Para ser planeta teria que respeitar 3 critérios: orbitar o Sol, ser esférico, e “limpar a vizinhança”. Claramente Plutão não conseguiu limpar a vizinhança, e encontra-se numa Cintura de Kuiper juntamente com muitos outros objetos similares a si próprio. Daí ser considerado Planeta-Anão. Tal como Ceres, por exemplo, na Cintura de Asteróides.
Jan 25
Porque Plutão não é um planeta?
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Acerca do autor(a)

Carlos Oliveira
Carlos F. Oliveira é astrónomo e educador científico. Licenciatura em Gestão de Empresas. Licenciatura em Astronomia, Ficção Científica e Comunicação Científica. Doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas. Criou e leccionou durante vários anos um inovador curso de Astrobiologia na Universidade do Texas. É actualmente Research Affiliate-Fellow em Astrobiology Education na Universidade do Texas em Austin, EUA. Trabalhou no Maryland Science Center, EUA, e no Astronomy Outreach Project, UK, recebeu dois prémios da ESA, e realizou várias palestras e entrevistas nos media.
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13 comentários
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Ana Guerreiro Pereira
25/01/2012 em 18:03 (UTC 1) Link para este comentário
Mas é fofinho!!!
:D:D
Carlos Oliveira
26/01/2012 em 02:47 (UTC 1) Link para este comentário
Eu também… e não sou planeta!
LOL
Cavalcanti
25/01/2012 em 22:30 (UTC 1) Link para este comentário
Finalmente, consegui compreender o porque de Plutão ser rebaixado à categoria “planeta-anão”:
“(…) e encontra-se num Anel de Kuiper juntamente com muitos outros objetos similares a si próprio.”
Obrigado, Carlos.
Carlos Oliveira
26/01/2012 em 02:46 (UTC 1) Link para este comentário
Plutão é o elemento mais importante do seu grupo de amigos
Mariana
26/01/2012 em 00:21 (UTC 1) Link para este comentário
Entendo e aceito a justificativa do ‘rebaixamento’ de Plutão, mas confesso que senti uma vontade imensa de participar dos protestos contra! hahaha
Pra mim, sempre existirão 9 planetas! Coisa de criança, sabe?
http://plutovian.files.wordpress.com/2009/11/pluto_protest.jpg
Carlos Oliveira
26/01/2012 em 02:43 (UTC 1) Link para este comentário
Muitos americanos sentiram isso, porque tinha sido o único planeta descoberto por um americano…
Pessoalmente, já não considerava Plutão um planeta desde 2001. Desde que vi as razões expostas no Planetário de NY, e concordei totalmente com o que era dito
Mariana
26/01/2012 em 03:23 (UTC 1) Link para este comentário
Tomando as palavras da Ana lá em cima como minhas: mas ele é fofiiinho! hehehe
Ricardo Reis
26/01/2012 em 02:13 (UTC 1) Link para este comentário
Só um pequeno reparo.
Em Portugal costumamos usar “cinturas” e não anéis. Cintura de Kuiper e Cintura de Asteróides.
Carlos Oliveira
26/01/2012 em 02:42 (UTC 1) Link para este comentário
Tens razão. Vou modificar essas palavras no post
Cheers
Xevious
26/01/2012 em 02:28 (UTC 1) Link para este comentário
É .. mas se tivessem medido corretamente Éris, naquela época, não teria existido a polêmica se Plutão continuaria a ser planeta ou não.
Ou seja por um erro humano (ou tecnolológico) plutão foi rebaixado..
Mas ele em si, nem deu bola pra isso..
Carlos Oliveira
26/01/2012 em 02:41 (UTC 1) Link para este comentário
Plutão recebeu o tratamento que Ceres recebeu uns anos antes.
Como foi o 1º a ser descoberto na zona, pensava-se que era planeta. Depois percebeu-se que havia muitos irmãos e primos perto, e por isso não seria planeta.
É um processo normal
Ricardo De Castro [ROCA]
26/01/2012 em 13:47 (UTC 1) Link para este comentário
A definição da IAU somente se aplica ao nosso Sistema Solar. Mesmo assim, trata-se de uma especificação controversa. A terceira regra (o corpo tem que limpar sua órbita) é inconsistente.
Alan Stern, coordenador da missão New Horizons critica esta decisão da IAU. Ele especula que se descobrirmos um objeto das dimensões de Marte (ou maior) nos confins do Sistema Solar, bem além do cinturão de Kuiper, esta decisão irá ser severamente questionada e provavelmente modificada.A existência de um “planeta X” é até plausível pois sabemos que os gigantes gasosos não estiveram sempre nas posições atuais e que um ou outro planeta massivo talvez tenha sido ejetado nos primórdios da formação do Sistema Solar.
“Alan Stern insiste que o número de planetas, segundo a sua concepção, em nosso sistema solar é mais parecido com 1.000, sendo a grande maioria composta de mundos gelados anões, vários deles distribuídos nos 15 bilhões de quilômetros de largura do cinturão de Kuiper, a grande região do Sistema Solar repleta de objetos candidatos.”
Vale a pena uma leitura neste interessante crítica, aqui:
As grandes luas devem ser chamadas de planetas-satélite?
http://eternosaprendizes.com/2010/05/25/as-grandes-luas-devem-ser-chamadas-de-planetas-satelite/
Fica o debate aberto para discutirmos!!!
Carlos Oliveira
26/01/2012 em 18:05 (UTC 1) Link para este comentário
Plutão não é planeta…
Mas concordo com as críticas, e também concordo que se for encontrado um “Marte” para lá de Plutão, então deverá dar muita confusão…

Eu colocaria esse planeta X, do tamanho de Marte, como planeta…
Faço notar que esta discussão não é científica, mas é meramente numenclatura.
E, como você disse, e muito bem, aplica-se ao nosso sistema solar… porque quando pensarmos verdadeiramente noutros exoplanetas, então é que vai ser confusão da grossa
abraços
A Imagem mais detalhada de Plutão (visto da Terra) » AstroPT - Informação e Educação Científica
27/09/2012 em 19:40 (UTC 1) Link para este comentário
[...] independentemente da sua recente despromoção a planeta anão pela União Astronómica Internacional (mais precisamente a 24 de agosto de 2006), a verdade é que [...]