Devido à passagem do asteróide 2012 LZ1 pelas proximidades da Terra, tive uma sessão bastante interessante de perguntas-respostas no Facebook, sobre estes eventos.
A inteligência dos leigos nos assuntos vê-se nestas coisas: quando não sabem, perguntam aos especialistas nesse assunto. E todos nós somos leigos em milhares de assuntos. Daí que esta estratégia de fazer perguntas é a única atitude racional, inteligente, se quisermos saber mais desses assuntos.
Veja-se bem a diferença disto para os vigaristas, que nada entendendo dos assuntos, também não querem entender, tomando a atitude de irem para os seus blogs pessoais afirmarem o maior número de disparates para enganarem os acéfalos que os lêem.
Deixem-me colocar aqui um resumo dessa sessão de perguntas-respostas já que alguns dos nossos leitores poderão também ter algumas destas dúvidas.
Pergunta: o evento foi uma surpresa?
Resposta: o asteróide foi descoberto há 4 dias. Entretanto perdeu-se tempo a fazer contas para se compreender a trajectória. Por isso, pegou toda a gente de surpresa. E é uma surpresa meio desagradável, porque ele é grande, e é surpreendente até que não se tenha detectado antes…
Pergunta: então estamos mesmo cegos e sujeitos a surpresas?
Resposta: Sim e não. Já temos conhecimento de imensos asteróides, por isso não estamos totalmente cegos. Por outro lado, sabemos que surpresas destas podem acontecer. Sabemos isto pela ciência, pelas observações, e pela matemática. Por isso, os cientistas sabem disto. Aliás, temos colocado algumas notícias destas, como este meteoro na Indonésia. Nada disto é escondido, como os vigaristas querem fazer crer. Pelo contrário, a informação, o conhecimento é divulgado para toda a gente que quiser aprender. É importante também perceber que tudo isto é estudado pelos cientistas, nunca pelos ignorantes pseudos que só vigarizam as pessoas e nada estudam.
Pergunta: mas pode haver conhecimento que não é divulgado?
Resposta: claro. Qualquer pessoa individual tem segredos. Porque razão as empresas também não poderão ter? No entanto, quem acredita que a NASA esconde informações sobre asteróides, nem sequer sabe que o verdadeiro perigo não está nos asteróides que a NASA detecte, nem sequer tem noção que muitos asteróides são detectados por astrónomos (incluindo astrónomos amadores) por todo o mundo (e não pela NASA).
Pergunta: e se ele estivesse em rota de colisão com a Terra, faria muitos estragos?
Resposta: este asteróide tem 500 metros. O que provocou os estragos em Tunguska tinha 50 metros. O que extinguiu os dinossauros e 75% da vida na Terra tinha pelo menos 10 kms. Este asteróide de hoje acabaria certamente com um país ou vários países. Seria uma tragédia comparável à que extinguiu a cultura Clovis. Certamente que milhões de humanos já não chegariam ao Verão…
Pergunta: se fosse o caso de colisão, com 4 dias, seríamos avisados? Daria pelo menos para fazer uma despedida com muita cerveja!
Resposta: o aviso seria certamente feito, sobretudo se houvesse tempo para uma evacuação em massa dos países que os cientistas calculassem que o asteróide fosse bater. Mas muito provavelmente ficaria muita vida para trás (animais e plantas). Seria uma tragédia sem precedentes.
Pergunta: E todos esses asteróides que passam próximos da Terra, eles deixam algo para nós, por exemplo, que atravesse a atmosfera?
Resposta: Não. A não ser que passe pela órbita da Terra, e aí temos as chuvas de meteoros todos os anos na mesma data.
Pergunta: os asteróides são sempre negativos?
Resposta: Não. Numa perspectiva positiva, podem também ter sido eles a trazer os constituintes básicos da vida para a Terra… ou quiçá mesmo a vida bacteriana. Além disso, se não fossem eles a extinguir os dinossauros, etc, os mamíferos não se tinham desenvolvido. Ou seja, estamos cá devido a eles também.
Pergunta: há algum asteróide previsto para embater na Terra?
Resposta: Não, mas o asteróide Apophis, que tem 270 metros, pode bater cá em 2036. Só no ano 2029 se poderá ter a certeza se o Apophis irá colidir com a Terra ou não.
Pergunta: este é o maior perigo para os próximos anos?
Resposta: Não. O maior perigo não são os asteróides conhecidos, mas sim os desconhecidos, como expliquei neste artigo







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Kelvin Paul
15/06/2012 em 04:05 (UTC 1) Link para este comentário
“FAQ” hiper didático, Carlos! Realmente muito bom, acho que seria uma boa você fazer outros desse tipo, pergunta e resposta, com mais frequência. Eles vão direto a ponto; em tempos de Internet, objetividade aumenta a vontade de ler
Carlos Oliveira
15/06/2012 em 04:18 (UTC 1) Link para este comentário
Obrigado
Talvez se possam criar eventos, do género de chat rooms, no futuro, para este tipo de actividades
Vamos a ver se com uma plataforma nova, nos lembramos de colocar isso
Cavalcanti
15/06/2012 em 04:17 (UTC 1) Link para este comentário
Excelente artigo, Carlos!!
Claro e conciso.
Abraços.
“(…) se fosse o caso de colisão, com 4 dias, seríamos avisados? Daria pelo menos para fazer uma despedida com muita cerveja!”
Com certeza.
Carlos Oliveira
15/06/2012 em 04:21 (UTC 1) Link para este comentário
Obrigado
Pois, nessa parte, quando a Cris perguntou isso dessa forma, lembrei-me logo do Cavalcanti, que iria à festa de certeza!
eheheheh 
Cavalcanti
15/06/2012 em 04:34 (UTC 1) Link para este comentário
Ahh, mas com certeza eu iria!!!
Abraços.
Jonas
15/06/2012 em 18:58 (UTC 1) Link para este comentário
Cavalcanti,
“com cerveja”? ..rssss… Quem nesse planeta de 7 bilhões de alma, com tantos crentes e ignorantes, teria uma capacidade de “se entregar” ao seu destino de forma tão inócua aos outros?
Nossa, a verdade é que haveria destruição, saques, confusão, estados de sitio, em qualquer lugar do mundo, mesmo nos lugares que sabidamente não seriam afetados diretamente pela queda, pois quem acreditaria nos cientistas e nos cálculos da NASA, ESA, russos e chineses?
Nessas horas ninguém acreditaria em ninguém, seria um grande caos. A civilização é uma grande criança que acredita em deuses e ideologias mas na hora do vamos ver, se comportam como animais procurando sobreviver.
Renato Romão
15/06/2012 em 20:35 (UTC 1) Link para este comentário
“Nessas horas ninguém acreditaria em ninguém, seria um grande caos. A civilização é uma grande criança que acredita em deuses e ideologias mas na hora do vamos ver, se comportam como animais procurando sobreviver.”
Enfim… Esta é a mais pura da realidade. Concordo plenamente.
Abraço.
Cavalcanti
15/06/2012 em 21:12 (UTC 1) Link para este comentário
Jonas,
No dia em que um asteroide chocar-se no mar, e provocar tsunamis maiores do aqueles da palestra do deGrasse, já está preparada minha prancha de surf e uma caixa de cerveja acoplada à esta. (risos)
Brincadeiras à parte, sim, evidentemente, tens toda razão:
veríamos um caos total – caso fossem esgotadas todas as possibilidades evasivas contra um impacto iminente. Sobre essa problemática – da NASA vir logo à público noticiar que um trambolho de 10km de diâmetro, por exemplo, se chocará com nosso planeta, tal como querem os pseudos e como se isso fosse salvar as nossas vidas – já expus uma opinião a respeito disso meses atrás:
http://astropt.org/blog/2011/12/12/ressonancias-da-torrada-das-17h/#comment-50026
http://astropt.org/blog/2011/12/12/ressonancias-da-torrada-das-17h/#comment-50028
http://astropt.org/blog/2011/12/12/ressonancias-da-torrada-das-17h/#comment-50030
Abraços.
jonas
16/06/2012 em 02:05 (UTC 1) Link para este comentário
… pois é, Romão, e o mundo não seria mais o mesmo depois de 4 dias de caos na “civilização”…
Renato Romão
15/06/2012 em 20:31 (UTC 1) Link para este comentário
Ahaha!
Grande abraço estimado Cavalcanti.
Cavalcanti
15/06/2012 em 21:16 (UTC 1) Link para este comentário
Penso que o Renato, no caso de uma catástrofe cósmica, também faria uma festa da cerveja.
Ou não?
Abraços, amigo.
Renato Romão
15/06/2012 em 21:54 (UTC 1) Link para este comentário
Claro que faria.


Tinha era que haver cerveja Sagres.
Afinal… Seriam os últimos momentos.
Aquele abraço amigo.
Cavalcanti
15/06/2012 em 22:10 (UTC 1) Link para este comentário
Renatão, prefiro a Heineken.
Abraços.
Júlia Canassa (@aishiterumo)
15/06/2012 em 04:30 (UTC 1) Link para este comentário
Sou apaixonada por astronomia desde pequena; observava e fazia mapas do céu, assistia a documentários e lia vários livros. Hoje eu não mudei muito, continuo fascinada por tal ciência e sempre que posso passo nos blogs, incluindo o seu. Obrigado pelo FAQ muito bem feito.
Carlos Oliveira
15/06/2012 em 04:40 (UTC 1) Link para este comentário
Obrigado Júlia
Filipe Dias
15/06/2012 em 10:09 (UTC 1) Link para este comentário
As chuvas de meteoritos estão associadas à queda de coisas, e para isso é preciso haver coisas
Um asteróide não costuma ter muitas coisas associadas em quantidade suficiente que “fiquem para trás” para caírem cá.. Os cometas sim, já que o vento solar os faz libertar esse material (a cauda do cometa). Tipicamente isso fica quase que “à deriva” só ao sabor do vento solar no espaço até que a Terra passe por lá, altura em que esses detritos cairão, brilhando, e originando as tais chuvas.
Carlos Oliveira
15/06/2012 em 18:51 (UTC 1) Link para este comentário
Sim, tens toda a razão.
O que aconteceu foi que em várias respostas justapus asteróides e cometas, porque percebi que as perguntas iam nessa direcção também
abraços!
Diana Barbosa
15/06/2012 em 14:46 (UTC 1) Link para este comentário
Bela sessão de Q&A.
Acho que fizeste bem em a partilhar aqui já que nem sempre dá para acompanhar as conversas no Facebook.
Foi elucidativa em muitos aspectos
Carlos Oliveira
15/06/2012 em 18:44 (UTC 1) Link para este comentário
Obrigado
fernanndo
15/06/2012 em 16:17 (UTC 1) Link para este comentário
No caso do cometa ELENIN que alguns dizem ser falso outros verdadeiro, existe a possibilidade de colisão em 7/11/2012? Percebe-se que ha muita controversia e segredos em torno de situações como estas, governos não conseguem remover populações inteiras de paises e teme o panico geral. Seria possivel guardar segredos sobre as colisões proximas?
Carlos Oliveira
15/06/2012 em 19:04 (UTC 1) Link para este comentário
O cometa Elenin, como tantos outros que passam perto do Sol, desfez-se. Acabou. Párem lá de falar dele.
Não há qualquer possibilidade de colisão, porque o cometa Elenin já NÃO existe.
Tudo sobre o Cometa Elenin:
http://astropt.org/blog/tag/cometa-elenin/
Não há quaisquer segredos ou controvérsia sobre situações como a do Elenin.
As observações do cometa Elenin foram maioritariamente feitas por AMADORES. Logo, a não ser que a paranóia seja tal de pensarem que toda a gente no mundo está contra eles (e aí é puro problema psicológico), ou então não há qualquer controvérsia. As conspirações são divulgadas por vigaristas que não sabem sequer o mais básico sobre o assunto.
Não seria possível guardar segredos sobre colisões próximas, porque todos os dias, milhares de astrónomos amadores perscrutam os céus.
Como eu disse neste post e noutro já anterior (com link neste post), o problema não está nos conhecidos, mas sim nos desconhecidos. E aí não pode haver qualquer segredo, porque ninguém tem informações deles.
abraços
fernanndo
15/06/2012 em 16:50 (UTC 1) Link para este comentário
O nome do cometa talvez não seja este elenin ou 2012 DA14 ? Mas tenho notado um aumento de fatos relacionados a rotas de cometas proximos a terra em maior numero nestes ultimos anos, será que algo esta a provocar estes fenomenos?
Carlos Oliveira
15/06/2012 em 19:11 (UTC 1) Link para este comentário
Sobre o 2012 DA14, já está referido aqui:
http://astropt.org/blog/2012/02/29/enorme-asteroide-ira-passar-pela-terra-para-o-ano/
O que eu sugiro é que os leitores procurem aqui pelo blog essas informações
Não há qualquer aumento de cometas, neste caso asteróides, próximos.
A percepção de aumento deve-se somente a muita mais informação disponibilizada e a melhores métodos de rastreio.
Kelvin Paul
15/06/2012 em 19:16 (UTC 1) Link para este comentário
Óbvio que está, Fernanndo!
Esse algo é o binômio causalidade+mídia, ou seja:
- Pedras cósmicas vagando pelo espaço como fazem há milhões ou mesmo bilhões de anos e casualmente cruzando suas trajetórias com as órbitas de planetas.
- A mídia, cibernética, televisiva, e todos os outros tipos, divulgando notícias do gênero para um número cada vez maior de pessoas; cada uma comentado cada vez mais o assunto e dando a impressão que um fato que no passado parecia inexistente, hoje é mais recorrente, quando na verdade não se intensificou de maneira alguma, pelo menos de uma maneira acima do esperado.
Lembre-se: só porque um fato é rotineiramente comentado, não quer dizer que ele esteja acontecendo mais frequentemente; apenas as pessoas estão falando mais que o normal sobre ele. Jogue a Internet no meio e você terá a impressão que tudo de repente começou a ser tornar mais frequente.
Jonas
15/06/2012 em 23:20 (UTC 1) Link para este comentário
A impressão que
- aumentaram o número de terremotos,
- aumentaram o numero de quedas de meteoros,
- aumentaram o número de cometas,
- aumentaram o número de ejeções de massa solar,
- aumentaram o número de deslizamentos de terra, chuvas, secas e furacões,
- aumentaram o número doenças e doentes
- aimentaram o número de assassinatos
Isso tudo em grande parte porque, como já disse o Carlos, porque aumentou a expansão da mídia que nos serve de notícias, do pequeno bairro de uma cidade minúscula até do outro lado do mundo, no nível do bairro de cada cidade. Uma enchente num único bairro de uma cidade repercute agora do outro lado do mundo, quando já era natural e ninguém de lá sabia, nem que existia aquela cidade.
É claro que sazonalmente pode aumentar o número de furacões, peguemos o caso dos EUA, por exemplo, devido a influência de La Nina/El Nino, mas isso não diz que aumentou o número deles todos os anos. Passado aquele ano do Katrina, os outros anos foram considerados “normais”, dentro do padrão. O efeito estufa pode realmente mudar e tornar nosso clima mais instável e menos acoplado às médias históricas, mas a grande maioria dos fatos citados acima é explicado pelo maior acesso a um excesso de informação, que há poucas décadas não se tinha.
Ricardo Correia
15/06/2012 em 18:21 (UTC 1) Link para este comentário
Qual é a origem destes asteróides? Cintura de asteróides? Cintura de Kuiper? Nuvem de Oort?
Carlos Oliveira
15/06/2012 em 19:16 (UTC 1) Link para este comentário
Alguns são simples “pedras” que andam por aqui perto, e que não se juntaram aos planetas.
Outros já pertenceram a planetas, mas devido a colisões foram arremessados e agora andam sozinhos pelo sistema solar.
Outros são “cometas mortos”, que já passaram tanto por estes lados que perderam as características de cometa (gelo).
E há vários tipos de asteróides. Veja por exemplo, os troianos:
http://pt.wikipedia.org/wiki/2010_TK7
Mas sim, tem razão. Normalmente considera-se que os asteróides vêm da Cintura de Asteróides.
Cintura de Kuiper é para os cometas de curta duração.
Nuvem de Oort é para os cometas de longa duração.
abraços
Renato Romão
15/06/2012 em 19:02 (UTC 1) Link para este comentário
É devido a estes tipos de exemplos que consulto todos os dias o astroPT. Entre outras consultas na web que faço diariamente. Pois nisto sou muito metódico e pragmático. A veracidade da informação está patente no vosso trabalho.
No entanto, penso que tenha passado ao Carlos uma pergunta que fiz num post recentemente. Pois estava realmente curioso de saber a resposta.
Aqui: http://astropt.org/blog/2012/06/03/colisao-entre-a-via-lactea-e-andromeda/#comments
Carlos Oliveira
15/06/2012 em 19:56 (UTC 1) Link para este comentário
Não tinha reparado. Peço desculpa pela demora na resposta
Respondi agora
abraços!
Edson soares
13/09/2012 em 15:31 (UTC 1) Link para este comentário
Ola.Carlos
Vi agora esta matêria no terra mas me ocorreu uma duvida,apesar de como esta dito que não ha perigo de colizão com a terra este asteroide é classificado como potencialmente perigoso seria pelo poder de atraçao da terra que ele recebe essa classificaçao ?
Não sei se eu estou fazendo pergunta boba ou a materia esta vaga
Ajuda ai por favor
abraços
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6149760-EI301,00-vc+reporter+asteroide+passara+proximo+a+Terra+nesta+sextafeira.html
Sérgio Paulino
13/09/2012 em 17:48 (UTC 1) Link para este comentário
Olá Edson,
Um asteróide é considerado potencialmente perigoso se reunir duas condições: realizar aproximações à Terra a distâncias inferiores a 7,48 milhões de quilómetros (estão aqui excluídas as aproximações de objectos em órbitas ressonantes estáveis); e possuírem uma magnitude absoluta (H) de 22,0 ou superior (a magnitude absoluta permite calcular o diâmetro aproximado de um objecto; um asteróide com um H=22,0 deverá ter cerca de 150 metros de diâmetro). Ou seja, mesmo que se conheça com precisão a órbita de um asteróide e que saibamos que o risco de impacto com a Terra é praticamente nulo, se forem reunidas as duas condições descritas em cima, esse objecto será obrigatoriamente classificado como potencialmente perigoso.
Edson soares
13/09/2012 em 21:58 (UTC 1) Link para este comentário
Obrigado Sergio pela resposta, já agora no g1 a matêria saiu mais completa
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/asteroide-perigoso-vai-passar-perto-da-terra-na-noite-desta-quinta-feira.html
Carlos Oliveira
13/09/2012 em 23:57 (UTC 1) Link para este comentário
http://astropt.org/blog/2012/09/13/asteroide-2012-qg42/

abraços!
Poderá a cintura de asteróides transformar-se num planeta? » AstroPT - Informação e Educação Científica
02/10/2012 em 17:43 (UTC 1) Link para este comentário
[...] Já no passado, tive uma interessante e espontânea sessão de perguntas e respostas, a partir de perguntas que me fizeram no facebook sobre perigo de asteróides. Leiam aqui. [...]