:
http://astropt.org/blog/2011/08/23/ciencia-nao-erra/
abraços
Carlos Oliveira
30/11/2011 em 06:36 (UTC 1) Link para este comentário
Novo artigo sobre esta fraude da Ravena:
http://astropt.org/blog/2011/11/28/nexus-2012/
Carlos Oliveira
05/12/2011 em 00:08 (UTC 1) Link para este comentário
Aviso da Organização Mundial de Saúde:
http://astropt.org/blog/2011/12/04/agencia-para-a-proteccao-da-saude-adverte-os-vigaristas-matam/
Cavalcanti
13/12/2011 em 03:02 (UTC 1) Link para este comentário
Já agora, uma coisa que merece e seria bom ser exposto – é com relação à dona do blog Evoluindo Sempre…
Particularmente, fico bastante feliz ao perceber um grande amadurecimento por parte desta nas suas últimas postagens. Publicou coisas interessantes sem nenhum tipo de especulação não-científica (Astronomia e Sismologia) e, com relação aos outros assuntos tratou-os, sob ótica pessoal minha
, com sabedoria, perspicácia e maturidade – sabendo inserir expressões e temas em seus devidos lugares.
Penso que, quando se acredita em algo, caminhando em direção contrária e com ajuda de pessoas que fazem o seguinte comentário: “Essa é a minha garota!!!!! Um indigo com uma grandeza dessas… não é todo dia que se vê! Bjo grande e grata por nos ajudar a DESENROLAR essa trama!!” (assunto: Os dias de escuridão) é difícil mostrar-lhe, no que se refere à Astronomia, o caminho que é verdadeiro…
No que se refere sobre sua real identidade, mesmo tendo publicado inúmeros disparates no que se concerne à Cosmologia, se faz necessário cogitar a possibilidade da mesma ter algo que a impede de se revelar no mundo eletrônico (não acredito que seja devido a afirmar um monte de baboseiras não-científicas confiando no ocultamento de sua identidade). Talvez diante desse mundo tão violento, onde não se pode confiar em quase ninguém; pessoas a roubarem perfis; se utilizarem de fotos de terceiros para prejudicar ou algo mais grave, a mesma pode ter algum tipo de receio em não querer expor sua real identidade – e, sob esse ponto-de-vista, eu acredito que ela está certa
(já que, aqui no Brasil, existem sérios tipos de problemas relacionados à isso).
Não vejo nenhum problema em qualquer dono de blog querer ou não revelar sua identidade. Pra mim, o mais importante é se a informação procede ou não – assim como suas fontes.
O Astropt tornou-se para mim, faz 4 meses, um porto seguro justamente contra esse tipo de blog. Entretanto, acredito no amadurecimento das pessoas. E, por ironia, passei a ter fé na mudança destas graças à dedicação “out of work” tanto do Carlos quanto dos seus colaboradores
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 03:49 (UTC 1) Link para este comentário
Já me disseram quem é a pessoa Ravena
Parece-me que o anonimato é mesmo por opção, porque tem receio dos disparates que diz…
Se já está a aprender a não dizer tantos… fantástico.
Agora só lhe falta servir-se de fontes que tenham conhecimento (como o astroPT), em vez de andar a ler notícias e a divulgar blogs de ignorantes (que fazem afirmações anti-conhecimento) como o Rodrigo Morais e a Laura Botelho.
abraços
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 03:57 (UTC 1) Link para este comentário
Isso não invalida que a LB desinforme as pessoas à luz da ciência e incorra numa série de fraudes, alegando ter conhecimentos científicos que não tem. E tu foste a primeira pessoa a dizer q não havia provas de serem a mesma pessoa… e mesmo assim ela fez o que fez. Uma vergonha.
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 03:59 (UTC 1) Link para este comentário
Fico contente por ver que isto tudo sempre serviu para alguma coisa
nem que para abrir os olhos à blogger em questão e talvez às pessoas q a seguiam. Uma pessoa informada está protegida contra fraudes, mentiras e disparates 
Atão e eu não lhe meto medo???

Cavalcanti
13/12/2011 em 04:35 (UTC 1) Link para este comentário
“Atão e eu não lhe meto medo???” (risos)
Não, querida Ana, pois sei que tu és na verdade a Cyndi Lauper
(bazinga)
Abraços
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 04:42 (UTC 1) Link para este comentário
Ah, hoje quero ser o Dr Sam Beccket só para poder dize “Oh Boy!”
(http://www.imdb.com/title/tt0096684/quotes)
Abraços
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 04:43 (UTC 1) Link para este comentário
(novamente, ninguém me dá com um dicionário em cima???)
*Beckett
Marco
13/12/2011 em 04:22 (UTC 1) Link para este comentário
Cavalcanti, você é uma pessoa bastante inteligente e muitíssimo fina. Subtil. Claro que afirmo isto baseado na minha interpretação daquilo que escreve – seria pretensioso da minha parte achar que o conheço ou que estou certo na minha análise.
Torno-a pública neste comentário porque confio que me corrigirá, se for caso disso.
Mas admiro a forma como coloca a sua inteligência ao serviço da conciliação. Mesmo quando critica, prefere as reticências aos adjectivos! Você é um diplomata nato. E escreve muito com entrelinhas.
Portanto o que me parece que o Cavalcanti está a querer transmitir é a necessidade de se encontrar um ponto de equilíbrio na avaliação de uma determinada pessoa – neste caso, a Ravena – e que esse ponto de equilíbrio só pode ser alcançado se a avaliarmos com maior amplitude. Creio que o Cavalcanti não vê a pessoa como criminosa, mas como alguém que merece alguma dose de compreensão e boa vontade. Em suma: muitos de nós já a catalogámos, o Cavalcanti ainda lhe dá o benefício da dúvida. A isso, meu caro amigo, chamo eu bondade. Espero que esteja certo no seu pressentimento.
Para resumir um longo testamento, creio que o Cavalcanti nos está a dizer que é tempo de irmos com calma…
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 04:33 (UTC 1) Link para este comentário
Concordo
Mas eu diria pessoa extremamente educada em vez de fina.
E continuo a dizer que, Cavalcanti, e esse post?
Aguardamos ansiosamente
E ainda bem que há quem tente colocar alguma água em certas fervuras. 
Sabe, eu costumo ser muito conciliadora
ao contrário do que às vezes aparento
(lá está, comentários fragmentados e em determinados contextos não chegam para se pessoalizar alguém). No entanto, há coisas que me tiram do sério: insultos gratuitos, vitimização depois de insultar, mentecaptos, mesquinhez e arrogância ignorante (entre outras coisas que não interessa agora
). Não é a ignorância, pois ignorantes todos somos em algum campo do conhecimento; é a ignorância arrogante e a certeza ignorante. E…em tudo há o good cop e o bad cop
eheheheh.
Cavalcanti
13/12/2011 em 05:39 (UTC 1) Link para este comentário
Já agora, enviei faz algum tempo o “guest post” ao email do Carlos – mas o recomendei, diante da atual situação, que analisasse o mesmo.
O texto em si não possui nenhum ataque pessoal (até porque deve-se manter o respeito enquanto ser humano, como já havia dito no comentário) – os contra-argumentos se resumem apenas ao campo científico
Abraços.
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 05:42 (UTC 1) Link para este comentário
Sim, eu confirmo que o recebi e que está no meu e-mail.
Teve azar no “timing”… enviou-o comigo em modos de viagem…
Só agora cheguei a casa e ando a pôr a correspondência em dia
abraços
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 04:34 (UTC 1) Link para este comentário
Resumindo: o Cavalcanti é um Senhor
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 04:36 (UTC 1) Link para este comentário
É sim Senhor!
Cavalcanti
13/12/2011 em 05:06 (UTC 1) Link para este comentário
“Resumindo: o Cavalcanti é um Senhor”
O Senhor está nos céus
(bazinga)
Eu sou senhor com “s” minúsculo
Abraços.
Cavalcanti
13/12/2011 em 05:04 (UTC 1) Link para este comentário
Marco,
Eu agradeço de coração pelas palavras amistosas para com minha pessoa. Não esparava isso. Percebo que, mesmo estando nós tão distantes, estais sim a me conhecer muito bem
E isso é bom quando nós conseguimos atrair pessoas que, ao que percebemos à princípio, são pessoas de “bem”
Leio quase diariamente seu sítio eletrônico e confesso – jamais tinha visto uma mente tão brilhante para tratar assuntos dos mais variados temas com extremo (e excelente) bom humor. Teu blog já está, faz algum tempo, em meus favoritos e sempre que posso, divulgo-o no meu convívio social. O que é bom e de qualidade, tem que ser divulgado
Sou do ramo da Engenharia e, assim como muitos leitores do Astropt, estou a engatinhar no que se refere à Astronomia
Aprendo sempre uma coisa nova a cada dia aqui – seja acessando do meu trabalho (quando posso), seja quando chego em minha residência.
E sim:
“A isso, meu caro amigo, chamo eu bondade. Espero que esteja certo no seu pressentimento.”
Conheço vários colegas de mesa-de-bar que afirmam verdadeiros disparartes científicos, mas que revelam-se excelentes amigos e carinhosos para com os seus. Acredito que nossas diferenças nos devem fazer refletir acerca das coisas e nossas semelhanças deve-nos aproximar. A partir disso, estendo à quase todas as pessoas. Todavia, posso estar errado quanto à dona do sítio Evoluindo Sempre, mas percebo que se trata de uma pessoa extremamente inteligente que apenas deve ser direcionada no caminho “correto” – no que se refere à Astronomia.
Não concordo com muitas coisas que ela publica em seu sítio e isso posso sintetizar em uma frase: devemos ser ingênuos no ponto de não fazer o mal às pessoas. Contudo, não podemos ser ingênuos no ponto das pessoas fazerem o mal à nós. Por isso, separo, em alguns casos, opiniões de pessoas.
“Para resumir um longo testamento, creio que o Cavalcanti nos está a dizer que é tempo de irmos com calma…”
Sim, pois as mesmas pessoas que no surpreendem negativamente num dia, podem simplesmente nos surpreender positivamente amanhã (lembremo-nos da infância escolar do Einstein
Abraços.
Marco
13/12/2011 em 04:43 (UTC 1) Link para este comentário
Sabes uma coisa, Carlos? Também acho piada à dinâmica que se estabelece entre tu e o Cavalcanti na zona de comentários.
Nota que não é uma dinâmica de confrontação porque existe muito respeito mútuo.
Mas estamos aqui a falar de duas pessoas quase opostas: o Cavalcanti, subtil, conciliador, mais diplomata nas observações, sempre tentando descobrir um ponto de equilíbrio emocional nas discussões; tu, mais espalha-brasas, assertivo, directo, sem paninhos quentes, e completamente transparente na forma como comunicas.
Sim, eu quero chegar a algum lado
E é este: quando as pessoas têm uma formação sólida e boa educação, sabem sempre encontrar um ponto de equilíbrio, mesmo quando são tão diferentes. Dinheiro, poder? Tudo merda seca. Educação é o ouro
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 04:48 (UTC 1) Link para este comentário
Tb acho, LOL. E acrescento: http://www.youtube.com/watch?v=VdQY7BusJNU&ob=av2e

Carlos Oliveira
13/12/2011 em 04:56 (UTC 1) Link para este comentário
Tu não digas isso de mim, que me estragas a reputação
I’m blunt

http://www.merriam-webster.com/dictionary/blunt
E não tou a falar do James Blunt
http://www.youtube.com/watch?v=zIEku7hNrt4
Sou directo, insensível, confrontador, sem medos, objectivo, honesto, tendo a verdade acima de tudo (incluindo de mim), não suporto a mentira, intolerante, arrogante, bastante crítico, e sem paciência para vigaristas.
Sou assim para todos, inclusivé para mim
P.S.: até me emocionei com o que disseste de mim
Essa do “transparente” para mim é um elogio fantástico 
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 04:59 (UTC 1) Link para este comentário
e ácido, esqueceste-te do ácido!
Não és arrogante. Nem insensível. Ponto.
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 05:01 (UTC 1) Link para este comentário
Sou sou. E não tenho problemas em reconhecer isso
O 1º passo para a cura, é o reconhecimento do problema
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 05:04 (UTC 1) Link para este comentário
Nés nada
se fosses nunca te corrigirias ;D quanto ao resto é só teimosia

Cavalcanti
13/12/2011 em 05:13 (UTC 1) Link para este comentário
“Mas estamos aqui a falar de duas pessoas quase opostas:”
Sim. E se for pra ficarmos opostos de vez, o Carlos precisaria ver a foto de uma “baranga” que namorei em algumas festas anos atrás (depois de 50 copos de cerveja, vou deixar bem claro
).
Já agora, a foto abaixo:
http://i.papodehomem.com.br/2010/04/mulher-feia2.jpg?95884c
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 05:15 (UTC 1) Link para este comentário
“Quem ama o feio, bonito lhe parece”
Marco
13/12/2011 em 04:48 (UTC 1) Link para este comentário
Ana, népias, minha amiga “virtual”.
O carlos também é um tipo bem educado, mas não tem grandes finezas. Diz o que tem a dizer e quem quiser que se aguente. Isso tem a ver com a sua formação científica, creio. Os factos obrigam-no a colocar o seu ego em segundo plano, portanto quando ele aponta factos não se preocupa muito com o ego dos outros. Aguentem-se, que ele não está a mentir!
O cavalcanti é mais fino porque procura ter em conta a sensibilidade alheia, é uma formação diferente. Não digo quie é melhor ou pior, é simplesmente diferente.
E eu acho estas coisas giras, rapariga, que hei-de fazer?
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 04:56 (UTC 1) Link para este comentário
Só quando eu não lhe digo que está LOLOLOL
Já percebi o q querias dizer com fino Lol.
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 04:57 (UTC 1) Link para este comentário
Já agora, pede-se um “fino” quando se pede uma cerveja… algo que eu e o Cavalcanti já concordamos em tomar juntos quando nos encontrarmos
Marco
13/12/2011 em 04:58 (UTC 1) Link para este comentário
Pronto, over and out. Boa noite e melhores sonhos. E não oiço nada a Cindy Lauper, isso para mim é… bilhaque! Jazz é que é, jazz!
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 05:03 (UTC 1) Link para este comentário
LOL, oh pah, é uma piada
pq o Cavalcanti disse certa vez q me imagina como a Cindy Lauper
E eu gosto daquela
Jazz já não é bem a minha onda, sou mais de blues

Tb tenho de me ir deitar, aqui são 4 da matina
Mas já sabem o que se diz de quem se deita tarde: http://jornal.publico.pt/noticia/20-12-2010/os-mais-inteligentes——–deitamse-tarde-20856972.htm

Cavalcanti
13/12/2011 em 05:17 (UTC 1) Link para este comentário
“Já agora, pede-se um “fino” quando se pede uma cerveja… algo que eu e o Cavalcanti já concordamos em tomar juntos quando nos encontrarmos”
Sim, claro
Quero ver você confessar em alto e bom som, bêbado claro, que acredita em Nibiru e deixou uma gaja por lá
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 04:58 (UTC 1) Link para este comentário
Mas Marco, tu agora és psicólogo?
Ou simplesmente um experiente leitor de pessoas?
Marco
13/12/2011 em 05:02 (UTC 1) Link para este comentário
Nem uma coisa nem outra. Sei é ler…
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 05:04 (UTC 1) Link para este comentário
Eu acho é que tu és um gajo super-inteligente e com uma cultura acima da média… e apesar de o teu blog permitir-te mostrar isso… muitas das vezes gostas de privar as pessoas desse teu conhecimento
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 05:06 (UTC 1) Link para este comentário
esqueci-me de dizer com carradas de brilhantismo cómico/satírico/irónico?
Marco
13/12/2011 em 05:16 (UTC 1) Link para este comentário
Nada disso. Inteligente igual aos outros. Tento é aproveitá-la bem… e contando sempre com a ajuda preciosa de outras inteligências
Tenho esta crença de que todos nascemos com inteligência e talento q.b para conseguir fazer alguma coisa de jeito na vida…
O que me choca em pessoas como a Ravena e outros que aqui comentam é não perceberem como a sua inteligência é tão mal aproveitada.
E no caso destas discussões, bastaria uma pequena reflexão sobre o que é a Ciência para começarem a aproveitar melhor a inteligência que têm… E caramba, mesmo no teu estilo “bruto” não tens feito outra coisa senão dar-lhes pistas!
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 05:20 (UTC 1) Link para este comentário
Eu sou sincero: eu gosto de revoluções
(de forma bruta e abrupta).
Apesar de tudo na vida, na ciência, e no Universo, ser gradual…
Lá está… mania do Universo estar sempre contra aquilo que eu gosto!
Marco
13/12/2011 em 04:49 (UTC 1) Link para este comentário
Lá mais em cima escrevi «entre tu e o Cavalcanti» quando devia ter sido «entre TI e o Cavalcanti».
Vou ali esbofetear-me com um Prontuário Ortográfico e já volto.
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 04:57 (UTC 1) Link para este comentário
Cá vai:
http://2.bp.blogspot.com/-mx8apSPKRY8/TV1gNkEZRzI/AAAAAAAASPU/lDeayQ9iYWQ/s1600/erro.jpg
;D
Carlos Oliveira
13/12/2011 em 04:59 (UTC 1) Link para este comentário
Sim… vocês, humanos, fartam-se de errar
Ana Guerreiro Pereira
13/12/2011 em 05:00 (UTC 1) Link para este comentário
Não, nós, Umanos, fartamo-nos de Herrar
Marco
13/12/2011 em 05:01 (UTC 1) Link para este comentário
ah ah ah Nice
Marco
13/12/2011 em 05:04 (UTC 1) Link para este comentário
“O 1º passo para a cura, é o reconhecimento do problema”
Problema: gosto mais de futebol do que devia.
Irrito-me por causa da bola. E depois irrito-me comigo próprio por ficar irritado.
E viva o Benfica!
Cavalcanti
13/12/2011 em 05:19 (UTC 1) Link para este comentário
Assim como a Ana, vou me recolher, pois amanhã é “dia-de-branco”.
Abraços
Carlos Oliveira
20/12/2011 em 04:15 (UTC 1) Link para este comentário
Um dos amigos, seguidores, e criador de um dos blogs mentores da Ravena é o Rodrigo Morais, que tem provado que a burrice dos pseudos não tem limites:
http://astropt.org/blog/2011/12/19/piramide-maia/comment-page-1/#comment-50491
LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
João
28/02/2012 em 00:50 (UTC 1) Link para este comentário
Se foi dito tudo isso no blog, realmente ela não está medindo as consequências do que pode acontecer com os de mente fraca que visitam aquele blog.
Mas confiar cegamente na ciência e no conhecimento que temos hoje como se fosse a base para toda a verdade do universo não seria cometer o mesmo erro que vc nos alerta aqui para não cometermos visitando tais blogs? Por exemplo, os cientistas vivem pesquisando vida fora da Terra em planetas que tenham atmosfera e água, como se só existisse vida nessa forma. E mesmo já tendo descoberto bactérias extraterrestre com um componente químico diferente (não me lembro se enxofre ou silício) continuam procurando vida em planetas somente com água. Pra mim isso significa dizer: Eu conheço todo o tipo de vida existente no universo, só existem vidas à base de água e são estas que vou procurar… Creio que é muita pretenção. (Sim, essa parte final é pra filosofar)
Percebi pelo tamanho do post e pela energia dispensada que vc sente muita raiva da dona desse blog, rs. Mas ao mesmo tempo que vc falava dela, percebi que vc possui uma religião chamada “NASA” e que a primeira palavra que você pronunciou quando era criança foi “Disparate”.
Eita rapaz, não precisa excrever tanto assim quando o assunto não traz benefícios a ninguém. E a Verdade não precisa de julgamentos, ela se prova por si só.
Até mais.
Carlos Oliveira
28/02/2012 em 08:29 (UTC 1) Link para este comentário
Quanto a vida extraterrestre, sugiro que leia os meus artigos.
Sim, tenho raiva de toda a gente que vive a vida a enganar os outros.
Se ela faz isso, então não o deveria fazer.
A NASA não é uma religião, mas sim uma instituição científica com diversos centros nos EUA, e milhares de pessoas que trabalham para ela em centenas de universidades.
A ciência não precisa que as pessoas confiem ou acreditem nela.
A ciência é real, independentemente das crenças das pessoas.
Daí você estar num computador, ter electricidade, e saber que se se atirar do topo de um prédio vai cair cá em baixo.
Não se trata de confiar, trata-se de compreender o mundo à nossa volta em vez de se inventar puras mentiras.
Se não entende as diferenças, faça a experiência do Dawkins, confiando que unicórnios voadores invisiveis o vão salvar. Se acha que a verdade é uma questão de confiança, confie nisso.
abraços
Cavalcanti
28/02/2012 em 13:07 (UTC 1) Link para este comentário
Caro João,
“(…) confiar cegamente na ciência e no conhecimento que temos hoje como se fosse a base para toda a verdade do universo não seria cometer o mesmo erro que vc nos alerta aqui para não cometermos visitando tais blogs?”
Nós, da Ciências Exatas, especialistas ou não na área, já sabemos que, o que se aplica neste local do Universo pode não se aplicar em outros (locais). Inclusive já tratamos dessa problemática em comentários anteriores. Se isso o interessa de verdade, sugiro procurá-las nos comentários que acompanham os artigos.
Agora, tão ou mais importante que saber o que acontece com a aceleração da gravidade na galáxia de Andrômeda, por exemplo, é saber o que ocorre aqui em nosso Sistema Solar – lugar onde a Terra se situa. A descoberta como se comporta outras grandezas físicas ajuda os Astrônomos e Astrofísicos a entenderem tanto a formação do Universo quanto sua dinâmica. E, aqui, nessa região específica do Universo, sim: a ciência, ao contrário da pseudociência, sempre acaba acertando.
Quanto à esse trecho:
“(…) os cientistas vivem pesquisando vida fora da Terra em planetas que tenham atmosfera e água, como se só existisse vida nessa forma. E mesmo já tendo descoberto bactérias extraterrestre com um componente químico diferente (não me lembro se enxofre ou silício) continuam procurando vida em planetas somente com água. Pra mim isso significa dizer: Eu conheço todo o tipo de vida existente no universo, só existem vidas à base de água e são estas que vou procurar… Creio que é muita pretenção.”
O Carlos, pela sua especialização em Astrobiologia, sabe mais do que eu. Portanto, é o mais capaz para discutir isso contigo. Entretanto, pelo pouco que sei, a busca por vida nessas condições se refere a um parâmetro. Percebo uma confusão no teu pensamento: vida extraterrestre não significa, necessariamente, evolução desta vida, compreende? Uma das questões é se existe evolução a partir de um código (químico) diferente do encontrado na Terra. Os aminoácidos são blocos fundamentais para a formação de vida. O hidrogênio (H2), oxigênio(O2), carbono (C) e nitrogênio (N2) são os elementos químicos principais destes. Claro, a variedade é enorme. E a ciência está a descobrir se existe, em outros planetas, a existência de vida a partir dos 20 aminoácidos que encontramos em todas as formas de vida na Terra. Ou além destes 20 aminoácidos. Os cientistas sabem que existem n-aminoácidos – tanto aqui, quanto em outras regiões do Universo. Portanto, é uma questão que está sendo estudada.
Mesmo que um outro elemento químico participe desse conjunto, os componentes principais das moléculas de aminoácidos, que são os blocos fundamentais para o surgimento de vida, estão lá: H2, O2, C e N2. A maior prova disso: olhe ao seu redor.
Percebes?
Sim, o componente água não é fundamental para o surgimento de vida extraterrestre mas é fundamental para que esta possa evoluir. Não é questão de vida à base de água, e sim a evolução desta a partir de condições favoráveis: água, clima com temperaturas amenas, atmosfera com nuvens, dentre outros.
Tenho a convicção que os Exobiólogos não têm dúvidas acerca da existência de vida extraterrestre. Todavia, a questão não é essa. A questão é se existe vida inteligente. E aí, sim: é bem provável que, se existir, seja diferente da nossa.
Com relação à bactéria “extraterrestre”, trata-se de bactérias extremófilas, encontradas nos EUA, que utilizam o Arsênio (As) em lugar do Fósforo (P).
Caso queira se aprofundar no tema, se faz recomendável a leitura dos artigos abaixo:
http://eternosaprendizes.com/2010/12/03/nasa-anuncia-descoberta-sobre-bacterias-extremofilas-que-sobrevivem-usando-o-arsenio-no-lugar-do-fosforo/
http://astropt.org/blog/2011/09/05/poderia-a-vida-evoluir-a-partir-de-um-codigo-quimico-diferente/
http://news.nationalgeographic.com/news/2008/02/080204-galaxy-life.html
Nesse trecho do seu comentário: “(…) percebi que vc possui uma religião chamada “NASA” (…)”, já agora, as crenças não estão aqui a ser chamadas. E, se a NASA fosse uma religião ou seita, desconfio que esta acertaria muito mais que outras existentes. A prova disso é a quantidade de coisas que acabamos por utilizar no dia-a-dia devido ao aperfeiçoamento de suas descobertas. E nesse último parágrafo, mais precisamente neste: “(…) quando o assunto não traz benefícios a ninguém (…)” sim, traz benefícios à todos: nós e eles. Com relação à dona do blog Evoluindo Sempre, sempre percebi que se tratava de uma menina bastante inteligente – que precisa apenas ser colocada no caminho correto, no que se concerne à Cosmologia e suas nuances, e não no da falta de lucidez de terceiros.
Sim, neste caso devemos agradecer ao Carlos por colocar seus conhecimentos a serviço do que é correto. Não são todos que se dão à este trabalho.
Abraços.
João
29/02/2012 em 01:38 (UTC 1) Link para este comentário
O ponto que eu quis levantar é que não se pode ter certeza de tudo baseado no conhecimento atual. Dizer por exemplo que a água não é importante para o surgimento da vida mas é importante para a evolução desta vida é, em outras palavras, afirmar que já conheço tudo sobre o surgimento da vida e ponto final, sendo que isso é uma verdade agora, amanhã e daqui um mês, mas pode ser que ano que vem uma nova descoberta mude isso.
Quando um primeiro pesquisador falou na possibilidade e benefícios do raio X, um outro cientista, físico se não me engano, disse que tal descoberta era uma tremanda mentira e que isso não seria possível. Outros da época devem tê-lo criticado também. Hoje temos muita coisa que no passado não passava de ficção.
Um outro exemplo bem clássico foram as ditas regiões sensoriais de gosto na língua, tão difundida no passado e hoje um mero conto.
Creio que se muito conhecimento mal explicado e cheio de suposições fossem re-experimentados, muito seria redescoberto com muito mais veracidade.
Quero dizer com isso é que temos que ser pessoas de mente aberta, não pensar e raciocinar somente no modo de comparação, que é o que a maior parte da população faz, comparações com o que já conhecem.
Se Einstein, por exemplo, não abstraísse seus pensamentos e raciocinasse somente no modo de comparação, ele não teria sido o que foi.
Se não agirmos assim agora, seremos como esses cientistas céticos do passado, duvidando do que nossa mente automática não consegue entender.
Atualmente trabalho com programação em PC e já trabalhei com eletrônica (As vezes faço algo relacionado ainda, como o meu TCC). São as duas áres de conhecimento que mais entendo. Também gosto de algumas coisas em psicologia.
O resto que sei é lendo, de várias fontes e não apenas de uma (quando o assunto me interessa claro) e imaginando como algumas coisas, que ainda não “existem”, seriam e quais as explicações pra isso. Não costumo condenar uma possibilidade mesmo que esta pareça esotérica, apenas afirmo que não tenho conhecimento para provar que não existe. Costumo dizer o seguinte: Tudo é possível até que se prove o contrário.
Creio que todos podemos descobrir e experimentar as coisas mesmo não sendo cientistas verdadeiramente. A primeira coisa necessária é vontade. Também é necessário uma dose mínima de bom senso, claro. Mas sei que a maioria esmagadora da população está sempre ocupada em seu tempo livre, assistindo televisão.
Abraços
Carlos Oliveira
29/02/2012 em 02:37 (UTC 1) Link para este comentário
João,
Vou convidá-lo a ler os posts sobre astrobiologia e muitos dos meus comentários sobre essa matéria noutros posts.
http://astropt.org/blog/?cat=6
“Dizer por exemplo que a água não é importante para o surgimento da vida mas é importante para a evolução desta vida é, em outras palavras, afirmar que já conheço tudo sobre o surgimento da vida e ponto final, sendo que isso é uma verdade agora, amanhã e daqui um mês, mas pode ser que ano que vem uma nova descoberta mude isso.”
Esta sua frase está quase certa.
Quase, porquê? Porque a última parte está errada.
Eu já escrevi um post sobre a ciência não errar:
http://astropt.org/blog/2011/08/23/ciencia-nao-erra/
Onde explico que essa sua visão é errada.
A verdade de hoje não passa a ser mentira amanhã.
Einstein não deitou abaixo Newton, mas complementou-o para efeitos não “normais” (que vissemos no dia-a-dia).
O mesmo se passa nesse seu exemplo. O facto de podermos descobrir vida completamente diferente lá fora, não deita abaixo o que sabemos sobre a vida aqui. Não é o oposto. É uma informação complementar.
No resto da frase, convido-o a assistir ao meu curso
http://astropt.org/blog/2009/06/30/curso-de-astrobiologia/
E convido-o a ler o que diz a National Academy of Sciences:
http://astropt.org/blog/2007/07/09/vida-estranha/
Sabe que os cientistas por vezes, como neste caso, já podem ter pensado nisso tudo. As pessoas é que não têm acesso a essa informação
abraços
João
02/03/2012 em 01:46 (UTC 1) Link para este comentário
Olá.
Quanto ao que diz a National Academy of Sciences, conrcordo com a ampliação do leque de buscas de tipos de vida. Também concordo com o que você disse sobre ser estranho procurar o que a gente não conhece, e que é mais prudente basear as buscas no que temos de conhecimento de tipos de vida.
Mas ao meu ver, buscar vida de um tipo conhecido e sabendo conscientemente da possibilidade de existência de outros tipos, e da possibilidade de encontrar esse tipo de vida sem querer, faz com que os olhos dos pesquisadores estejam mais abertos a isso.
Quanto a ciência nunca errar, não concordo plenamente.
Todos os exemplos que vc deu foram de casos de complementação de conhecimento realmente. Mas o exemplo que eu dei das regiões sensorias na língua foi um erro. Provavelmente o erro foi de uma pesquisa mal feita ou conclusão antecipada. E o erro foi revelado quando alguém resolveu testar esse conhecimento novamente. Ao meu ver, o conhecimento atual que diz que a língua possui pápilas gustativas para detectarmos gostos não complementa o conhecimento antigo das regiões sensorias.
Com relação ao exemplo da grávidade, que vc comentou umas 3 vezes, realmente é isso, concordo. A gravidade existe e funciona hoje e por mais que seja descoberto novas forças, partículas, motivos externos, etc, que expliquem toda a origem da força gravitacional, o efeito dela continuará do jeito que está, salvo se algum motivo conhecido ou não, mas ligado a existência da grávidade, alterar alguma coisa nela. Mesmo numa situação dessas, as novas descobertas não alteram em nada o que a grávidade era antigamente. A força gravitacional é um bom exemplo pra mostrar a complementação do conhecimento antigo com as novas descobertas.
Mais uma vez, eu entendo como funciona a ampliação do conhecimento, mas volto a dizer, ninguém pode afirmar que algo não existe só pq não pode provar que existe, do mesmo jeito que não se pode afirmar que algo existe sem ter provas. O que devemos fazer é estar abertos a possibilidades. Seria como um terceiro nível para as coisas. Tal coisa existe se há provas, tal coisa NÃO existe se há provas. Mas se não houver nenhum tipo de prova, então essa coisa é uma possibilidade, mesmo que remota.
O que quero dizer com isso não se trata do conteúdo de alguma descoberta em si, mas sim como relatar isso aos outros.
Alguém, lá no post da ciência não errar, comentou sobre uma palavra errada poder mudar totalmente o significado. Concordo plenamente com isso. Posso até arriscar dizer que como é a mídia que passa as informações para a maioria da população, já que nem todos podem estar presentes em palestras, seminários, ou congressos, estes erros devido as palavras usadas acontecem na maioria das vezes.
Imagino um cientista falando sobre sua descoberta atual e no que ela implica com o conhecimento de agora (espero que cientistas sempre se reportem assim, mostrando que isso é o agora e não a verdade absoluta) e os jornalistas repetindo o conteúdo mas afirmando tudo categoricamente como se não houvesse o amanhã. Pelo menos é assim aqui no Brasil, os jornalistas afirmam tudo categoricamente mas uma quantidade extremamente pequena sabe o que está realmente dizendo.
É isso. Abraço
Carlos Oliveira
02/03/2012 em 06:42 (UTC 1) Link para este comentário
Sobre imprensa:
http://astropt.org/blog/category/imprensa/
http://astropt.org/blog/2011/02/20/tyche-planeta-gigante-nos-confins-do-sistema-solar/
De resto penso que existe da parte do João uma má compreensão da natureza da ciência.
Não é sobre “existe ou não existe”, mas sim sobre o que é mais provável.
http://astropt.org/blog/2011/05/21/profecias-da-ciencia/
Se for no seu carro a conduzir e o seu carro parar, o que faz?
Imagina que são unicórnios invisiveis voadores ou pensará que se acabou a gasolina e olha para o ponteiro?
Esse é o pensamento científico: pensa-se no mais provável, e faz-se a experiência.
Ninguém lhe diz que não existem unicórnios invisíveis voadores, mas chega-se à conclusão que o que se passou com o carro foi a gasolina acabar.
Quanto a possibilidades de vida, é o mesmo pensamento científico.
Juntamente com o exemplo das chaves e do sofá que expliquei noutro post.
Isso sim é ciência… não a caricatura que se vê.
abraços
João
03/03/2012 em 00:50 (UTC 1) Link para este comentário
Sobre imprensa, vc trouxe mais provas sobre o que já sei. Cada vez mais imagino os jornalistas como papagaios vestidos de gente, mas um papagaio mais evoluído, pois conseguem deturpar o assunto para o caminho que mais lhes convém.
No post sobre o planeta longínquo, concordo com o que disse.
Imagino que se o entrevistador tivesse perguntado mais sobre o motivo da crença neste planeta, a resposta seria algo sobre as várias civilizações antigas. É provável que o que dizem sobre 2012 se baseia nisso também, e nem tanto na entrevista do cidadão em questão.
Ainda no posto sobre o planeta, meu único questionamento seria no trecho “- o planeta não pode ser 4 vezes maior que Júpiter. A razão é simples: com mais de 3 vezes a massa de Júpiter, os planetas contraem-se e ficam mais pequenos. Será que um erro tão básico, que se aprende em Introdução à Astronomia para não-cientistas, foi dado por este investigador? Não.”. Esta parte sobre a contração do planeta está escrito como se fosse uma verdade absoluta imutável. Seria melhor dizer que para o tal planeta ser 4 vezes maior que Júpiter, uma nova explicação sobre como o planeta não se contraiu (já que é o que determina o conhecimento atual) teria que ser dada.
Perceba que não mudei o conteúdo, apenas o escrevi de uma maneira que a explicação não se torna uma verdade absoluta.
Ao contrário de algumas respostas direcionadas a mim, no post sobre as profecias da ciência, você escreveu de uma maneira bem mais próxima do que eu já disse aqui, tanto é que no exemplo do carro parado na estrada, não foi descartado a possibilidade do unicórnio (foi considerada esta possibilidade mesmo que extremamente remota). Aliás, como este exemplo é preferido por vc Carlos, já o li várias vezes, vou começar a sonhar com tais criaturas.
Resumindo. Já percebi que vc sabe sobre o que estou dizendo aqui, sobre não afirmar como sendo verdade absoluta. Esta afirmação vem embutida na frase. É como eu disse para o Cavalcanti, sempre mostrar (através da escrita ou da fala) que um conhecimento qualquer é o que temos para o momento e que isso pode mudar com novas descobertas, é impedir que futuramente alguém diga que todo o conhecimento antigo em questão estava errado devido à afirmações absolutas.
Espero que eu tenha escrito agora de uma forma que eu me faça entender.
Abraço
Cavalcanti
29/02/2012 em 04:00 (UTC 1) Link para este comentário
João, parei por 5 minutos a fim de observar melhor seu comentário.
Antes de dirigir uma pergunta à você, permita-me uma ressalva: o que vocês chamam de céticos, se trata de prudência científica. E esta prudência científica forma o caráter de pessoas que te deram a tecnologia que você usa todos os dias. Que te deu desde o computador (ou notebook) que está à sua frente até manter os aviões no ar – que te levam pra qualquer lugar de maneira rápida e eficiente.
Diante de tanta prova cabal, faço um convite à reflexão: qual o problema em ser “cético”? (coloquei entre aspas, pois essa expressão não se aplica à ciência)
Por vezes, vejo que vocês se referem ao Einstein. O que vocês esquecem é que o Einstein, quando revolucionou o mundo com suas descobertas, fez CIÊNCIA e não PSEUDOCIÊNCIA, como faz o Nassin, David Icke e tantos outros que vigarizam em custa da boa fé das pessoas.
Por que a Teoria da Relatividade de Einstein nunca falhou? Porque o mesmo não saiu afirmando que existem unicórnios voadores, fada-dos-dentes, Flash Gordon na Constelação de Draco e muitos outros disparates. Todos os PhD’s que se enveredaram para a pseudociência se mostraram equivocados.
O Einstein não o fez porque ele sabe que muitas baboseiras simplesmente não existem.
Sim, temos que manter a mente aberta. Mas não ao ponto de cair o cérebro. (James Oberg)
A contradição pseuda é tão grande que um cidadão tem um sítio na internet; acusa a NASA de não ser confiável, mas tem o cinismo de inserir o símbolo desta em seus projetos. Por vezes acusam a agência, mas ficam olhando através dos seus telescópios, se utilizando de sua tecnologia. Se estão sempre a acusar quem faz ciência, faça um favor a si mesmo: desligue o computador, pegue suas coisas e vá morar em uma caverna. A partir daí, estes terão mais créditos pra atacarem os cientistas e/ou especialistas.
A NASA esconde segredos? Vai lá saber… . Quem não esconde? Em caso afirmativo, se faz necessário sabermos acerca destes? Asteróides, planeta chupão, extraterrestres?
Portanto, essa questão de que somos agarrados em fatos científicos (que vocês chamam de crenças) não se sustenta, pois como muito bem afirma Carlos: “a ciência não se faz de crenças”.
Já agora, faz-se de fatos.
Cavalcanti
29/02/2012 em 04:41 (UTC 1) Link para este comentário
Note que esse trecho:
“(…) Se estão sempre a acusar quem faz ciência, faça um favor a si mesmo: desligue o computador, pegue suas coisas e vá morar em uma caverna. A partir daí, estes terão mais créditos pra atacarem os cientistas e/ou especialistas.”
Não estou a me referir sobre o João e sim em outros cidadãos.
Abraços.
João
02/03/2012 em 02:12 (UTC 1) Link para este comentário
Não há problema nenhum em ser cético se não tivermos nada de conhecimento na cabeça (mesmo que a palavra “cético” não se aplique à Ciência) . Acreditando ou não, buscando por provas ou não, não fará diferença para quem não raciocina. Aliás, isso nem seria possível pra quem não raciocina. Uma pessoa assim não saberia nem por onde começar.
Mas o que eu quis dizer com um cientista ser cético em relação à descoberta de outro cientista, é que este primeiro não deve dizer que é mentira ou é impossível sem ter provas. Estou falando sobre possibilidades plausíveis, como a existência de vida que não necessite de água para sua existência.
Um cientista, mesmo não entendendo a descoberta de outro, deve estar aberto as possibilidades, necessitando apenas das explicações para tal possibilidade se tornar real para ele. Isto ao meu ver é ter prudência (científica ou não).
Acima respondi ao Carlos e explico sobre minha visão de aceitar possibilidades e de como isso entra junto com o conceito de existe / não existe.
Quando comentei sobre Einstein, eu também falava sobre possibilidades plausíveis. Ele em algum momento pensou na possibilidade de existir conhecimentos que não “existiam” na comunidade cientifica da época e buscou pelas explicações que davam base para suas descobertas. Ele saiu do modo de comparação com o conhecimento atual e abstraiu seus pensamentos.
Mais uma vez digo que são possibilidades cabíveis, NADA de querer mudar meu cérebro da cabeça para a barriga com a força do pensamento e tentar achar explicações pra isso.
Na resposta acima também falo sobre o modo como a imprensa costuma passar a informação. O que pode gerar os motivos para que digam que cientistas também erram.
Abraço
Cavalcanti
02/03/2012 em 06:24 (UTC 1) Link para este comentário
João, apenas uma ressalva no seu comentário.
O que você afirmou a própria ciência já faz. Qualquer cientista sério, a princípio, está aberto à novas ideias. Ou não tens convicção que qualquer cientista obteria recursos financeiros se não descobrisse nada? Como manteria seu instituto de pesquisa, por exemplo? Agora, o que é “descoberto” na ciência mostra-se à prova pela comunidade científica. Se entrar em voga, será aprovado. Senão, será aperfeiçoado, otimizado ou descartado.
O problema dos pseudos é que estes não admitem um não como resposta – por mais que já tenha se mostrado à prova que tal fato não subsiste. Veja a problemática da Teoria “M”: a Física ainda está a teorizar a possibilidade de outros Universos. A pseudociência já afirma que não existem somente n-universos (pegando carona nas ideias científicas), como também existem seres de outras dimensões a nos visitarem. A ciência cria uma nota musical, a pseudociência faz um ruído horroroso aos nossos ouvidos. Você poderia até perguntar:
“Sim, mas essa possibilidade de extraterrestres de outras dimensões a nos visitarem não pode existir?
”
É isso que estamos vendo? Extraterrestres dotados de tecnologia superior, vencendo distâncias astronômicas ou possuindo tecnologia para recriar e controlar buracos-de-minhoca (pelo que sei até o presente momento, só existe em teoria, mas pode tornar-se real devido às observações), vindo em naves que piscam mais que o trenó do Papai Noel, a abduzir-nos na calada da noite?
Não existe nenhum “portal” ao lado do Sol. Mas alguns que seguem a pseudociência dizem que seres extraterrestres estão vindos através destes “portais”. Veja as palestras do pseudo Nassim Haramein. Ali é o mestre dos disparates. Mistura coisas já científicas com as baboseiras dele, que não se tornam fatos concretos – tal como foi as descobertas de Einstein. Percebes a diferença? Existe lugar em coisas totalmente aparvalhadas? O Elenin foi a maior prova disso: o coitado levou tanto nome, tanta especulação, que talvez seus destroços nem queiram mais passar por aqui. Pior, até mesmo um Engenheiro chileno meio aparvalhado afirmou que o Elenin seria um buraco negro. Caso fosse, o Sol não estaria já lá fora iluminando tanto gregos quanto troianos.
Não se engane: os maiores entusiastas pelas descobertas totalmente inimaginadas vêm deles – dos cientistas a serviço do bem (que não são todos, infelizmente) que nesse exato momento estão a deixar suas famílias em suas casas, e se dedicando à sua pesquisa – quando poderiam estarem descansando.
Mas estes têm a prudência e a responsabilidade em não levar à público coisas totalmente mentirosas.
E quanto à pseudociência, lembre-se: esta não acerta nunca sobre coisas científicas.
Sim, vamos ter a mente aberta. Mas não ao ponto de cair o cérebro. (James Oberg)
Abraços.
João
02/03/2012 em 23:36 (UTC 1) Link para este comentário
Pela sua última esposta, creio que desta vez me fiz entender.
Se cientistas sérios realmente possuem esse comportamento, aí o problema de dizerem que a ciência erra está em como as novas descobertas, mesmo que não concluídas totalmente, é divulgada pela mídia para a população, afirmando tudo como se fosse a última verdade irrefutável.
Se um cientista já mostra suas descobertas e frisa que é o que se tem observado até o momento, e que mais cedo ou mais tarde isso pode mudar ou evoluir, não sobra espaço para ninguém dizer que o cientista em questão errou já que ele nunca teria afirmado que sua descoberta era a verdade plena.
No final das contas, o problema mesmo é de comunicação.
No trecho “…(pelo que sei até o presente momento, só existe em teoria, mas pode tornar-se real devido às observações)…” vc escreveu a excência do que eu tentei passar nas respostas anteriores.
Abraço.
Jonas
03/03/2012 em 04:12 (UTC 1) Link para este comentário
João,
Repare quando você diz que qualquer um pode por conta sair por aí experimentando e descobrindo coisas, ok, mas conhecer e saber todas as coisas, ou exatamente qualquer coisa em níveis avançados, não, isso não é real, isso não depende só da vontade.
Uma coisa é aprender eletrônica para montar, desmontar, consertar aparelhos de tv e rádios, aprende-se uma teoria muito básica de como funcionam os componentes, aprende-se de diagramas de placas e como analisar sinais e consertar, basta não ser um analfabeto funcional. Mas muito diferente é a vontade de projetar o chip que decodifica o sinal de tv, mesmo que tenha a maior vontade do mundo, sozinho você nem ninguém aprenderia a projetá-lo. nem que tivesse acesso a todo conhecimento para tanto.
Você sozinho nem com livros nem com a internet, mesmo morando dentro de uma biblioteca de faculdade de Medicina conseguiria ser um médico. Nem um engenheiro.
Para saber Mecânica Quântica para gerar teorias que depois vão ser comprovadas ou não, na parte experimental, você precisaria de um conhecimento avançadíssimo de Matemática e de Física, mais do que os engenheiros sabem. Pergunte a qualquer pseudo que se diz conhecedor de Mecânica Quântica se ele sabe resolver uma equação diferencial ou integral. Se ele geralmente nunca ouviu falar disso, nunca chegará a saber nada do mundo quântico, pois demosntrou que não sabe nada da Matemática que precisa para validar suas teorias.
Repito, não há como pessoas comuns nem os pseudos saberem ou elaborarem altas teorias quânticas sem saber uma Matemática avançadíssima, que não se aprende sozinho por vontade, nem em quarenta anos. Mas você pode comprar uma luneta e aprender como encontrar planetas e cometas no céu, o conhecimento básico está aí, existem softwares que ajudam, mas novamente, para chegar no nível de ser um astrônomo profissional vai ter de cursar a escola da área, vai ter de fazer pós-graduação, não tem jeito, pois precisa conhecer muitos assuntos e provar que sabe. Os pseudos demonstram ter um parafuso frouxo quando ouvem um físico conceituado numa série do Discovery falando de Mecânica Quântica como “um mundo onde tudo é possível e paradoxal”, e os pseudos pegam esse chavão e acham que as teorias que saem das cacholas deles se justificam e estão certas, porque se realiza na afirmativa de que “tudo é posível”, e se estão certos, e sempre estão certos, a NASA e todo o meio científico mentem porque não chegaram nem divulgam as conclusões “brilhantes” deles. Não lhe parece isso uma disfunção da mente cognitiva? Não parece, é.
Enfim, qualquer conhecimento não pode ser assimilado por qualquer um, mesmo que tenha a maior vontade do mundo.
João
04/03/2012 em 01:58 (UTC 1) Link para este comentário
Se ninguém pudesse fazer nada sozinho, nada existiria, pois o primeiro que pesquisou sobre algo o fez sozinho.
Vontade é a primeira coisa necessária. Uma pessoa que queira fazer algo, pode esbarrar sim em outras questões, mesmo tendo vontade.
Vc deve ter usado o exemplo da eletrônica pq realmente existentes técnicos que consertam TVs e rádios aos montes por aí, e a maioria nem conclui os estudos básicos. Nunca gostei de conserto, prefiro criar as coisas. Já fiz circuitos pra várias coisas e meu trabalho final da faculdade é um aparelho, um produto para controle industrial. Nada de novo confesso, é apenas uma versão mais barata das existentes. Mas mesmo já existindo, estamos criando nossa própria versão.
Criar um chip não é muito diferente para quem cria um circuito, pois um chip nada mais é do que um circuito integrado em uma pastilha.
Entenda que não estou dizendo que quem passa a vida assistindo televisão, de uma hora para outra vai criar algo só pq teve vontade, menos ainda teorias sobre um novo conhecimento.
Entretanto, generalizar que ninguém é capaz sem ter frequentado faculdade, mesmo que este alguém leia, experimente, e conclua por si só ou valide as conclusões já existentes sobre um tema, é um pensamento bem limitado.
Óbvio que este alguém precisa ter acesso ao conhecimento e hoje em dia isso é mais fácil cursando faculdade, fazendo mestrado, etc. Mas nada impede que isso possa ser feito em outro ambiente.
Cai mais uma vez no que eu falei sobre possibilidades nas várias respostas que dei. Tudo é possível sim, basta que tenhamos as explicações corretas e válidas para isso. Agora realmente sonhar com algo e sair dizendo que é possível só pq sonhou, não torna esse algo possível.
Seu comentário não está errado se vc não generalizar e mostrar as exceções. Eu concordo que para realizar algo com conhecimento tecnológico é para poucos. E que criar algo novo do nada é para menos pessoas ainda. Mas generalizar não é correto pois vira e mexe aparece uma exceção. Mas esta exceção é claro não será mais um zumbi da sociedade, isso é fato.
Já ouviu falar sobre Vivien Thomas? Este senhor é um belo exemplo não acha?
Jonas
05/03/2012 em 04:58 (UTC 1) Link para este comentário
João,
Os exemplos que citei foram muito claros e pontuaram o contexto que você bem poderia captar para perceber outras situações.
Quem tem generalizado é você, quando agora mesmo acabou de repetir a generalização ao dizer “tudo é possível, sim”.
Mais uma vez digo, é uma visão muito equivocada a sua, porque “tudo” aí envolve conhecimento estratificado e diverso em muitidisciplinas e muiltiprofissões, que se expande além do horizonte imaginado em várias direções, estando o topo do conhecimento (do qual nada se sabe publicamente) nas pesquisas nas universidades, laboratórios de empresas farmacêuticas, na NASA, ESA, em grandes empresas como IBM que está desenvolvendo computadores quânticos confiáveis, por exemplo. E ninguém faz nada sozinho quando se está num conhecimento de ponta. Vacinas, LHC, robôs para Marte, DNA, células tronco, colonização de Marte, são muitas e muitas pessoas trabalhando em grupos nessas situações por um motivo muito simples, o conhecimento é complexo e precisa de apoio de multi-áreas (pessoas novamente) para a coisa avançar.
Quando você diz “tudo” você está generalizando para todo o espectro do conhecimento, mas não tem como sabê-lo ou conhecê-lo por conta. É humanamente impossível aprender uma pontinha do conhecimento mais especializado se não se passar pelas escalas de aprendizado bem definidas, e por isso é que existem instituições que ensinam o conhecimento “em escala”. Saímos do básico passando pelo ensino médio, alcançando o superior e depois as pós-graduações, e por fim os laboratórios e instituições de ponta, que não vão aceitar ninguém para apreender e trabalhar o conhecimento de ponta sem que se tenha passado por todas as escalas anteriores, provando que se está apto, pelos títulos, para avançar até o topo. Quase nada hoje na área técnica, humanas, sociais, ou qualquer coisa de base científica que precise de altas matematica e fisica prescinde de formação educacional oficial acompanhados por instrutores capacitados (nunca é sozinho, sempre tem orientação de gente que mais sabe), seguindo currículos disciplinares para elevar o nível de conhecimento de acordo com uma metodologia.
Fora desse mundo oficial de formação você só tem acesso a conhecimento “merreca”, aliás, em conta gotas, ali ou acolá, e por isso você terá limitações definitivas para avançar, mesmo porque não encontrará ninguém plenamente gabaritado que o ajude fora das instituições, nem conseguirá montar laboratórios caríssimos e complicados. Você não vai aprender a fazer trabalho de campo de Arqueologia sem estar no campo com pessoas que sabem, dentro do grupo como aluno de graduação ou de pós, sendo orientado, muito menos você tem condições de aprender “tudo” pela internet ou dentro de uma biblioteca lotada de livros de qualquer área de interesse, com a vontade de por conta construir e programar um computador quântico ou aprender medicina, bioquímica, neurociência, mecânica quântica, astronomia profissional, farmácia, ou qualquer outra profissão de nivel superior, de forma completa, você não vai conseguir por conta. Isso já escrevi noutro post mas não custa repetir, porque parece que você não entendeu a dimensão da coisa e da complexidade do conhecimento do mundo atual.
Sinto muito, você está muito equivocado nesse “tudo”, não é realista. Desça das nuvens. Sua ideia só tem uma consequência, tentar validar a visão dos pseudos de que se pode fazer ciência e ter e fazer conhecimento de qualquer jeito. Nada disso. Tem pseudo com nível de Física de ensino médio que lê um livro do Hawking sobre buracos negros e não só acha que aprendeu como acha que sabe tudo do assunto e ainda que é capaz de criar nova teorias. E nunca resolveu uma equação integral. Um absurdo.
E se você sabe que 75% da população brasileira é analfabeta funcional, que significa que não sabe compreender o que diz um manual de instruções, você saberia por consequencia que nem todos estão minimamente aptos para avançar nas escalas de aprendizado por conta, exatamente porque não se avança para o próximo nível de conhecimento sem estar todo o anterior pronto e bem aprendido. Mas mesmo que uma pessoa não seja analfabeta funcional, com formação média completa, cairia nas limtações das situações expostas acima.
O conhecimento a ser aprendido de forma eficiente e correta está nas escolas, faculdades e nas instituições que pesquisam, e é assim mesmo porque o conhecimento não está no mesmo nível “rasteiro” e “simplista” de 500 anos atrás, nem de 100 anos atrás. E quanto mais para a frente, mais difícil ainda será aprender algo por conta sem estar dentro das instituições formadoras, a não ser que apareça um novo conhecimento que crie uma máquina conectada no cérebro que empurre conhecimento direto para as área de memória e aprendizado em algum momento do futuro.
Enquanto esse mundo não chega é muito importante e cada vez mais importante a educação formal, quem não estiver participando e aprendendo dentro das “escalas” de instuituiçoes de aprendizado e formadoras de conhecimento estará mal formado e mal empregado, bem como já acontece há muito tempo. O que você vai conseguir aprender sozinho estará num nível técnico ou de conhecimento muito baixo, quase desprezível frente a “tudo”.
Sempre há exceções, mas as exceções se chamam gênios e eles, mesmo eles, hoje, não prescindem aprender o conhecimento atual por instituições de ensino oficiais, porque também precisam de instrutores apontando os caminhos da mesma forma.
João
06/03/2012 em 00:06 (UTC 1) Link para este comentário
Opa
Dessa vez concordo uns 95% com vc. Só tenho umas ressalvas a fazer, principalmente ao que eu quis dizer e não consegui.
Espero agora esclarecer o que eu quero dizer com o “Tudo é possível”, embora vc já tenha falado algumas coisas.
Existem muitos conhecimentos dos quais ainda nem imaginamos e existem coisas que alguns já imaginam, suspeitam, ou até teorizam sobre, mas ainda não há a base que sustenta tal novo conhecimento para que ele seja realmente possível. É algo que o tempo vai dizer.
A excência do “tudo é possível” que eu quero passar é a seguinte:
É possível que eu esteja prestes a conceber um novo campo de conhecimento baseado em observações e cálculos que até o momento suportam esse tal novo campo, mesmo que ninguém ainda tenha o percebido? Sim, é possível. E também é possível que eu esteja errado.
É possível que eu morra esmagado entre um muro e parte das ferragens de um carro que estou dirigindo? Sim, basta que eu esteja em altíssima velocidade e perca o controle, ou algo assim. É possível que eu descubra uma nova forma de combater bactérias observando a reação do organismo de um paciente ao ser dado uma dose de um componenente químico A sendo que na verdade era para ser aplicado o componente químico B? Sim, é possível.
O “tudo é possível” é nesse sentido. É filosófico. E mesmo que algum dia alguém prove a existência de unicórnios voadores (embora seja uma possibilidade bem remota dado o conhecimento atual), não é disso que estive falando aqui.
O resto vc já disse e está certo.
A palavra que eu gostaria de ter usado era “Gênio” como vc disse. Raramente aparece um, mas quando aparece faz história.
E se tratando de gênio, ao meu ver, basta que ele tenha acesso à livros, laboratórios e equipamentos que ele vai longe.
No exemplo que dei do Vivien Theodore Thomas, a evolução da medicina naquele momento estava nas mãos dele. Ele teve acesso ao conhecimento facilitado devido à parceria com o Dr. Alfred Blalock, mas ele já estudava intensamente por conta própria devido ao sonho de cursar medicina.
Quanto ao que vc diz sobre o conhecimento de hoje não ser como era há 100 anos, e que hoje é mais difícil querer fazer as coisas por conta própria, concordo plenamente. Mas imagino que como o conhecimento evolui, nós também evoluímos e poderemos ser capazes de lidar com isso sem maiores problemas. Tenho observado as crianças de hoje em dia e elas parecem ser bem mais inteligentes que as de décadas atras. Isto é apenas uma especulação minha e eu posso estar completamente enganado caso esta inteligência, seja por exemplo, devido à falta de repressão dos pais de hoje em relação aos pais de antigamente. Quem sabe?
Quando digo que alguém pode aprender as coisas por conta própria, quero dizer que a inteligência pode ser trabalhada e melhorada. É claro que nisso não entram as pessoas que nunca desenvolveram nada na vida. E é bem restrito para as que desenvolveram algo difícil, técnológico, ou que pelo menos tenham uma mente voltada para isso. Também sei que desta maneira será bem massante chegar a um conhecimento de ponta como vc mesmo citou.
Mas de qualquer forma, eu nunca disse sobre alguém se tornar polivalente em áreas de conhecimento ou ser “top” em algum conhecimento específico.
E nos dias de hoje, se alguém começa a aprender as coisas por conta própria e chega no limite de apenas faltar acesso à equipamentos modernos para validar seus experimentos e chegar as suas próprias conclusões, este alguém será convidado a participar da vida acadêmica.
É isso. Abraço
Carlos Oliveira
06/03/2012 em 02:16 (UTC 1) Link para este comentário
João,
Note o que o próprio João disse

O próprio Vivien precisou dos conhecimentos e da ajuda de alguém da academia, que sabia o que fazia, para se poder tornar alguém competente. Não foi sozinho, nem foi porque soubesse de tudo, nem foi porque acordou de manhã a saber mais que os outros
Teve que ler livros de pessoas com crédito elevado que lhe transmitiram o conhecimento. E teve que se basear nos seus amigos que já eram especialistas nisso.
Os génios não pensam de forma “isolada”, como os pseudos querem fazer crer.
Não é qualquer um que sozinho chega a “curas milagrosas”, contra todos os especialistas no assunto.
O Vivien não disse o contrário dos especialistas. Pelo contrário, apoiou-se neles para chegar a conhecimento mais além.
O mesmo fez Einstein, aliás.
Sem o seu amigo Besso, e vários outros, Einstein não teria sido… Einstein.
Ideias ele tinha, mas para a matemática, sobretudo, teve que pedir ajuda aos especialistas.
Novamente reafirmo que os génios não pensam de forma “isolada” nem estão contra os especialistas, como os pseudos querem fazer crer.
abraços
João
06/03/2012 em 03:30 (UTC 1) Link para este comentário
Sim, é verdade.
Mas quando excluo a presença de uma pessoa, é a presença física dessa pessoa (instrutor). Presença essa que se dá através dos livros.
No entanto, através de livros o aprendizado é de certa maneira “estático”, o que torna o aprendizado um pouco mais difícil.
Mas beleza. Valeuu.
Abraço
Carlos Oliveira
01/04/2012 em 02:39 (UTC 1) Link para este comentário
Ainda sobre a natureza da ciência, e sobre como as pessoas acham que as suas opiniões (erradas) valem mais que o conhecimento dos assuntos, leiam esta thread:
http://www.facebook.com/astropt/posts/349779311724673
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