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Fev
19

Céu dos Índios

O jornal Folha tem uma página interessante sobre como as constelações são diferentes para os ocidentais e para os índios, olhando para a mesma zona do céu.
Vejam aqui.

Estas diferenças em fazer desenhos no céu e subsequentemente criar mitos sobre esses desenhos subjectivos é uma das muitas razões da astrologia ser treta.
Exemplo: com basicamente as mesmas estrelas do signo carneiro pode-se desenhar uma cadeira e imaginar (criar o mito) que foi posta lá para fazer descansar os deuses. Neste caso as mesmas estrelas que supostamente dizem que as pessoas nascidas sob o signo carneiro são impulsivas, combativas, teimosas, com iniciativa, etc, passam agora a dizer que essas mesmas pessoas são é umas grandes preguiçosas que nunca levantam o traseiro para fazer nada.
Como se percebe, tudo muda sobre a suposta “personalidade” das pessoas, só porque se muda o desenho no céu feito subjectivamente por qualquer miúdo de 3 anos que se queira divertir a unir pontos.


Acerca do autor(a)

Carlos Oliveira

Carlos F. Oliveira é astrónomo e educador científico. Licenciatura em Gestão de Empresas. Licenciatura em Astronomia, Ficção Científica e Comunicação Científica. Estudante de doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas em Austin nos EUA. Trabalhou no Maryland Science Center nos EUA e no Astronomy Outreach Project no Reino Unido, recebeu dois prémios da ESA, e realizou várias palestras e entrevistas nos media. Criou e lecciona um inovador Curso de Astrobiologia na Univ. do Texas

3 comentários

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  1. #1
    Carlos Oliveira disse:

    A astrologia continua parada num tempo geocêntrico em que se pensava que os céus só existiam para os Humanos, porque os Humanos são o que de mais importante existe no Universo (o resto é paisagem para adorar os Humanos… tal como quando se fala nos diversos deuses pelos céus).

    É um falhado geocentrismo psicológico que persiste em várias coisas, incluindo a astrologia.

  2. #2
    José Gonçalves disse:

    Para quem tiver o Stellarium também é possível escolher as constelações de outras culturas, como as constelações chinesas e outras.

  3. #3
    Dinis Ribeiro disse:

    Cada vez vejo mais nítidamente que a astronomia e a antropologia têm “ligações” que se podem explorar e estudar muito mais profundamente:

    Por exemplo: As constelações da Lusofonia…

    Imagino que em todos os países em que se usa a lingua Portuguesa deverão existir “outras culturas” que tinham as suas constelações e a sua astronomia antes do contacto com a lingua Portuguesa…

    Alguém conhece um livro ou artigo sobre o assunto?

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