Questiono-me por vezes sobre a diferença entre ser astrónomo amador ou astrónomo profissional.
E não acho fácil traçar uma fronteira.
Amador pode significar fazer as coisas por prazer, sem obrigações institucionais, mesmo por amor.
Pode significar fazer o que bem apetece, sem ter de prestar contas a ninguém.
E quando, por vontade própria, por interesse intelectual, por vontade de conhecer, por vontade de participar, um amador se compromete com algo, com programas de investigação, com programas de observação coordenados, sem pedir nada em troca?
Deixou de ser amador?
A minha resposta, muito clara, é NÃO.
O compromisso de um amador, porque é tomado voluntariamente, porque acredita num projecto, vale mais que qualquer contrato.
Um contrato tem cláusulas de rescisão. Basta activá-las e era uma vez um contrato.
O compromisso de um amador é, em primeiro lugar, consigo mesmo.
É para levar até ao fim.
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