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Mai 01

Milhões de planetas sem estrelas influenciados pela matéria escura?

Em 2010, uma equipa de cientistas mapeou de forma bastante precisa a quantidade de matéria escura existente no aglomerado de galáxias conhecido como Abell 1689, que se encontra a 2.2 mil milhões de anos-luz de distância.
Este aglomerado é dos objectos mais massivos no Universo, e contém cerca de 1000 galáxias e triliões de estrelas.
Mas a maior parte da massa não é estrelas ou massa “normal”, mas será massa que nos é invisível e que não sabemos o que é: matéria escura.

Recentemente, como podem ler aqui e aqui, os cientistas foram mais longe, e teorizaram que neste aglomerado deverão existir inúmeros planetas, quiçá até super-terras, e alguns desses planetas, devido a se encontrarem em zonas de maior densidade de matéria escura, então esses planetas poderão ter a temperatura perfeita para conterem água no estado líquido à superfície. Mesmo sem estrelas perto, estes planetas receberão a energia da matéria negra.

“Scientists have recently theorized that invisible dark matter could warm millions of starless planets in regions such as Abell 1689 and make them habitable. Dark matter, the team believes, could keep the surfaces of such warm for trillions of years, outliving all regular stars and may ultimately prove to be the “dark” bastion of life in our universe. “I imagine 10 trillion years in the future, when the universe has expanded beyond recognition and all the stars in our galaxy have long since burnt out, the only planets with any heat are these, and I could imagine that any civilization that survived over this huge stretch of time would start moving to these dark-matter-fueled planets,” Hooper said.”

E os cientistas ainda foram mais longe: estes planetas poderiam ter as condições perfeitas para a vida tal como a conhecemos, mesmo sem terem estrelas perto.

E, pergunto eu: porque não também pensar em planetas feitos de matéria escura, e quiçá até existir vida baseada nessa matéria?
Afinal, a matéria “normal” e mais abundante no Universo é aquela a que chamamos de matéria escura. A nossa “matéria normal” são somente 4% do Universo, uma ínfima excepção num Universo gigantesco.

Acerca do autor(a)

Carlos Oliveira

Carlos F. Oliveira é astrónomo e educador científico. Licenciatura em Gestão de Empresas. Licenciatura em Astronomia, Ficção Científica e Comunicação Científica. Doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas. Criou e leccionou durante vários anos um inovador curso de Astrobiologia na Universidade do Texas. É actualmente Research Affiliate-Fellow em Astrobiology Education na Universidade do Texas em Austin, EUA. Trabalhou no Maryland Science Center, EUA, e no Astronomy Outreach Project, UK, recebeu dois prémios da ESA, e realizou várias palestras e entrevistas nos media.

2 comentários

  1. Kelvin Paul

    Já tinha pensado nisso também; se olharmos para as galáxias e nebulosas, é tudo muito abstrato, geometricamente belo também, mas não vemos qualquer tipo de “forma inteligente”, é a natureza por ela mesma.

    Se aplicarmos o mesmo conceito, realmente é possível planetas e vida feitos de matéria escura; se podem existir galáxias de anti-matéria, por que não astros de matéria escura?

    Se bem que, se especularmos demais, daqui a pouco os pseudos já estarão a usar da matéria escura para “cristais escuros, seres escuros, espíritos e aliens escuros….”

    “- eles não interagem com a luz, estão a nosso redor e nos afetam emocional e financeiramente…”

    eh, acho que cedo ou tarde isso será inevitável LOLOLOLOL

  2. Ricardo André

    Gosto, especialmente, do nome do cientista “Hooper”. Eu também tenho esperança :P e sim, concordo com o Kelvin. A diversidade é tão grande no universo que nem a imaginação mais fertil consegue “inventar” …

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