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Abr 22

Escuridão permanente na bacia de Goethe

Duas crateras com cerca de 25 km de diâmetro localizadas no interior da bacia de Goethe, em Mercúrio. Imagem captada a 29 de Março de 2012 pela sonda MESSENGER.
Crédito:NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

Localizadas nas extensas planícies setentrionais de Mercúrio, as duas crateras retratadas nesta imagem mantêm porções do seu interior permanentemente imersas na escuridão. Estas áreas sombrias albergam estranhos materiais brilhantes ao radar, um facto que as torna um importante alvo para a campanha de mapeamento tridimensional em alta resolução a decorrer nesta primeira extensão da missão MESSENGER. Leiam mais sobre estas interessantes regiões de Mercúrio aqui.

Acerca do autor(a)

Sérgio Paulino

Sérgio Paulino licenciou-se em Análises Clínicas e Saúde Pública e fez o seu percurso profissional por algumas áreas do diagnóstico clínico laboratorial, incluindo o diagnóstico de anomalias cromossómicas. Actualmente realiza numa instituição pública o estudo e monitorização de Cianobactérias e toxinas associadas em albufeiras portuguesas. Interessa-se por diversas áreas da ciência, mas nutre uma paixão especial pela Astronomia. Tem um fascínio particular pela exploração do Sistema Solar, pela descoberta de outros sistemas planetários, e pela possibilidade de existência de vida extraterrestre.

4 comentários

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  1. Bruno Alves

    Sempre que vejo fotos da sonda MESSENGER , as imagens parecem invertidas, existe alguma explicacao?
    Quando digo invertidas refiro-me a ver montes em vez de crateras. Serei o unico a ter esta percepcao? :-) cumprimentos

    1. Sérgio Paulino

      Olá Bruno,

      Não, não és o único a ter esta percepção. :)
      A explicação está na maneira como os nossos cérebros interpretam as imagens. A nossa vivência na Terra fez-nos aprender que a luz vem sempre de cima, pelo que atribuimos grande importância à localização das sombras na interpretação de um cenário. No espaço o conceito de cima e baixo desaparece. Quando uma cratera ou uma colina estão iluminadas de uma forma invulgar (a partir de baixo), somos forçados a interpretar o cenário como o faríamos na Terra, ou seja, uma cratera passa a ser uma colina. Só com grande esforço é que vemos uma cratera sem mudarmos a orientação da imagem (eu já o consegui fazer). ;)

  2. Bruno Alves

    Interessante, rodei a foto 180 graus, e quando a voltei a ver, ja vejo crateras. :-) mais uma prova de como a nossa perspectiva pode mudar o nosso ponto de vista.

  3. Bruno Alves

    Obrigado Sergio,
    Cumprimentos

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