Supercontinentes: Passado e Futuro

Num estudo reproduzido pela CNN (original da Nature), o geólogo Ross Mitchell, da Universidade de Yale, propõe uma teoria para explicar um novo continente que será formado entre 50 a 200 milhões de anos no futuro. “O processo é um reflexo do comportamento natural das placas tectônicas que constituem o planeta, que tende a unir e separar as massas em ciclos constantes.” (tecnomundo)

Até agora ocorreram oito supercontinentes:

1-      Vaalbara (há 4 mil milhões de anos). Foi o primeiro supercontinente teorizado.

2-      Kenorland (há 2,7 mil milhões de anos). Provavelmente formado durante a Era Arqueozóica.

3-   Nuna (entre 1,8 e 1,5 mil milhões de anos), conhecido também como Columbia ou Hudsonland. Ocorreu durante a Era do Paleoproterozoico.

4-       Rodinia (há mil milhões de anos). Rompeu-se em oito continente há cerca de 700 milhões de anos, na Era Neoproteozóica.

5-      Panótia (há 600 milhões de anos). Ter-se-á quebrado há cerca de 540 milhões de anos, durante o período Pré-câmbrico.

6-      Pangea (há 300 milhões de anos atrás). Existiu durante cerca de 100 milhões de anos, até à Era Mesozoica.

7-      Laurásia (há 200 milhões de anos). Formada pelos continentes do hemisfério norte

8-   Gondwana (há 200 milhões de anos). Laurássia e Gondwana foram formados pela divisão de Pangea. Este era formado pelos continentes do hemisfério sul.

Segundo Mitchell, a Amasia irá formar-se entre 50 a 200 milhões de anos — o investigador afirma que o processo já está na metade de seu ciclo de formação.

Vejam este Video da formação de continentes de agora até daqui a 100 milhões de anos:

Um outro Vídeo, e texto, pode ser  visto neste blog da CNN

Já aqui no nosso AstroPT, o Carlos Oliveira escreveu um pouco sobre o supercontinente Amásia, com vídeos muito interessantes. Podem ler aqui.

“Amasia is what scientists are calling the supercontinent that they predict will form as the continents we know and love drift toward one another and collide, closing the Arctic Ocean and fusing around the North Pole. Antarctica may be left out as a loner, however, as Australia snuggles up to Asia between India and Japan.”

No blog do Discover Magazine podem ler um artigo excelente acerca deste tema.

 No futuro teremos, pelo menos, dois supercontinentes:

1-      Pangeia Última ou Neopangea (daqui a 250 milhões de anos)

2-      Amásia (daqui a 250 milhões de anos).

14 comentários

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  1. E “Ur”, quando foi formado?

    1. Ur é hipotético (não considerado por todos) e era pequeno, até para continente.

      Deve ter sido por isso que o Dário (o autor deste texto) não o incluiu aqui 😉
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Ur_(continente)

      abraço!

  2. Sensacional. É o tipo de assunto que eu passaria horas lendo sobre, mesmo atuando em um campo diferente.

    • Luiz Felipe Alves on 09/11/2017 at 18:15
    • Responder

    Gostei muito do trabalho e dos comentários, que demonstram que ainda temos pessoas que pensam sobre nossa existencia e origem deste minusculo planeta na imensidão do universo. parabéns

  3. eu quero saber oq e dinosauro tenho 15 anos

  4. Só uma pequena correcção: deve-se dizer período Câmbrico e não “cambriano”. O Pré-Câmbrico corresponde a um eon (em linguagem comum, é um período de tempo, mas o mesmo não se aplica em linguagem geológica). 🙂

    Nesta tabela da página da Univ. de Coimbra estão indicados os eons, eras, períodos e épocas geológicas. Talvez ajude a contextualizar:

    http://fossil.uc.pt/pags/escala.dwt

    1. Obrigado Diana! Corrigido

      1. 😉

  5. Quando aparecem “novas” teorias para “explicar” coisas que ainda não aconteceram, nem vão acontecer “tão cedo”, eu começo a torcer o nariz.. Se em contrapartida aparecesse uma nova teoria/ideia que se encaixe bem no que já temos, e segundo a qual se pode extrapolar coisas, eu já percebo melhor..
    Ainda assim, compreendo que isto é uma mostra/listagem dos resultados que a teoria “diz”, e se a gente quisesse perceber o que realmente vai no estômago da Terra, teria que ler a teoria toda..

  6. Sugiro também as imagens neste post do Luis Lopes:
    http://www.astropt.org/2010/03/23/reconhece-este-planeta/

    🙂

  7. Acho este tema da tectónica de placas super interessante, mas quando penso nos super continentes antes da Pangea e os futuros, há sempre uma questão que me fica a intrigar…

    Nos videos em que mostram o movimento gradual dos continentes, pelo que parece, há alturas em que eles se dirigem para um lado, e depois parecem fazer o movimento contrário… O que não me parece fazer muito sentido porque um limite convergente não deve poder passar a ser divergente e vice-versa…

    Acho que algo no meu raciocínio tem de estar errado, mas pensando num supercontinente, que depois se separa em vários continentes, eles vão continuando o seu movimento até se voltarem a “encontrar” do outro lado do globo, e se os movimentos se mantiverem no mesmo sentido basicamente acabaria por existir apenas uma montanha gigantesca, dos continentes “esmagados” uns contra os outros… A menos que a massa continental que existe hoje não seja a mesma que existia à 500M.anos atrás… Não sei se me fiz entender, mesmo na minha cabeça eu não consigo pensar nisto com total clareza =S

    1. O movimento das placas pode levar à junção de vários continentes. No entanto, este movimento é relativo (cada placa “move-se” tendo as outras por referência. Também deve pensar que o choque entre placas leva à criação de montanhas e ao afundar de terras pelo que os continentes não são entidades imutáveis. Falta ainda referir que depois de se formar um supercontinente, pode se abrir uma fenda no seu interior que mais tarde irá provacar a sua divisão.
      Lamento não saber explicar melhor.
      Já deve ter visto, mas estas páginas podem ser um bom ponto de partida para saber mais:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Tect%C3%B3nica_de_placas
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Hot-spot

    2. Boa noite,

      estava a ler o seu post e a pensar, “talvez” tenha a ver com o proprio campo magnetico da terra que se inverte de tempos em tempos,, pode ter alguma influencia, penso eu, na maneira como o fluxo de magma e consequentemente a movimentaçao da crosta terrestre… parece-me que faz sentido, não? como se costuma dizer, está tudo interligado. 🙂

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