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Abr 11

Descobertas buckyballs sólidas no espaço

“Astrónomos, utilizando dados do telescópio Espacial Spitzer, descobriram pela primeira vez no espaço buckyballs no estado sólido. Antes desta descoberta, estas esferas microscópicas de carbono tinham apenas sido encontradas no espaço no estado gasoso. (…)
São compostas por 60 átomos de carbono dispostos numa esfera oca, com estrutura semelhante à de uma bola de futebol. Esta estrutura fora do comum torna-as ideais para aplicações eléctricas e químicas na Terra, como, por exemplo, materiais supercondutores, medicamentos, purificadores de água, etc.
Usando o Spitzer, os cientistas detectaram partículas minúsculas de matéria em torno de um par de estrelas chamado “XX Ophiuchi,” a 6500 anos-luz da Terra. Estas partículas consistiam em buckyballs empilhadas e foram detectadas em quantidade suficiente para encher o equivalente em volume a 10000 montes Evereste.
“As buckyballs encontram-se empilhadas como laranjas numa caixa de modo a formarem um sólido”, disse o professor Evans. “As partículas que detectámos são minúsculas, muito menores do que a largura de um cabelo, mas cada uma deve conter pilhas com milhões de buckyballs“.
As buckyballs foram reconhecidas pela primeira vez no espaço pelo Spitzer, em 2010. Posteriormente, este telescópio identificou as moléculas numa série de diferentes ambientes cósmicos, encontrando-as em quantidades assombrosas – o equivalente em massa de 15 luas da Terra – numa galáxia vizinha, a Pequena Nuvem de Magalhães. Em qualquer destes casos, as moléculas estavam no estado gasoso.
A recente descoberta significa que grandes quantidades destas moléculas devem estar presentes em alguns ambientes estelares para se ligarem e formarem partículas sólidas. Através dos dados de Spitzer, a equipa de investigação foi capaz de identificar o estado sólido das buckyballs por emitirem luz duma forma única que difere da forma gasosa.
“Este emocionante resultado sugere que as buckyballs estão ainda mais difundidas no espaço do que os anteriores resultados do Spitzer mostravam”, disse Mike Werner, cientista do Spitzer no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, Califórnia. “Podem constituir uma importante forma de carbono, um componente essencial para a vida, em todo o cosmos.” (…)”

Leiam o artigo completo no Portal do Astrónomo.
Leiam também em inglês, aqui, aqui, e aqui.

Acerca do autor(a)

Carlos Oliveira

Carlos F. Oliveira é astrónomo e educador científico. Licenciatura em Gestão de Empresas. Licenciatura em Astronomia, Ficção Científica e Comunicação Científica. Doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas. Criou e leccionou durante vários anos um inovador curso de Astrobiologia na Universidade do Texas. É actualmente Research Affiliate-Fellow em Astrobiology Education na Universidade do Texas em Austin, EUA. Trabalhou no Maryland Science Center, EUA, e no Astronomy Outreach Project, UK, recebeu dois prémios da ESA, e realizou várias palestras e entrevistas nos media.

3 comentários

  1. Cavalcanti

    Excelente artigo, Carlos!

    :P

    Só tenho especial preocupação nesse trecho:

    “São compostas por 60 átomos de carbono dispostos numa esfera oca, com estrutura semelhante à de uma bola de futebol”

    Tomara que os sanguessugas da FIFA não inventem uma Copa do Mundo Cósmica.

    :(

    1. Carlos Oliveira

      O artigo é do Portal do Astrónomo ;)

      1. Cavalcanti

        Sim, mas você trouxe à nós esta notícia, não?

        ;)

        (…)

        Abraços.

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