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Astronomia Amadora

Redondo, ida e volta

O céu do ASTROREDONDO deixou saudades.
Mesmo se o local é um pouco inclinado, o que para alguns instrumentos, como o meu Obsession, não é o ideal, a verdade é que há algum tempo que não observava num céu de tal qualidade.
Por isso, resolvemos repetir.
E, na 6ª feira, pelas 18:00 horas, eu, o Filipe Alves e o José Ribeiro rumámos a Redondo, ao encontro do Henrique, do Francisco, do Hugo Silva, do João Gregório e filho.
Mais tarde juntou-se ao grupo o Vítor Nunes, organizador do AstroRedondo.

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Astronomia Amadora

ASTROREDONDO

Para começar, parabéns ao Victor Nunes.
Parabéns pela iniciativa.
Considero que foi muito bem sucedido.
Foi bem sucedido pelo número de participantes que rondou os 40, pelas condições atmosféricas que foram propícias no sábado, e foi bem sucedido pelo ambiente de confraternização que se criou no local das palestras, no jantar, e que culminou no local de observação.
As palestras foram conduzidas pelo José Matos, a ISS, o seu desenvolvimento, perspectivas de vida e im filme 3D com actividades no interior do Skylab, pelo Pedro Ré que abordou a fotografia digital nos mais variados objectos celestes, acompanhando com belas imagens da sua autoria, e pelo Guilherme de Almeida, que proporcionou uma visita guiada ao céu e, posteriormente, falou sobre telescópios, os vários tipos, vantagens e desvantagens de uns e de outros.

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Astronomia Amadora

Maré cheia na Atalaia

Mais de 30 viaturas e cerca de 40 pessoas. Foi assim a noite de sábado na Atalaia. Para além dos habituais frequentadores, aconteceu uma grata surpresa, que foi a chegada de um grupo de cerca de 20 pessoas, trazidas pelo NUCLIO, sob a liderança de Rosa Doran, Carlos Santos e Hugo Silva.
De repente, o espaço ficou completamente cheio.
E foi uma noite muito interessante, com céu limpo, húmido e bastante estabilidade atmosférica.
Impossível relatar as variadas actividades de tanta gente.
À volta do Obsession houve sempre bastantes interessados. Comecámos por Orion, com a M42 e o Trapézio, primeiro com 5 estrelas, um pouco mais tarde com 6.
Seguiram-se vários enxames, como M46 e a nebulosa planetária NGC 2438, M47, M48, a planetária Fantasma de Júpiter, M1, M45, M51, M3 etc.
Depois fomos a Saturno. Foi o alvo da noite. Já com os anéis próximo do perfil, ainda assim deixou ver a divisão de Cassini, sendo também notória uma banda equatorial e a sombra dos anéis sobre a superfície, além de 5 dos seus satélites.
Fomos depois a Marte, mas aqui pouco pormenpr conseguimos. Ainda assim foi possível localizar a calote polar.
No domínio das galáxias, M51 permitiu uma imagem bastante rica de detalhe. Passámos ainda por M82, M81, M104, M84 e M86 acompanhadas de alguns dos membros da cadeia Markarian.
Entretanto já M13 estava bem acima do horizonte. Foi explorada em variadas amplificações, bem como o M92. Visitámos o NGC 6207, galáxia muito próxima de M13.
Para terminar, observámos ainda as planetárias NGC 4631, em Corvo, NGC2392, Esquimó, em Gémeos e Olho do Gato (Cat Eye nebula) em Dragão.
Todos estes objectos foram observados por vários dos presentes, dando a esta noite aquele encanto das noites de divulgação.
Foi manifesto o entusiasmo de algumas pessoas que ali vieram pela primeira vez e que, estou certo, vão voltar.
Maré cheia de gente na Atalaia. Que alegria!

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Astronomia Amadora

Atalaia, 19 de Janeiro - A noite de Sirius B

A noite de SIRIUS B

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Astronomia Amadora

Pequeno resumo de 2007

Por razões várias, não pude participar activamente nos últimos tempos.
Agora que estou pronto a retomar a minha colaboração, achei que faria sentido fazer um pequeno relato sobre as actividades de 2007.
Na Atalaia realizaram-se 55 encontros ao longo de 2007, alguns com poucas presenças, outros com casa cheia, chegando a ter lá cerca de 40 pessoas.
55 encontros significam muitas horas no campo, muito tempo de observação, de convívio, de troca de impressões, de mordidelas de mosquitos, de elevadas humidades, de noites geladas, mas sempre de genuíno prazer.
E o mais interessante é que aparecem pessoas de todas as idades, famílias, professores acompanhados dos seus alunos, além dos habituais frequentadores.
Este aspecto de as pessoas aparecerem espontaneamente dá-nos uma grande alegria.
Praticamente nenhum fenómeno passou ao lado do nosso interesse.
A espectrografia, por José Ribeiro; os exoplanetas, sobretudo pelo João Gregório, a imagem pelo mestre Filipe Alves e muitos outros como o Paulo Barros, o Henrique Ferreira, o Luís Campos etc. foram actividades sempre presentes e em parte publicadas nos relatos da página da Atalaia, www.atalaia.org
Eu e mais alguns, dos habituais frequentadores cada vez menos, mas dos que vão aparecendo de novo cada vez mais, ainda privilegiamos a observação visual.
Dois trabalhos, ainda que um tenha sido realizado no meu quintal, foram seleccionados como LPOD, em 21 de Janeiro e em 13 de Junho.
2008 inicia-se com a decisão de levar o novo aeroporto de Lisboa para aquela área.
Se o céu já se vinha deteriorando com o rápido crescimento das zonas urbanas, agora tem os dias, ou antes, as noites, contadas.
O local fica mesmo próximo da zona de implantação do aeroporto e será afectado, de forma irreversível, para efeitos de astronomia.
Mas haveremos de encontrar outro local, nem que seja mais afastado.
Boas observações e leituras para todos!

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Astronomia Amadora

Primeiro encontro de 2008 na Atalaia

Pelo menos para mim, foi a pimeira observação de 2008.
E foi logo com uma quase enchente que o ano começou na Atalaia.
Alguns chegámos muito cedo, antes das 19:00.
Os restantes foram chegando ao longo da noite.
Nem sei quantos foram os presentes, mas calculo que um pouco mais de
20.
A noite começou muito húmida, mas com grande estabilidade atmosférica.
Com o Obsession, logo no início, ainda com o espelho quente, foi
possível resolver 6 estrelas no Trapézio.
Ao longo da noite isso tornou-se tão fácil que parecia que as
estrelas se tinham afastado umas das outras.
Andei à volta da Cabeça do cavalo, mas só se adivinhava; o NGC 1973,
Running Man, a mesma coisa; a Keyhole nebula foi fácil, sobretudo com
amplificação moderada.
A nebulosa Esquimó ofereceu uma das melhores imagens de sempre.
Melhor só em Calar Alto.
Passei muito tempo, juntamente com o Alfonso, a tentar resolver
Sirius B.
Usámos as mais variadas amplificações e filtros. Não foi conclusiva a
nossa busca, apesar de termos tido a impressão de a termos visto em
curtos lapsos de tempo.
M46 e a nebulosa planetária, NGC 2438, estavam magníficas.
M82, M81, M95, M6, M105, Variável de Hubble, foram alvos quando o céu
já começava a nublar.
Marte permitiu as melhores imagens, em observação directa, dos
últimos tempos.
Saturno, com os anéis quase de perfil, apresentava uma curiosa
configuração dos satélites, com Titã e Hiperion de um lado e Dione,
Rea, Tetis e Encelado, muitos próximos uns dos outros, num curioso
agrupamento, do outro.
Japeto, muito afastado e Mimas, na sombra do planeta, não foram
observados.
A noite manteve-se mui húmida, mas a temperaura não caiu abaixo de
5ºC.
Com o céu a ficar bastante nublado, a partida foi gradual, com os
úlimos a partirmos pelas 02:30.
E, para manter a tradição, Alberto, Luís Carreira, Rui Tripa, Alcino
e Luís Evangelista, rumámos à área de serviço do costume para
retemperar forças e para um pouco de conversa.
E que venham bons céus, para aproveitar a Atalaia antes que a
instalação do novo aeroporto acabe em definitivo com o local.

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Astronomia Amadora

Amadores e profissionais

Questiono-me por vezes sobre a diferença entre ser astrónomo amador ou astrónomo profissional.
E não acho fácil traçar uma fronteira.
Amador pode significar fazer as coisas por prazer, sem obrigações institucionais, mesmo por amor.
Pode significar fazer o que bem apetece, sem ter de prestar contas a ninguém.
E quando, por vontade própria, por interesse intelectual, por vontade de conhecer, por vontade de participar, um amador se compromete com algo, com programas de investigação, com programas de observação coordenados, sem pedir nada em troca?
Deixou de ser amador?
A minha resposta, muito clara, é NÃO.
O compromisso de um amador, porque é tomado voluntariamente, porque acredita num projecto, vale mais que qualquer contrato.
Um contrato tem cláusulas de rescisão. Basta activá-las e era uma vez um contrato.
O compromisso de um amador é, em primeiro lugar, consigo mesmo.
É para levar até ao fim.

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Encontros e Actividades de Divulgação

ASTROVIDE 2007

Decorreu mais um Astrovide, um dos poucos encontros de astronomia que ainda se realizam em Portugal.
Na sua vertente astronómica, o encontro teve lugar no sábado, dia 14 de Julho.
Para alguns, houve um complemento turístico na manhã de domingo.

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Astronomia Amadora

Sábado na Atalaia

A noite começou sob um céu parcialmente velado por nuvens altas.
Mas, confirmando as previsões, as nuvens foram desaparecendo e o céu ficou totalmente limpo e surpreendentemente transparente.
Munido de uma carta de magnitudes da área da Ursa Menor, estimei a magnitude em 5,7.
Ainda com ar de dia já o par Venus-Saturno se aproximava do horizonte. Foram os primeiros alvos.
Saturno, sob a turbulência atmosférica, nem conseguiu ser convenientemente focado.
Venus, apresentava um crescente acentuado, semelhante a uma Lua jovem de uns 3 dias.
Júpiter mostrava três das suas luas.
Entretanto, no recinto, encontravam-se o Filipe Alves e a Rute, o João Gregório, o Henrique Ferreira, o Luís Campos que já nos brindou com uma bela imagem do segmento oeste da Nebulosa do Véu, o Carlos Saraiva, o Nuno Gil, o Silvério (?) Serra, o Filipe Serra, o José Bulário, o Ulisses Martins e o André e, sem equipamento, o Cunha Lopes.
A seguir aos planetas e enquanto o céu estava com nuvens, o alvo foram alguns objectos de fácil detecção, como M11, M22, M57.
Com o desaparecimento das nuvens foi a vez das nebulosas. Os dois segmentos da Nebulosa do Véu, com filtro OIII, ofereceram imagens de belo detalhe e foi um prazer percorrê-los passo a passo. Menos sorte tivemos com a nebulosa Crescente, muito difusa e com a nebulosa América do Norte que simplesmente não vimos.
M57 foi amplificada até 560x, mas sem aparecimento da estrela central. M27 mostrou-se muito brilhante, M16 bastante discreta, M 17 brilhante e bem definida, M20 ténue, M8 enorme na companhia do enxame aberto.
Uma ronda por enxames globulares preencheu também parte da noite.
A nebulosa Olho do Gato, M15, um enorme enxame aberto em Cassiopeia (NGC 7789), M4, M6 e bastantes outros, que isto não pretende ser uma listagem, completaram a noite.
Ainda houve tempo para dar uma espreitadela a Neptuno e a Urano, para terminar com o cometa C/2006/VZ13 LINEAR, cujas coordenadas foram fornecidas pelo J. Gregório. Este cometa descoberto em Novembro passado terá o periélio no inicio
de Agosto, e irá aumentar de magnitude, esperando-se que atinja 9,7 na próxima semana.

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Astronomia Amadora

Grupos amadores de observação astronómica

Observar sozinho é pouco motivador.
Fazê-lo em lugares isolados e escuros pode ser perigoso.
Observar com prazer e em segurança, exige companhia.
E é aqui que o problema se levanta:
- Como arranjar companhia, como congregar pessoas que tenham o mesmo interesse na astronomia, e sobretudo, como fazer durar essa associação?

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